Avião de carga russo cai na Síria e faz 32 mortos

aviamarkin / Flickr

Um avião de carga An-26

As autoridades russas anunciaram, esta terça-feira, a morte de 32 pessoas que seguiam a bordo de um avião de carga que se despenhou a 500 metros da pista de aterragem da base aérea da Rússia na Síria.

De acordo com o Ministério da Defesa da Rússia, o An-26, com 26 passageiros a bordo e seis tripulantes, despenhou-se a 500 metros da pista de aterragem e descolagem da base aérea de Hmeimim.

A Rússia, país aliado do Presidente da Síria, Bashar Al-Assad, utiliza esta base militar no país, que se situa perto da cidade síria de Latakia e próximo da costa do Mediterrâneo.

Segundo as autoridades russas, citadas pela BBC, a aeronave não se incendiou e os dados preliminares indicam que se tenha tratado de um erro técnico.

Já foi aberta uma investigação para apurar as causas exatas do acidente.

Este incidente acontece uma semana depois de outras aeronaves russas terem ficado danificadas depois de um ataque dos rebeldes à base aérea, recorda a emissora britânica.

A Rússia é acusada de matar muitos civis inocentes com os seus bombardeamentos, mas o país nega sempre essas acusações, dizendo que só ataca apenas alvos de combatentes, cuja localização foi confirmada.

Esta terça-feira, a ONU responsabilizou, pela primeira vez, este país aliado de Assad pela morte de civis na Síria. Os investigadores disseram que um avião russo foi aparentemente responsável por um bombardeamento, em novembro, em Idlib, que matou 84 pessoas e deixou outras 150 feridas.

O relatório, publicado pela Comissão de Inquérito da ONU sobre a Síria, refere que aquele ataque em novembro à área densamente povoada, envolvendo armas não guiadas, “pode constituir um crime de guerra de lançamento de ataque indiscriminado que resultou na morte e ferimentos de civis”.

Num anexo ao relatório, os investigadores dão algumas informações sobre a ofensiva governamental em curso contra o enclave rebelde de Ghouta oriental, nos arredores de Damasco, lançada a 18 de fevereiro.

Indicam que o ataque à região tem sido marcado por prováveis crimes de guerra, que incluem “o uso de armas proibidas, o ataque contra civis, a fome como estratégia de guerra (…) e a habitual recusa de retirada de doentes”.

Segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, 724 civis foram mortos na região de Ghouta oriental, entre os quais 170 crianças, desde 18 de fevereiro.

ZAP // Lusa

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