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ONU aprova investigação ao uso de armas químicas na Síria

david_axe / Flickr

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O Conselho de Segurança da ONU aprovou esta sexta-feira, por unanimidade, a criação de um grupo de peritos para investigar os responsáveis pelo uso de armas químicas na Síria.

A Rússia, aliada de Bashar al-Assad, votou favoravelmente a resolução, ao lado dos outros quatro membros permanentes (Estados Unidos, China França e Reino Unido) e dos 10 membros não-permanentes.

A resolução cria um “mecanismo conjunto de investigação” composto por especialistas das Nações Unidas e da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ).

A comissão deve ser formada no prazo de 20 dias e terá um mandato de um ano, prolongável pelo Conselho através de nova resolução. Um primeiro relatório deverá ser publicado 90 dias após o início das investigações.

A missão dos peritos, segundo o texto da resolução, é “identificar, tanto quanto possível, indivíduos, entidades, grupos e governos” responsáveis pela organização, patrocínio ou perpetração dos ataques com gás de cloro.

O governo sírio é obrigado a “cooperar plenamente” com a comissão, fornecendo-lhe “qualquer informação pertinente” e permitindo-lhe o acesso aos locais dos ataques para a recolha de amostras e audição de testemunhas.

Após a votação, a embaixadora norte-americana, Samantha Power, e o homólogo russo, Vitali Tchurkin, congratularam-se com a rara demonstração de unidade do Conselho de Segurança, paralisado pelas divisões entre os membros permanentes relativamente à Síria.

Power manifestou a expetativa de que “esta unidade se manifeste igualmente para encontrar urgentemente uma solução política” para o conflito e Tchurkin saudou “um bom exemplo da vontade de cooperar e da perseverança para chegar a um bom resultado”.

Contrariamente aos Estados Unidos, Reino Unido e França, que responsabilizam o regime sírio, a Rússia considera não haver provas irrefutáveis da responsabilidade de Damasco.

/Lusa

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