Coligação PSD/CDS à vista em Lisboa (e os centristas lançam o trunfo Cristas)

José Coelho / Lusa

O presidente do CDS-PP, Francisco Rodrigues dos Santos (E) saúda o presidente do Partido Social Democrata (PSD), Rui Rio

“Se a direita quer ganhar Lisboa, deve unir-se”. É desta forma clara que o presidente da distrital do CDS/Lisboa, João Gonçalves Pereira, abre a porta a uma eventual coligação com o PSD nas eleições autárquicas de 2021. E há um nome que os centristas atiram para cima do baralho, como aposta forte para liderar a candidatura: Assunção Cristas.

Numa altura de “lua-de-mel” entre os líderes de PSD e CDS – Rui Rio e Francisco Rodrigues dos Santos reuniram-se na semana passada, para discutir eventuais alianças nas próximas eleições -, os centristas assumem publicamente a disponibilidade para firmarem uma estratégia conjunta com os sociais-democratas. Uma coligação de centro-direita é vista no CDS como a única forma de recuperar terreno ao PS nas autárquicas.

Se a direita quer ganhar a Câmara Municipal de Lisboa deve unir-se e deve entender-se. Da parte do CDS há total disponibilidade para esse entendimento”, salienta o presidente da distrital do CDS/Lisboa, João Gonçalves Pereira, em declarações divulgadas pelo jornal i.

E para o “combate” em Lisboa, o CDS lança o trunfo Assunção Cristas que, nas últimas autárquicas, conseguiu 20,5%, ficando à frente do candidato do PSD que teve apenas 11,22% dos votos.

“A Assunção é um activo valioso, sendo também a líder da oposição ao PS na capital“, considerou Francisco Rodrigues dos Santos no Expresso, salientando que a sua antecessora na liderança do CDS é “uma figura politicamente muito forte a considerar para, eventualmente, poder liderar uma maioria de centro-direita na cidade”.

O líder da distrital concorda com Chicão. “Se houvesse a disponibilidade da parte dela, [Assunção Cristas] Lisboa estaria em boas mãos“, considera João Gonçalves Pereira no i.

Todavia, dificilmente o PSD aceitará que um candidato do CDS lidere uma eventual coligação com o CDS à principal Câmara do país. Não seria inédito, mas Rui Rio deverá querer ter o poder de escolher o seu candidato.

No seu espaço de opinião na SIC, Marques Mendes, antigo líder do PSD, lançou os nomes de Carlos Carreiras, presidente da Câmara de Cascais, de Miguel Poiares Maduro, antigo ministro-adjunto, e de Filipa Roseta, actual deputada e ex-vereadora da autarquia de Cascais, como eventuais opções de candidatos do PSD a Lisboa.

ZAP //

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7 COMENTÁRIOS

  1. Mas isto é para rir? Um trunfo??? para desgraçar ainda mais o PSD? A Drª Cristas, nos últimos anos, foi só a respónsável de partido que mais eleitorado desbaratou, pior, só me lembro mesmo do PRD do general Eanes. E esses meninos de escola quem pensam que são para sugerir seja o que for? Voltaram ao partido do táxi, e não tarda nada, vão-se ver aflitos para conseguirem um grupo parlamentar! Na minha modesta opinião, o Rui Rio devia deixá-los da mão, ou não quis, e disse-o várias vezes, a Drª Cristas ser a verdadeira líder da oposição? Pois então deviam ficar a falar sozinhos.

  2. Estas prostitutas ideológicas… O Rui Rio disse no congresso que o PSD é um partido de Centro e não representa a direita. E agora ía coligar-se com os conservadores de direita da democracia cristã… E os direitistas do CDS já não se importam de se coligar com um partido de Centro, se for pra ganhar votos?

    Depois acho que não faz sentido e só baralha as cabecinhas menos esclarecidas estar a chamar “centristas” ao CDS quando eles são de direita e o PSD é que é de Centro. Lá porque eles têm no nome “Centro” Democrata Social, eles são tudos menos do Centro do espectro político.

  3. «…como aposta forte para liderar a candidatura: Assunção Cristas…» – in ZAP aeiou

    Se o sr. Rio comete o erro de cair nesta esparradela, perderá toda a credibilidade junto dos cidadãos, que até ver continuam tentados a dar-lhe o benefício da dúvida se efectivamente o próprio cumprir com tudo aquilo que tem defendido nas suas intervenções.

    Os cidadãos Portugueses estão saturados de corrupção, clericalismo, ódio, e parasitismo, por tanto é essencial que o sr. Rio saiba muito bem com quem quer estar, se do lado dos cidadãos e da República, ou do lado do neoliberalismo e dos clericais que tanto mal têm feito a Portugal e aos Portugueses.

    P.S.: Sr. Rio, o executivo por si liderado na Câmara Municipal do Porto (CMP) e o trabalho que desenvolveu foram notáveis e de elevado valor para a Cidade Invicta e os cidadãos Portuenses, por favor não destrua o percurso que tem vindo a fazer, e lembre-se das palavras do cidadão Francisco Sá Carneiro:

    «…Os conceitos de catolicismo progressista e de democracia cristã são bastante equívocos para mim – e não aceito enquadrar-me em qualquer deles. Entendo que os partidos políticos – que considero absolutamente indispensáveis a uma vida política sã e normal – não carecem de ser confessionais, nem devem sê-lo. Daí que não me mostre nada favorável, nem inclinado, a filiar-me numa democracia cristã. É evidente que a palavra pode não implicar nenhum conceito confessional e nesse sentido apresentar-se apenas como um partido que adopte os valores cristãos. Simplesmente, em política, parece-me que os valores não têm que ter nenhum sentido confessional e, portanto, se amanhã me pudesse enquadrar em qualquer partido, estou convencido de que, dentro dos quadros da Europa Ocidental, comummente aceites, iria mais para um partido social-democrata…»

  4. Os partidos devem ter a liberdade de decidirem a sua própria estratégia. Só acho que Assunção Cristas não é neste momento uma figura aglutinadora das forças da direita moderada. Ela deixou-se enredar por uma estratégia de grande animosidade e muita agressividade definida por Nuno Melo que quer apenas o seu poleiro na Europa (e que poleiro) e tramou-se de tal modo que agora não tem qualquer peso político.

  5. Assim se vê qual o interesse desta classe política, não apresentam soluções e como as concretizar, querem é ir para o poleiro então não interessa mais nada que aliar-se nem que seja ao diabo, vão é todos dar banho ao cão.

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