Abelhas estão a desaparecer em todo o mundo (menos em Portugal)

O desaparecimento de milhares de abelhas, em vários países do mundo, está a preocupar a comunidade científica, até porque não há uma explicação única para esse facto. Mas em Portugal, pelo contrário, o número de colmeias tem vindo a crescer.

“O efectivo nacional [de colmeias] passou de 566 mil colónias de abelhas em 2013 para 619 mil em 2015”, refere à revista Visão Manuel Gonçalves, presidente da Federação Nacional de Apicultores de Portugal.

Um aumento que tem muito a ver com a “adesão de um número elevado de jovens com projectos apícolas”, financiados por fundos comunitários, explica também o professor Paulo Russo, do departamento de Zootecnia da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro.

Em contraponto com esta realidade nacional, os Estados Unidos perderam, no último ano, quase metade das colmeias do país (exactamente 44%), de acordo com a revista.

Em França, a produção de mel também tem caído consideravelmente, um fenómeno que se verifica igualmente noutros países europeus.

Já Portugal apresenta a sétima taxa de mortalidade mais baixa das abelhas entre 16 países da União Europeia analisados pelo programa EPILOBEE, da Comissão Europeia, com perdas de colmeias inferiores a 10%.

O clima, os pesticidas, a vespa asiática e a contaminação das abelhas pelo ácaro Varroa são apontados como os factores que podem estar a contribuir para este decréscimo no número de abelhas, em vários países do globo. Mas não se sabe explicar o que justifica a imunidade de Portugal, face a estas circunstâncias.

Certo é que o decréscimo no número de abelhas tem reflexos em toda a cadeia alimentar, animal e humana, já que a ausência de polinização, de que são as grandes obreiras, afecta as plantas que alimentam vários insectos e frutos como a cereja, o melão e a maçã, tão apreciados à mesa de tantos portugueses.

ZAP

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12 COMENTÁRIOS

  1. Está visto que estão a emigrar para Portugal.
    Queira Deus que não choquem com as vacas voadoras que rondam S. Bento.

  2. É pena o título ser desmentido pelo próprio texto.
    “ABELHAS ESTÃO A DESAPARECER EM TODO O MUNDO (MENOS EM PORTUGAL)”, mas logo a seguir diz que “Portugal apresenta a sétima taxa de mortalidade mais baixa das abelhas entre 16 países da União Europeia”. Já lia pouco o ZAP e vou ler ainda menos.

  3. Vão investigar tudo o que é químico que é posto nesta terra fora.
    Herbicidas incluídos, cujas marcas já sabemos e que ninguém tem coragem de proibir.

  4. As abelhas estão a desaparecer em Portugal! Pode ser em ritmo menor que noutros países mas nos últimos anos tem sido impressionante a redução do número de abelhas e da produção de mel. Todas as pessoas que conheço que produzem abelhas, e são algumas, referem uma redução na produção em cerca de 10 vezes menos nos últimos 8 anos devido à diminuição do número de colmeias. Estou a falar abelhas e de mel natural e não de cristais com sabor a mel, que nada tem a ver com aquilo que as abelhas produzem e que muitos consomem por engano a pensar que é mel!

  5. O número de colmeias em Portugal pode ter aumentado no entanto o número de habitantes por colmeia tem diminuído e as doenças de que se fala também têm afectado as abelhas em Portugal, portanto não estamos imunes ao problema.

  6. É incrível, como se pode dizer tanta asneira num artigo?!
    Vejamos …” milhares de abelhas em vários países do Mundo”… pois!, ou milhões de milhões. Este articulista não tem noção de quantas abelhas tem uma colmeia…
    …”o decréscimo no número de abelhas tem reflexos em toda a cadeia alimentar”… e depois fala da polinização da maçã, cereja, etc…
    É bom que se saiba que a coisa é muito mais grave do que o artigo diz: todas as flores necessitam de serem polinizadas para darem frutos e, que eu saiba, só a figueira dá fruto sem flor! E que eu saiba é a abelha o maior polinizador da Terra seguida do vento…
    Portanto meus caros, das abelhas e da sua existência depende a Humanidade. Há estudos muito precisos sobre isto só que o articulista preferiu fazer um artigo de faz-de-conta sobre um assunto da maior gravidade.
    Como diz um dos leitores, “qualquer dia deixo de ler isto” mas, só não o faço, para dar porrada nestes parôlos.

  7. Viva.
    O pessoal cá interessa-se e faz muito para proteger as poucas colmeias que tem. Poderá ser isso? Tenho algumas colmeias e alguns amigos também. O gasto é maior que o que obtemos mas todos compramos remédios e tomamos medidas contra a varroa. Quanto às abelhas asiáticas tem sido pior… mas tudo o que se vê disso, queima-se se bem que já tivemos problemas com isso. São mais agressivas tanto com as abelhas como quem lá vai…

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