Aos 101 anos, idosa judia revela que foi vizinha de Hitler

Uma mulher judia, de 101 anos, revelou que foi vizinha de Adolf Hitler e descreveu como foi viver no mesmo prédio que o líder nazi, em Munique, nos anos 30, antes de ter de fugir da Alemanha com a família.

Em entrevista ao jornal britânico The Daily Mail, Alice Frank Stock contou que, apesar de morar a poucas portas do líder nazi na Prinzregentplatz, raramente o via, geralmente quando entrava no prédio.

“Vivíamos numa casa – uma casa grande – e havia duas entradas. Uma era o nosso apartamento, o número 14 – a outra seria o número 13 ou 15. Era lá que Hitler morava”, disse. “Eu vi-o uma ou duas vezes a voltar para casa. O carro dele estacionava. Dois homens da SS saíam e ficavam de ambos os lados e ele corria para a casa, obviamente aterrorizado que alguém o tentasse matar”, lembrou. “Nunca falei com ele”.

Alice Frank Stock descreveu também que a cozinheira católica da sua família, a quem descreveu como “muito anti-Hitler”, disse, certa vez, que Hitler “deveria ser enforcado”, aterrorizando-a. “Vais levar-nos a todos para um campo de concentração”, advertiu Stock, na época.

Stock também se lembrava de ver um caixão a ser removido do prédio e pensar que pertencia à sobrinha de Hitler, Geli Raubal, que morava com ele e cometeu suicídio no seu apartamento.

“Ouvimos muitos rumores, da cozinheira e outros. Vimos um caixão a ser carregado na entrada”, disse. “Acho que uma sobrinha de Hitler morava lá e morreu. Havia especulações de como e quando morreu. Acho que é verdade que havia um caixão e que nelehavia uma mulher. Mas nunca houve confirmação e não podíamos falar abertamente“.

Em declarações ao jornal britânico Bristol Post, Stock descreveu o seu “apartamento adorável, com quatro ou cinco quartos, um grande salão e uma sala de jantar”. “O salão era muito grande e tínhamos dois pianos de cauda”, disse.

“Éramos judeus e, quando os nazis chegaram ao poder, pediram ao meu pai para se aposentar”, disse Stock, descrevendo como teve de ir para o Reino Unido aos 17 anos, porque, como judia, não podia frequentar a universidade na Alemanha.

“Os meus pais ficaram em Munique e eu consegui um emprego em Londres, mas a situação na Alemanha ficou muito pior. No dia seguinte à Noite dos Cristais [Kristallnacht], uma amiga dos meus pais telefonou-lhes a dizer que o marido tinha sido levado para um campo de concentração”, recordou.

Stock conseguiu obter uma licença para que os seus pais se juntarem a ela no Reino Unido, após vender um valioso violino para arrecadar as 1.000 libras necessárias, logo antes do início da guerra em 1939.

Questionada sobre o que diria a Hitler hoje, se pudesse falar com ele, ela respondeu que “não gostaria de falar com ele porque os meus sentimentos seriam muito fortes”.

ZAP //

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4 COMENTÁRIOS

  1. Que noticia tao estranha!? Uma senhora que foi vizinha de Hitler…e…??? Que factos relevantes tras para a historia?…nao compreendo certas noticias…

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