Adidas processa Nike por causa de apps e sapatilhas adaptáveis

Embora já pareça normal vermos a Adidas e a Nike dentro e fora do tribunal, a Adidas subiu a parada e apresentou o primeiro processo federal contra a Nike.

Na sexta-feira passada, a empresa apresentou o seu primeiro processo federal contra a Nike, alegando que a rival violou nove das suas patentes relacionadas com aplicações de smartphones e tecnologia de sapatos ajustáveis.

O processo, inicialmente noticiado pela Reuters, diz respeito a uma série de produtos digitais da Nike. A Adidas alega que as aplicações Nike Run Club, Training Club, e SNKRS infringem as patentes relacionadas com algumas características.

Entre elas estão o feedback áudio durante os treinos, a localização GPS, os planos de treino, a integração de acessórios de terceiros como monitores de ritmo cardíaco, e a capacidade de reservar e comprar calçado de edição limitada.

Estas são características básicas em várias aplicações de corrida e de rastreio de fitness, e esta não é a primeira vez que a Adidas vai a tribunal por este motivo.

Em 2014, a Adidas processou a aplicação Map My Fitness da Nike. As duas empresas acabaram por chegar a acordo, com a Under Armour a concordar em pagar à Adidas uma taxa de licença.

A empresa também citou especificamente a sua aplicação Confirmed. A Adidas introduziu a aplicação em 2015, utilizando-a como forma de dar aos clientes acesso às suas marcas e lançamentos exclusivos de calçado. A aplicação SNKRS da Nike foi lançada pouco depois e tem praticamente as mesmas funcionalidades.

A Adidas também acusou as sapatilhas ajustáveis da Nike (Adapt) de infringirem a patente das Adidas_1 — umas sapatilhas de corrida com um motor dentro da sola e um sensor de calcanhar para ajustar a “rigidez” do sapato em tempo real.

O objetivo das duas sapatilhas é, no entanto, diferente. As Adidas_1 foram concebidas para serem usadas em corridas, enquanto a Nike, nas Adapt, pretendia valorizar mais a acessibilidade e o conforto.

Em última análise, a Adidas está a procurar causar danos à Nike, bem como uma ordem judicial que impeça a Nike de “infringir direta ou indiretamente uma ou mais” das patentes envolvidas, segundo o The Verge.

Caso a Adidas vença, pode ter um impacto grande nas aplicações de rastreio de fitness. Como mencionado, características como as rotas de GPS citadas no processo da Adidas são quase omnipresentes em aplicações como Strava e Runkeeper, bem como em aplicações de fitness como Garmin e Polar.

  Alice Carqueja, ZAP //

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