Administrador de hospital em Famalicão terá vacinado mulher e filha

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O administrador do Hospital Narciso Ferreira, no distrito de Braga, assim como vários dos seus familiares e conhecidos, já receberam a primeira dose da vacina contra a covid-19, apesar de não serem considerados prioritários.

Segundo o jornal Correio da Manhã, o administrador do Hospital Narciso Ferreira, em Riba de Ave, Vila Nova de Famalicão, mas também a sua mulher e a sua filha foram algumas das pessoas que já receberam a primeira dose da vacina contra a covid-19.

O CM avança que Salazar Coimbra, médico de formação, mas que não tem contacto direto com doentes há vários anos, foi vacinado logo a 14 de janeiro, tal como outros familiares e amigos.

O responsável terá colocado a filha médica no topo da lista, embora esta não pertença aos quadros do hospital e esteja de licença há mais de um ano, assim como a sua esposa, que não é profissional de saúde, nem lhe é conhecida qualquer profissão. Segundo o diário, as duas constam na lista como médicas no serviço de internamento covid do hospital.

Além destas familiares, relata o CM, uma prima rececionista, um porteiro, um empregado de armazém, uma técnica superior administrativa, uma podologista, cinco fisioterapeutas e quatro terapeutas da fala também foram outras das pessoas que passaram à frente dos profissionais de saúde que efetivamente trabalham neste serviço.

Em resposta ao mesmo jornal, o enfermeiro-diretor desta unidade hospitalar, Raul Marques, afirmou que estas suspeitas de fraude “são totalmente falsas e infundadas” e disse estar ao dispor para esclarecer as “listas de profissionais da instituição, os critérios aplicados na seleção dos profissionais de primeira linha e das doses remanescentes a quem foram aplicadas”.

Segundo o matutino, cerca de 20 enfermeiros e médicos, entre outros profissionais, alguns deles que trabalham no internamento covid, ficaram para trás nesta primeira etapa da vacinação. Depois da onda de revolta, dez enfermeiros acabaram por ser chamados, na última sexta-feira, para serem vacinados.

É por este tipo de situações que o Ministério da Saúde pediu à task-force responsável pelo Plano de Vacinação contra a covid-19 que prepare uma lista de outras pessoas prioritárias a quem poderão ser administradas as vacinas, caso as pessoas inicialmente definidas não a possam tomar.

A tutela lembrou ainda que “a utilização indevida das vacinas contra a covid-19 pode constituir conduta disciplinar e criminalmente punível, em face da factualidade concreta que venha a apurar-se em sede de inquérito”.

  ZAP //

7 Comments

  1. Coitados… Sujam-se todos por meia pataca!!
    Era ditar-los ao mar, com uma mó atada ao pescoço. Já assim disse Jesus Cristo há 2 mil anos!!

  2. Mais um grande e honrado português, que merece lugar no panteão do heróis nacionais, benfeitores da pátria e exímios ratos da coisa alheia. Não terá vergonha o energúmeno?

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