Astérix e Obélix voltam no outono com “O papiro de César”

O novo álbum de banda desenhada da série protagonizada pelos gauleses Astérix e Obélix chama-se “O papiro de César” e sairá a 22 de outubro em simultâneo em vários países, incluindo Portugal, foi hoje anunciado.

O título, anunciado esta terça-feira na Feira do Livro Infantil de Bolonha, Itália, é o 36º volume de uma série de sucesso internacional criada por René Goscinny e Albert Uderzo, mas a história e o desenho da nova história são de Jean-Yves Ferri e Didier Conrad, respetivamente.

A dupla de autores é a mesma que em 2013 assinou o volume anterior, “Astérix entre os Pictos“, o primeiro no qual Uderzo não participou e em que as personagens – os irredutíveis gauleses – rumam à Escócia.

De acordo com a editora Éditions Albert René, Jean-Yves Ferri e Didier Conrad “respeitaram todas as tradições de Astérix estabelecidas pelos seus criadores”, numa história “complexa e palpitante”, que se passa em terra de gauleses, remete para a atualidade, na qual não faltam novas personagens, lutas e, claro, a poção mágica.

No anúncio hoje em Bolonha, onde decorre a mais importante feira de negócios do livro para crianças e jovens, participaram ainda, por videoconferência a partir de Paris, Albert Uderzo e Anne Goscinny, filha de René Goscinny.

Uderzo e Goscinny revelaram Astérix na revista Pilote em 1959. Astérix é um pequeno gaulês de bigode farfalhudo que tem como grande amigo Obélix, personagem desajeitada e com uma força desmesurada, que carrega menires e adora comer javalis.

Ambos são habitantes de uma invencível aldeia que teimosamente resiste às investidas militares dos romanos por conta de uma famosa poção mágica inventada pelo druida Panoramix.

O primeiro livro, “Astérix, o gaulês”, só saiu em 1961, dando início a uma das mais bem sucedidas séries de banda desenhada, com mais de 350 milhões de livros vendidos em todo o mundo e traduzidos para mais de uma centena de idiomas, incluindo o português e o mirandês.

A parceria entre Uderzo e Goscinny terminou em 1977 com a morte do argumentista, mas o nome de ambos foi sempre mantido na assinatura das histórias.

Albert Uderzo, de 87 anos, retirou-se da série em 2011 alegando cansaço.

De acordo com a Éditions Albert René, “Astérix entre os Pictos” vendeu cerca de 5,4 milhões de exemplares em todo o mundo.

/Lusa

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