Há uma banda belga chamada Ómicron — e vai manter o nome na esperança de derrotar “associação negativa” da palavra

Ómicron / Facebook

Depois de ponderarem mudar de nome, os membros da Ómicron decidiram mantê-lo e querem que os seus ouvintes associem a palavra a algo positivo.

Diz-se que toda a publicidade é boa publicidade, e parece a banda belga Ómicron acredita nesse lema. O grupo de death metal anunciou que não vai mudar de nome, apesar da associação automática com a nova variante da covid-19.

O fundador e guitarrista do grupo, Philippe Delhaute, revelou à Sky News que as coisas ficaram “muito malucas” quando a nova variante começou a dominar as notícias e que a banda começou a considerar mudar de nome.

No entanto, o grupo acabou por decidir manter o nome actual, na esperança que, em busca de novidades sobre a variante do coronavírus, as pessoas acabem por tropeçar na música da banda e que isso ajude a derrotar “a associação negativa com a Ómicron”.

Durante o processo de criação no próximo álbum em Novembro, que vai ser lançado na Primavera, as notícias sobre a variante começaram a sair. “Não queremos qque as pessoas pensem que usamos a doença para espalhar o nome da banda“, revela Delhaute.

O guitarrista sublinha que a banda sentiu uma “responsabilidade extra” por causa da coincidência entre os nomes: “Todos conhecemos pessoas que tiveram covid e temos amigos ou familiares que perderam alguém. Queremos que algo bom saia daqui, como as pessoas a ouvirem a nossa música e perderem a má associação”.

“Pensei em mudar o nome por um segundo, mas a nossa banda não nasceu por causa da variante. Espero que possamos dizer às pessoas que é algo diferente e simplesmente uma coincidência“, acrescenta.

O nome da banda surgiu, na verdade, há cinco anos, quando Delhaute leu um artigo sobre constelações Ómicron e considerou o conceito “incrível”. “Tenho uma obsessão pouco saudável com aliens e o universo. O nosso primeiro álbum tinha um conceito sobre extraterrestres dominarem o planeta e os humanos a lutarem contra eles. É como um filme no formato musical”, remata.

Recorde-se que há também uma banda irlandesa chamada Coronas que em 2020 falou sobre a “infelicidade” do seu nome e que até propuseram fazer uma digressão em conjunto com os The Vaccines.

  ZAP //

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