Belenenses 1-1 Porto | “Dragão” escorrega e deixa fugir líder

O FC Porto não foi além de um empate na visita ao Jamor, ante o Belenenses. André Santos abriu as “hostilidades” e Alex Telles, na marcação de uma grande penalidade, fixou o resultado final.

Com esta escorregadela, os “dragões” somaram o segundo empate no campeonato e viram o Benfica fugir na liderança, agora com mais quatro pontos. Por seu lado, a formação lisboeta passou a contabilizar 15 pontos e ocupa 12º posto da tabela classificativa.

O jogo explicado em números

  • Antes do apito inicial, Pedro Ribeiro promoveu apenas uma alteração no “onze” do Belenenses relativamente ao triunfo na ronda anterior no reduto do Tondela, com a saída do jovem Robinho (22 anos) e a entrada do experiente André Santos (30 anos). Por sua vez, Sérgio Conceição lançou Zé Luís, com o moral nos píncaros após o golo acrobático que marcou ao Paços de Ferreira na última jornada, na vaga do lesionado Aboubakar.
  • Logo aos dois minutos, Otávio assinou o primeiro remate do encontro. Ao minuto sete, Koffi foi veloz a sair da baliza e agarrou a bola antes do toque do camisola 25. Pouco depois, Marchesín isolou Marega e valeu ao Belenenses o corte preciso de Tomás Ribeiro.
  • Os visitantes entraram em campo a todo o gás e procuraram marcar o quanto antes, exercendo uma alta e intensa pressão, condicionando a organização contrária, e em poucos toques conseguia chegar nas imediações da área contrária. Os vice-campeões nacionais comandavam as incidências da partida, mas os anfitriões foram cínicos… e letais.
  • No primeiro remate enquadrado do duelo, aos 14 minutos, André Santos aproveitou um corte incompleto de Marcano, atirou em arco e colocado, abriu o activo e assinou o seu segundo golo nesta edição da Liga NOS.
  • Nesta fase da partida, o internacional angolano Show ia mostrando os seus predicados, eficaz no passe – oito entregas certas -, dois desarmes e muita segurança. 
  • Loum ainda marcou, à passagem do minuto 20, após consultar o VAR, mas o árbitro João Pinheiro acabou por anular o lance. O jogo estava louco e impróprio para cardíacos… Aos 27′, os comandados de Pedro Ribeiro tinham três remates, todos enquadrados à baliza de Marchesín, por sua vez, os homens de Sérgio Conceição tinham feito cinco “tiros” e apenas um levou a direcção da baliza. 
  • À sexta tentativa, leia-se remate à baliza do Belenenses, chegou o empate. Tiago Esgaio derrubou Corona e, da marca dos 11 metros, Alex Telles não vacilou e decretou o 1-1, instantes após Marchesín ter brilhando, defendendo um remate perigoso de Licá. Com o golo desta noite, os “dragões” continuam a ser a única equipa que marcou em todos os jogos desta edição da Liga NOS.
  • Excelente primeira parte no palco do Jamor, que chegava empatada a um golo. Os “donos da casa” marcaram primeiro, por intermédio de André Santos, aos 14 minutos. Ao minuto 32, na conversão de um penálti, Alex Telles assinou o golo do emblema da “Invicta”. Apesar do domínio em quase todos os capítulos – seis remates contra quatro, 243 passes contra 135 e 64% da posse de bola contra 36% -, o FC Porto não teve arte, nem a frieza para assumir a frente do marcador. André Santos, com um GoalPoint Rating de 6.9, um golo no único remate que fez, um desarme, duas faltas sofridas, 24 toques na bola, uma assistência e uma eficácia de passe de 83% – em 12 passes, apenas dois falhados -, destacava-se como a melhor unidade no terreno de jogo.

Mário Cruz / Lusa

Marega (FC Porto) e Nuno Coelho (Belenenses SAD)

  • No regresso dos balneários, a partida começou num ritmo mais morno. O Belenenses arriscava mais, circulava a bola de forma mais eficiente, dificultando as acções do FC Porto para desespero de Sérgio Conceição, que pedia mais acutilância aos seus atletas e que pouco depois decidiu mexer no xadrez, promovendo duas alterações em simultâneo com as entradas de Sérgio Oliveira e de Nakajima para as vagas de Manafá e de Loum, respectivamente
  • Aos 72 minutos, Koffi esticou-se, defendeu a “bomba” de Sérgio Oliveira para o poste e negou a reviravolta portista no marcador, naquela que foi a melhor ocasião para qualquer uma das equipas na etapa final.
  • O FC Porto foi com tudo em busca do segundo golo, a linha defensiva subiu vários metros, a equipa conseguiu retirar a bola ao Belenenses e foi acumulando várias jogadas na área adversária, sufocando os contrários com sete remates, dois cantos e 58% da posse de bola. Koffi voltou a brilhar quando aos 86 minutos defendeu um remate de Zé Luís. 
  • Os minutos finais ficaram marcados por muitas interrupções e alguma confusão. Com o FC Porto completamente lançado no ataque, Kikas ainda tentou aproveitar uma desatenção de Marchesín, mas a defensiva “azul-e-branca” foi mais lesta do que o dianteiro e conseguiu impedir o remate do camisola 9. Pouco depois, o árbitro João Pinheiro dava por concluída a partida.

O melhor em campo GoalPoint

Mais uma exibição “de encher o olho” de Corona. O mexicano foi um verdadeiro quebra-cabeças para os defensores adversários. Além de ter sofrido a falta que resultou no golo do empate, num lance em que tirou tudo e todos da frente, foi a unidade mais esclarecida, falhou apenas uma das seis tentativas de drible, sofreu três faltas, arriscou três cruzamentos e mesmo quando recuou, após a saída de Manafá e a entrada de Nakajima, continuou a destilar pormenores de classe. Por isso, e muito mais, teve um GoalPoint Rating de 7.2.

Jogadores em foco

  • André Santos 7.0 – Na primeira parte, tinha sido o melhor jogador em campo. Na etapa final, continuou a ser o elemento em destaque do lado do Belenenses. Marcou um grande golo, após excelente remate, rubricou dois passes para finalização dos seus colegas de equipa, dos seis dribles tentados, falhou apenas um, na eficácia de passe a percentagem foi de 92% – em 24, dois não levaram a direcção que pretendia – e sofreu, ainda, quatro faltas.
  • Alex Telles 6.6 – Letal da marca dos 11 metros, o lateral-esquerdo voltou a exibir-se a um grande nível, com dois remates, ambos enquadrados, quatro cruzamentos, apenas um passe longo mal medido em três tentativas e quatro recuperações de bola.
  • Zé Luís 6.4 – Três remates – dois enquadrados à baliza -, 14 passes correctos em 17 tentativas (82% de eficácia), quatro passes longos acertados, em seis, quatro faltas sofridas e três desarmes. Números que ajudam a explicar a exibição completa do ponta-de-lança cabo-verdiano.
  • Sérgio Oliveira 6.1 – Apenas 29 minutos foram suficientes para demonstrar que está de volta e que poderá ser uma unidade útil a Sérgio Conceição, após vários meses de ausência devido a lesão. Logo numa primeiras vezes em que tocou na bola, desferiu uma “bomba” que levou a bola a embater no poste, depois de Koffi ter tocado no esférico. Teve 33 acções com bola e, dos 23 passes que fez, falhou quatro.
  • Koffi 5.9 – Apenas Alex Telles conseguiu ultrapassar o guardião dos anfitriões, que esteve seguro. Ao todo, Koffi contabilizou seis intervenções, sendo que quatro foram feitas em lances já no interior da área do Belenenses.
  • Silvestre Varela 4.0 – Os nove passes falhados complicaram os números do extremo, que foi abnegado mas pouco esclarecido em muitas das opções que tomou. Varela perdeu ainda a bola em seis ocasiões e seis foram os maus controlos de bola que o internacional português teve.

Resumo

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