Após três dias de inferno, incêndio na Grã Canária começa a perder força

Elvira Urquijo A. / EPA

O incêndio florestal na ilha espanhola de Grande Canária começou esta madrugada a perder força após três dias em que esteve incontrolável, anunciou esta terça-feira o presidente, Ángel Víctor Torres.

As primeiras notícias do dia sobre o ponto de situação do fogo dão conta de que afinal o incêndio não entrou na Reserva Natural de Inagua.

O incêndio, que começou no sábado em Valleseco, já obrigou à retirada de 9 mil pessoas e afetou mais de 6 mil hectares, continuando ativo, com os esforços concentrados em impedir que as chamas atinjam as regiões mais povoadas. Na ilha existem 20 estradas que foram cortadas e não é esperado que as pessoas retiradas possam regressar em breve às suas casas.

Na segunda-feira à noite, o presidente das Canárias, Ángel Víctor Torres, e o ministro da Agricultura, Pesca e Alimentação, Luis Planas, adiantaram que o incêndio tem um perímetro de 60 quilómetros e afeta oito municípios da ilha.

Durante três dias, o fogo avançou pelo cume a norte da Grande Canária, de leste a oeste, sem a possibilidade de controlo em várias das suas frentes, porque a altura das chamas e as condições meteorológicas (alerta laranja para o calor) tornaram tecnicamente impossível a extinção do incêndio.

Os difíceis acessos nalgumas zonas, as altas temperaturas e a baixa humidade estão a dificultar o combate às chamas, que mobilizou no domingo mais de 600 bombeiros e 14 aeronaves e levou ao encerramento de 20 estradas.

  ZAP // Lusa

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