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Atlético 0-0 Porto | Dragão não treme no teste de Madrid

Kiko Huesca / EPA

MINUTO 79. Renan Lodi e Kondogbia desentenderam-se, Taremi aproveitou, tirou Oblak do caminho e marcou. Porém, a festa nortenha durou poucos segundos. Após auxílio do VAR, o juiz Ovidiu Haţegan anulou o “tento”.

Já no período de descontos, Mbemba travou Griezmann e foi expulso. Duas decisões polémicas e duvidosas que marcaram de forma indelével o encontro desta noite.

Polémicas à parte, o FC Porto voltou a demonstrar que tem pedigree europeu, jogou de forma personalizada e organizada, nas poucas vezes em que chegou à baliza adversária criou perigo – três ocasiões flagrantes desperdiçadas -, soube sofrer nas poucas vezes em que foi colocado à prova e sai da capital espanhola com um ponto neste difícil Grupo B.

Com três alterações no “onze” relativamente ao “clássico” ante o Sporting – João Mário, Marcano e Bruno Costa foram “trocados” por Zaidu, Grujic e Toni Martínez -, Corona ocupou o lado direito da defesa e Sérgio Conceição recuperou o habitual 1x4x4x2.

O FC Porto entrou de forma personalizada e compacta em Madrid e teve mais do dobro de acções na área do que os anfitriões (quatro versus nove). 

Os “dragões” anularam as principais armas “colchoneras”, a excepção foi um remate (o único enquadrado nesta fase) de Suárez que Diogo Costa deteve, e ainda chegaram com relativo perigo, em três ocasiões, à área adversária adversária: Taremi, aos sete minutos, atirou ao lado, aos 15, Grujic cabeceou por cima e aos 27 Zaidu não conseguiu concluir um contra-ataque que poderia ser letal.

Os primeiros 48 minutos foram intensos, mas deixaram a desejar no que concerne à “nota artística”. Giménez 5.9 e Corona 5.8 eram as unidades com melhor avaliação.

Logo no recomeço, Otávio viu os ferros negarem-lhe a festa num cruzamento/remate que enganou quase tudo e todos.

Já sem Pepe em cena (saiu lesionado) e com as entradas Lodi, Correa e Griezmann, o Atlético subiu de produção, foi mais incisivo nos últimos 30 metros, mas esbarrou num muro chamado Diogo Costa (67’).

O FC Porto, sempre seguro, voltou a ameaçar, chegou a festejar, mas o golo de Taremi foi invalidado.  Até ao apito final, Mbemba foi expulso (em mais uma decisão polémica) e Suárez não carimbou por escassos centímetros.

Na próxima jornada, os vice-campões irão defrontar o Liverpool.

Melhor em Campo

Marchesín que se cuide quando estiver operacional. Diogo Costa não está a acusar a responsabilidade e vai solidificando a vaga de guarda-redes titular. Num teste de fogo, não vacilou e respondeu presente. S

empre atento, correspondeu às chamadas nas poucas vezes em que interveio. Ao todo, realizou duas grandes defesas, aos cinco e 67 minutos, além disso, registou quatro saídas pelo ar, todas elas eficazes, e o prémio de MVP da partida com um óptimo GoalPoint Rating de 6.4, assenta-lhe na perfeição.

Resumo

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