BE ataca atrasos do Governo na ferrovia e foca-se nas alterações climáticas

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bloco_de_esquerda / Flickr

A coordenadora do Bloco de Esquerda, Catarina Martins

A coordenadora do Bloco de Esquerda (BE), Catarina Martins.

O quinto dia de campanha do Bloco fez-se no Algarve com um foco na mobilidade e nas alterações climáticas que já se fazem sentir na região.

A mobilidade foi um dos temas de eleição para a campanha do Bloco de Esquerda desta quinta-feira. A visitar o Algarve, a comitiva de Catarina Martins deixou críticas aos atrasos do Governo no desenvolvimento da ferrovia e na falta de adaptação dos veículos para pessoas com deficiência. A coordenadora do BE também apontou falhas nos horários, preços e acessibilidade ao executivo socialista.

Há cerca de dois meses, Pedro Nuno Santos esteve em Vila Real de Santo António para assinar o contrato de consignação da empreitada de eletrificação da Linha do Algarve, mas Catarina Martins não quis comentar a actuação do Ministro das Infraestruturas e da Habitação, preferindo apontar que “temos andado devagar de mais” na ferrovia, cita o Expresso.

A líder bloquista também não quis comentar o PS e a proposta de Costa de governar “à Guterres”. “Não vale a pena estarmos sempre a discutir o mesmo”, retorquiu, sobre os pedidos de maioria absoluta de António Costa, que o Bloco acredita que o PS não vai conseguir.

No comício que fechou o dia, Catarina Martins voltou a lembrar que “é o voto que decide”. “É um voto à esquerda, é um voto fora do bloco central que vai fazer a diferença no dia seguinte”, apelou.

O eurodeputado José Gusmão também discursou na noite e lembrou que o Bloco “é a única força fora do bloco central que elege no Algarve”. Houve também espaço para críticas a Rui Rio que “faz campanha sem uma única ideia para o país” a não ser a “vaga ideia de que vamos baixar os impostos”, mas “para as grandes empresas”.

“A escolha não é entre António Costa e Rui Rio: é entre as maiorias que se formam na Assembleia da República”, rematou o eurodeputado.

Catarina Martins encerrou o dia voltando a falar da mobilidade. “Assim que cheguei a Faro, encontrei uma senhora que me disse que o passe dela, que custava 40 euros, passou a custar 70”, apontou.

O Algarve é uma região “das que produz mais riqueza” mas onde mesmo assim se pagam “salários tão baixos”. As alterações climáticas também já se fazem sentir com “a escassez de água, com que tantos agricultores se deparam já hoje”.

A líder bloquista lembrou também a proposta do programa do partido da criação de sistemas comunitários de produção fotovoltaica descentralizada, financiados pelo Estado, que permitiria a poupança de energia.

  ZAP //

5 Comments

  1. A educação é um bem tão precioso que quando se nasce, ou se teve, ou não se teve Berço e daí a pessoa que defendemos ser. A Rosa é, foi boa a correr. Méritos, medalhas ou outros louvores, não lhe foram atribuidos por exemplo Cidadania.

  2. Ganhe as eleições quem ganhar, de uma coisa podemos ter a certeza, não vai ganhar quem serve o Portugal, não vai ser uma avaliação dos Portugueses, irá ser o escolhido pelos canais de televisão, que por incrível que pareça, nos faz a cabeça.
    Independentemente da cor politica de cada um, e do prazer ou repulsa que tenhamos de ouvir este homem, há uma Grande conclusão que todos teremos de tirar, quer para quem goste quer para quem não goste, porque se hoje serve a uns, amanha serve a outros, e a conclusão é clara, porque em vésperas de eleições a TVI se lembrou da entrevista ao Sócrates, e a que pretexto, que se passou de novo, assim como outros atos políticos da TVI e OUTRAS TELEVISOES, porque razão o Sócrates aceitou, com que motivação, e agora pergunto, será que os Portugueses aceitam que sejam as redes de comunicação social, as televisões a orientar o sentido de voto, seremos um joguete nas rédeas dos canais de televisão? aceitamos que sejam as redes de televisão a fazer as nossas cabeças ? vesse tanta gente preocupada em a vacina do covid as poder controlar e motorizar, e as televisões fazem do povo o que quer, e ninguém se importa de ser um joguete nas mãos da comunicação social.

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