BCP passou nos testes de stress. Piores bancos são de Itália, Irlanda e Espanha

Millennium BCP

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O presidente do BCP revelou esta sexta-feira que o banco passou nos testes de stress do Banco Central Europeu (BCE) no cenário mais adverso, ao contrário do que tinha acontecido em 2014. Bancos da Itália, Irlanda, Espanha e também da Áustria estão entre os que se saíram pior.

“Os resultados comprovam a evolução favorável do BCP, confirmam o trabalho muito forte, muito exigente que está a ser conseguido por todos os que estão a colaborar com o banco”, afirmou Nuno Amado em conferência de imprensa.

O BCP divulgou ontem que, nos resultados dos testes de resistência do Banco Central Europeu (BCE), que avaliam a resistência do banco perante uma degradação económica e financeira, ficou com um rácio de 7%, acima do valor de referência de 5,5% que cada banco precisava de ter.

De acordo com a Reuters, o italiano Monte dei Paschi, o austríaco Austria’s Raiffeisen, o espanhol Banco Popular e outros dois bancos irlandeses terão tido os piores resultados, mas entre as 12 entidades bancárias que se saíram pior estão também dois gigantes da banca germânica: o Deutsche Bank e o Commerzbank, salienta a mesma agência.

O banco italiano tem um rácio de capital negativo num cenário de choque económico e pouco antes da divulgação dos resultados anunciou um aumento de capital que pode chegar aos 5000 milhões de euros.

Em comunicado, Andrea Enria, presidente da Autoridade Bancária Europeia, salienta que apesar de algumas melhorias “há trabalho a ser feito”.

Nos últimos testes de stress gerais à banca europeia, em 2014, o BCP chumbou ao serem identificadas necessidades de capital no cenário mais adverso.

O Novo Banco na altura não participou nesses exercícios, por ainda estar a consolidar o seu perímetro patrimonial, e um ano depois viria a chumbar também no cenário severo.

A amostra de 51 bancos de 15 países da União Europeia, dos quais 37 da zona euro, que a EBA testou, em articulação com o Banco Central Europeu (BCE), não inclui este ano bancos portugueses, ao contrário do que aconteceu em 2014, estando as atenções centradas nas fragilidades que podem apresentar os bancos italianos, mas também alemães.

No entanto, os quatro bancos portugueses supervisionados diretamente pelo Banco Central Europeu (BCE) – Caixa Geral de Depósitos, BCP, BPI e Novo Banco – também têm sido submetidos a exercícios de resistência no âmbito do Banco Central Europeu (BCE), sendo que para já apenas o BCP anunciou os seus dados.

O BCP registou prejuízos de 197,3 milhões de euros no primeiro semestre do ano, valor que compara com um lucro de 240 milhões de euros verificado no período homólogo do ano passado.

O banco justifica estes resultados com “itens não habituais”, adiantando que, sem estes acontecimentos extraordinários, o banco teria tido um lucro de 56,2 milhões de euros no primeiro semestre de 2016, valor que compara com um prejuízo de 21,2 milhões de euros em igual período do ano passado.

ZAP / Lusa

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