Alemães estão a deixar a Igreja para evitar pagar imposto

Centenas de milhares de alemães estão a deixar a fé de lado e abandonar a sua igreja para evitar pagar um imposto mensal religioso.

Na Alemanha, cristãos e judeus pagam entre oito e nove por cento do seu imposto mensal sobre o salário para a igreja ou sinagoga.

A prática conhecida como Kirchensteue (imposto da igreja) ou Kultussteuer (imposto de culto) está agora a perder adeptos, já que milhares de alemães estão a abandonar a sua religião para evitar pagar este imposto.

Tipicamente o dinheiro tem como destino a instituição religiosa em que a pessoa foi batizada e registada enquanto criança, escreve a VICE.

Igrejas católicas e protestantes, e sinagogas judaicas, estão incluídas, enquanto cristãos ortodoxos, budistas, muçulmanos e membros de outras minorias religiosas estão isentos.

Isto significa que uma pessoa que receba 3.500 euros brutos por mês — o salário médio de uma pessoa de Berlim — vai descontar cerca de 46€ para o Kirchensteue. Ou seja, por ano, esse germânico contribui com 550€ para um serviço do qual pode nem usufruir.

Em 2020, as igrejas católicas e protestantes faturaram 12 mil milhões de euros com este imposto. No entanto, este valor tem vindo a diminuir, já que milhares de alemães estão a optar por abandonar a sua igreja.

Um relatório de 2021 mostrou que um terço dos crentes alemães que pagam o imposto estão a considerar desistir da religião. Em 2019, mais de meio milhão de alemães fez precisamente isso.

Carsten Frerk, especialista em finanças da igreja, diz que teoricamente o imposto só deve ser pago uma vez, quando as pessoas aderem à igreja.

Os recentes escândalos que envolvem casos de pedofilia na Igreja Católica também contribuem para que vários alemães estejam a afastar-se da fé.

Além disso, em 2013, o bispo alemão Franz-Peter Tebartz-van Elst gastou 31 milhões de euros na renovação da sua casa.

A Alemanha não é um caso único no que toca ao imposto da igreja. Também na Áustria, Suíça, Finlândia, Suécia e Dinamarca, as pessoas contribuem com uma parte do seu salário para as instituições religiosas.

  ZAP //

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