Adolescente de 14 anos provocou queda de ultraleve em Beja

DR GPIAA

Acidente com ultraleve em Beja em 2015.

Acidente com ultraleve em Beja em 2015.

A queda de um ultraleve em Beja, em 2015, foi causada pela passageira, de 14 anos, que puxou os comandos de voo (manche) durante a descolagem. O acidente provocou ferimentos graves aos dois ocupantes e a destruição da aeronave.

A conclusão consta do relatório final da investigação ao acidente, publicado na página do Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves (GPIAA).

O ultraleve foi consumido pelas chamas quando embateu na pista do Aeródromo Municipal de Beja, no dia 1 de janeiro, e causou lesões graves ao piloto, de 66 anos, e à menor, que interferiu “nos comandos de voo” durante a descolagem para um batismo de voo.

“O piloto referiu que durante a corrida de descolagem (…) viu a passageira inclinar-se para a frente, abraçar o manche do lado direito e puxá-lo para ela”, refere o relatório.

Segundo a investigação, o piloto e também proprietário do ultraleve não possuía um certificado médico válido, não tinha um seguro de responsabilidade civil obrigatório, a documentação do motor não correspondia ao motor instalado e o certificado de voo do ultraleve estava caducado.

“Na data do acidente, o piloto estava inibido de exercer os privilégios da sua licença de pilotagem, não porque sofresse de alguma patologia, mas por falta de um certificado médico válido”, relata a investigação.

A menor embarcou pouco antes do pôr-do-sol e após o seu pai e o piloto terem efetuado um voo de lazer, acrescentando o relatório que, apesar do adiantado da hora, havia “vontade” de se realizar um pequeno voo de batismo com a adolescente.

“Não houve tempo para uma explicação sobre pontos essenciais do avião como os comandos de voo (manche e pedais), comandos de motor (localização das manetes), funcionamento dos cintos e abertura das portas”, refere o relatório.

“Desta forma, tudo indica que a passageira embarcou no avião desconhecendo por completo o que podia e não podia fazer a bordo“, revela o documento.

A investigação critica a postura do piloto, dos pais da menor e do aeródromo que permitiu o voo, apesar de estar próximo o pôr-do-sol (ultra-leves só podem voar com luz, até ao pôr-do-sol).

“Pela pressão gerada relativamente ao adiantar da hora, não foi assegurado pelo piloto um briefing de procedimentos explicativos à passageira, nem os progenitores se preocuparam em fornecer ao piloto as características comportamentais da passageira, sua filha, quanto aos receios de voar, especialmente numa aeronave com estas características”, frisa a investigação.

Os pais autorizaram o voo da filha mas, segundo o relatório final ao acidente, e apesar das várias tentativas, o pai da adolescente nunca autorizou que a filha fosse ouvida pelo investigador do GPIAA, alegando “razões psicológicas”.

O piloto esteve internado 24 dias, nove dos quais em cuidados intensivos, sendo as principais lesões a fratura da bacia em cinco locais e fratura de sete costelas. Atualmente, o sexagenário continua com sequelas ao nível da coluna e lesões em duas costelas.

As lesões sofridas pela passageira obrigaram a internamento hospitalar durante 10 dias.A menor passou a ser seguida na consulta de ortotraumatologia e consulta de psicologia, com evolução demorada.

// Lusa

PARTILHAR

RESPONDER

Nuno Espírito Santo admite que "muita coisa correu mal", mas não escapa às críticas

O Tottenham saiu derrotado por 3-0 do embate com o Chelsea. Nuno Espírito Santo reconheceu os problemas na equipa, que foi duramente criticada por Roy Keane. O Chelsea manteve-se no comboio dos líderes da Liga inglesa, …

Cuba é o primeiro país a vacinar crianças a partir dos dois anos

Depois de um drástico aumento de casos e mortes em crianças, a estratégia de vacinação em Cuba mudou. Com o objetivo de ter mais de 90% dos 11 milhões de habitantes imunizados até Dezembro, as autoridades …

Penálti que deu vitória ao Sporting devia ter sido repetido

Um penálti convertido por Pedro Porro deu a vitória, este domingo, ao Sporting. Especialistas entendem que a grande penalidade devia ter sido repetida. O Sporting CP conquistou uma vitória sofrida, este domingo, após derrotar o Estoril …

Marques Mendes: Governo vai abrir discotecas e acabar com limite à lotação no comércio e restaurantes

Marques Mendes considera também que a task force para a vacinação deve ser extinta em Outubro e que em Dezembro deve ser decidida uma terceira dose para os cidadãos acima de 65 anos. No seu habitual …

OE2022: Governo negocia englobamento obrigatório de rendimentos no IRS

O englobamento obrigatório de rendimentos no IRS é uma medida que está incluída no programa do Governo e é um dos temas de grande interesse no núcleo comunista. O assunto está a ser negociado no …

Falcao marcou mas o protagonista foi o árbitro: "Já nem sei quem viu amarelo"

Falhas na comunicação com os outros árbitros e confusão numa suposta expulsão, após 13 cartões amarelos: um jogo que Cordero Vega não vai esquecer. Radamel Falcao estreou-se neste sábado pelo Rayo Vallecano e já terá reunido …

Descoberta de ossos com mais de 120 mil anos pode revelar a primeira evidência de uma fábrica de roupa

Uma equipa de arqueólogos encontrou aquela que pode ser a primeira evidência de uma fábrica de roupa. A descoberta foi feita numa caverna em Marrocos e foi datada de há cerca de 120 mil anos. Emily …

Câmaras de videovigilância nas ruas portuguesas disparam em oito anos

Desde que foram autorizadas pela primeira vez em território nacional, os sistemas de videovigilância com recurso a câmaras nos espaços públicos tem sido cada vez mais requisitado pelas forças de segurança. Em 2009 foi autorizada pelo …

João Félix: o "louco" e o "calvário"

Avançado do Atlético de Madrid só esteve em campo durante 18 minutos, contra o Atlético Bilbau. Simeone defendeu o português. João Félix foi o nome mais comentado após o empate entre Atlético de Madrid e Atlético …

PCP quer limite de quatro dias por semana em teletrabalho

O projeto do PCP propõe limitar o teletrabalho a quatro dias por semana e que as empresas paguem o acréscimo das contas da luz, água, internet e telefone. O PCP quer limitar o regime de teletrabalho …