Benfica 1-1 Arsenal | Águias e londrinos deixam tudo em aberto

Ettore Ferrari / EPA

Terminou empatada a um golo a primeira mão dos 16 avos-de-final da Liga Europa, que colocou pela frente Benfica e Arsenal e que decorreu nesta quinta-feira no Estádio Olímpico de Roma.

Já na segunda parte, Pizzi abriu a contagem na conversão de uma grande penalidade, mas Bayoko Saka decretou o resultado final e deixou os ingleses com uma ligeira vantagem por terem marcado fora de portas. A segunda mão está agendada para daqui a uma semana em Atenas. Apenas a espaços as “águias” conseguiram gizar lances perigoso e, não obstante terem melhorado no capítulo defensivo, voltaram a denotar as habituais dificuldades no ataque posicional e em definir com acerto os lances nas imediações do último terço do terreno.

O jogo explicado em números

  • Algumas surpresas no “onze” apresentado por Jorge Jesus. Lucas Veríssimo, Luca Waldschmidt e Pizzi foram titulares, com o treinador a optar por um esquema de três defesas. Do lado dos “gunners”, Cédric Soares, como defesa-esquerdo, e David Luiz foram apostas de Arteta, que escolheu o mesmo “onze” que iniciou o triunfo ante o Leeds na última jornada da Premier League.
  • Fase inicial com apenas um remate (desenquadrado), sem lances de perigo e muito disputado na zona central. Os londrinos tentavam sair a construir desde trás (75% da posse de bola), face a uns lisboetas mais resguardados, que espreitavam explorar as costas do eixo defensivo contrário.
  • Após um primeiro aviso, no qual valeu a rapidez de Helton Leite a sair dos postes, aos 18 minutos, Bellerín assistiu e Aubameyang, com a baliza à mercê, fez o mais difícil e atirou ao lado. Ocasião flagrante desperdiçada pelo Arsenal. Nesta fase, os ingleses tinham dois remates (um ao alvo) e o Benfica uma tentativa (que saiu ao lado).
  • Já após a meia-hora surgiu o primeiro tiro enquadrado desferido pelas “águias”: Darwin Núñez rematou com força e obrigou Leno a uma intervenção a dois tempos. Nesta fase, Jan Vertonghen era o jogador em destaque, com 5.9 e apenas um passe falhado em 12 tentativas, oito passes progressivos correctos, 18 acções com o esférico, um desarme, duas intercepções e somante uma falta cometida.
  • Já em período de descontos, soberana oportunidade falhada pelas “águias”. Grimaldo roubou a bola nas imediações da área adversária e em vez de accionar o remate, preferiu assistência para Darwin, mas Ceballos surgiu na “hora H” e cortou o lance para canto.
  • Aos 19 minutos valeu a desacerto de Aubameyang, mas com a passagem dos minutos os benfiquistas foram ganhando confiança e tiveram duas oportunidades em que poderiam ter feito mossa. Um duelo muito táctico que chegou ao descanso empatado a zero. Vertonghen rubricou uns primeiros 46 minutos quase imaculados e foi o MVP neste período. Da “performance” do central belga, de realçar as três intercepções que realizou e os dois passes que bloqueou. Além disso, esteve quase perfeito no capítulo do passe (92%), falhando apenas dois dos 24 tentados. O antigo jogador do Tottenham foi premiado com um GoalPoint Rating de 6.1.
  • Ao minuto 48 um remate cruzado de Pizzi saiu frouxo e à figura de Leno e quatro minutos volvidos, Saka por poucos centímetros não finalizou com êxito.
  • Da marca dos 11 metros, o Benfica abriu a contagem marcava o relógio 55 minutos. Pizzi não falhou no frente-a-frente com Leno e chegou aos sete tiros certeiros na prova. Na génese esteve uma mão na bola assinalada a Smith Rowe depois de um centro de Diogo Gonçalves.
  • Mas a vantagem durou escassos minutos, apenas dois, altura em que Saka deu a melhor sequência a um cruzamento de Cédric Soares e empatou o encontro. Com mais espaços, os dois emblemas começavam a fazer estragos…
  • No período mais empolgante da partida, Rafa, que entrou ao intervalo para o lugar de Luca Waldschmidt, rematou de trivela e obrigou o guardião “gunner” a uma excelente defesa. Na resposta, Aubameyang viu a bola sair um pouco ao lado do alvo e aos 70 minutos, Otamendi esteve atento e impediu que a bola chegasse ao capitão dos londrinos. O Benfica tinha cinco remates (quatro enquadrados) e 41% da posse de bola e o Arsenal seis tentativas (duas ao alvo) e 59% da posse.
  • Num contragolpe quase perfeito, Taarabt conduziu, passou a bola a Everton que, da esquerda para o centro, rematou e por muito pouco não voltou a colocar os “encarnados” na linha da frente do marcador. Segundos depois, Lucas Veríssimo vestiu a pele de bombeiro e, com um corte assertivo, estragou a festa a Aubameyang. 
  • Os dois treinadores continuaram a mexer nas respectivas equipas, mas o resultado não sofreu alterações. O emblema da Luz embora tenha actuado em casa emprestada, há 27 partidas – incluindo as pré-eliminatórias – na Liga Europa que não perde no seu reduto. Por seu turno, o Arsenal, ao sétimo duelo esta temporada na prova, não venceu pela primeira vez.

O melhor em campo GoalPoint

Estreia auspiciosa de Lucas Veríssimo com as cores das “águias”, após um “namoro” que durou longos meses. No esquema com três defesas delineado por JJ, o brasileiro actuou pelo lado direito e deixou bons apontamentos. Rápido, seguro e decisivo, ficando na memória a forma como conseguiu “roubar” um golo a Aubameyang que parecia certo aos 74 minutos. Até abandonar o terreno de jogo devido a fadiga física, a nove minutos dos 90, o antigo jogador do Santos teve 55 acções com a bola, levou a melhor em dois dos três duelos aéreos defensivos em que interveio, recuperou a posse em nove ocasiões, ajudando ainda com quatro alívios, sete passes progressivos certos, duas intercepções, dois alívios e duas acções defensivas no meio-campo contrário. O defensor acabou por acumular um GoalPoint Rating de 6.9.

Jogadores em foco

  • Saka 6.9 – O jovem prodígio está a realizar uma excelente época e esta quinta-feira voltou a deixar à vista aquilo que pode fazer. Apontou o golo que deixou os “gunners” na frente da eliminatória e sempre que atacou deixou a defensiva “encarnada” em sobressalto. A destacar as sete acções com a bola na área, um máximo no jogo, e as três faltas que sofreu.
  • Ødegaard 6.6 – Chegou emprestado pelo Real Madrid e pegou de estaca no “onze” londrino. Exibiu-se a um bom plano e teve o mérito de ligar o jogo da equipa com qualidade e mestria. Os seis passes valiosos realizados são disso exemplo.
  • Pizzi 6.6 – Letal, não vacilou e voltou a deixar a sua marca na prova e já lá vão sete golos em outros tantos jogos. Com menos bola do que aquilo que é habitual, teve quatro acções com o esférico na área do Arsenal e quatro intercepções.
  • Diogo Gonçalves 6.2 – Com a missão de carrilar o jogo pelo lado direito, esteve envergonhado na etapa inicial, mas ganhou confiança depois do intervalo e surgiu mais vezes na frente. O melhor exemplo ocorreu aos 54 minutos, quando cruzou e viu Smith-Rowe jogar a bola com uma das mãos. Além dos três centros que realizou, foi responsável por três acções defensivas no meio-campo adversário, dois desarmes e quatro intercepções.
  • Cédric Soares 5.7 – Adaptado ao lado esquerdo da defesa, o lateral luso esteve sólido e acabou por ter uma ligação umbilical ao tento do empate, com a assistência que fez para Saka concretizar o 1-1.
  • Aubameyang 4.5 – O capitão e craque do Arsenal teve uma noite para esquecer, desperdiçando duas oportunidades com selo de golo. O desacerto chegou também à forma como foi apanhado na armadilha do fora-de-jogo: ao todo, foram quatro vezes em que foi “enganado”.

Resumo

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1 COMENTÁRIO

  1. A pior equipa dos últimos 30 anos.Futebol de terceira sem classe ou dinamismo.Um treinador boca grande traidor e sem ideias.Os ”Matraquilhos” são um desastre.Resumindo,uma equipa com um futebol banal e medíocre.

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