Antigos egípcios podem ter encurralado milhões de pássaros só para os mumificar

Novas evidências de ADN sugerem que os antigos Egípcios capturavam pássaros selvagens para sacrifícios ritualísticos (e para os poderem mumificar depois).

As catacumbas egípcias contêm milhares de pássaros mumificados, especificamente íbis-sagrados (Threskiornis aethiopicus), empilhados uns sobre os outros em pequenos frascos e caixões. Mas como é que tinham acesso a tantas aves desta espécie?

De acordo com o Live Science, há muito que os especialistas teorizam que os Egípcios faziam criação desta espécie para fazer face à procura. No entanto, uma nova pesquisa sugere que, afinal, o mais provável era que os arrancassem dos seus habitats naturais.



A investigação, cujo estudo foi agora publicado na revista PLOS One, recolheu amostras de ADN de 40 íbis-sagrados mumificados retirados de seis catacumbas diferentes. As múmias foram enterradas há cerca de 2.500 anos (cerca de 481 A.C.). Segundo o mesmo site, o sacrifício destes pássaros era prática comum no Egito, entre 650 A.C. e 250 A.C.

Os investigadores obtiveram genomas completos das mitocôndrias de 14 pássaros, organito do citoplasma celular com funções importantes nas trocas de energia das células e que contem o seu próprio ADN especial.

Os autores do estudo compararam este material genético antigo com o de 26 íbis-sagrados dos dias de hoje para ver qual o grupo que parecia ser mais diversificado geneticamente, o que poderia revelar pistas sobre a origem dos pássaros antigos.

Se os Egípcios tivessem criado estes pássaros, a consanguinidade faria com que o seu ADN fosse mais semelhante ao longo do tempo, dizem os cientistas. Mas a análise revelou que os pássaros antigos e modernos mostraram uma diversidade genética semelhante.

A equipa sugere que os sacerdotes provavelmente encurralavam estes pássaros selvagens em locais húmidos ou quintas temporárias e depois cuidavam deles durante um curto período de tempo, pouco antes de serem sacrificados.

Mas nem todos os especialistas concordam com esta teoria. “Ainda estamos a falar de milhões de animais em locais diferentes em todo o Egito, por isso depender apenas da caça dos animais selvagens não me convence“, disse à National Geographic Francisco National-Puche, arqueólogo da Universidade de Oxford, no Reino Unido.

Em setembro, um novo estudo também sugeriu que os os antigos Egípcios matavam crocodilos de propósito, com uma forte pancada na cabeça, para depois mumificá-los.

Esta era uma prática comum em honra dos deuses e acontecia com vários animais, sendo que cada um deles estava associado a um deus diferente e servia como ponte para a comunicação com a divindade.

ZAP //

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