Yuri Gripas ; POOL / EPA

Peter Hegseth, o secretário da Defesa dos EUA
Espanto e choque são as palavras certas para definir o sentimento de muitos especialistas de segurança com a grave falha de altos responsáveis da administração de Donald Trump, que partilharam planos militares numa app de mensagens, num grupo onde adicionaram um jornalista sem querer.
O conselheiro de segurança nacional do Presidente dos Estado Unidos, Mike Waltz, já assumiu que foi ele quem criou o grupo na rede social Signal, para discussão de planos militares, e que incluiu o jornalista Jeffrey Goldberg, editor-chefe da revista The Atlantic e reconhecido pela cobertura de assuntos de segurança nacional.
Waltz sugeriu, em entrevista à estação Fox News, que pode ter guardado o número do jornalista no seu telefone, pensando que pertencia a outra pessoa.
Jeffrey Goldberg publicou um longo artigo na The Atlantic, em que pormenorizou as trocas de impressões entre altos responsáveis federais dos EUA sobre um plano de ataque militar aos rebeldes Huthis no Iémen, num grupo do serviço digital de mensagens Signal, ao qual foi adicionado por engano.
Trata-se de uma enorme falha de segurança para os EUA, que está a ser amplamente criticada nos círculos democratas.
A Casa Branca confirmou a autenticidade da cadeia de mensagens revelada pelo jornalista, mas também declarou que não tinha sido revelada qualquer informação confidencial.
Jeffrey Goldberg assegurou que não publicou diversas informações a que teve acesso, considerando que colocam a segurança nacional dos EUA em risco.
O jornalista também revelou que o director da CIA partilhou na conversa, o nome de uma agente secreta da agência de inteligência, salientando que omitiu esse dado porque ela trabalha “sob disfarce”.
Tim Miller: “There was a covert CIA operative named in the thread, right?”
Jeffrey Goldberg: “Yes, and I withheld her name… I didn’t put it in the story because she’s under cover. But, I mean, the CIA Director put it into the chat.” pic.twitter.com/bsHzwEYP42
— Blue Georgia (@BlueATLGeorgia) March 25, 2025
Secretário da Defesa foi “apenas incompetente ou estava bêbado”?
No meio do turbilhão de críticas, questiona-se quem deve, afinal, ser responsabilizado pelo deslize, enquanto vários especialistas realçam que é a segurança das tropas norte-americanas que está em causa.
Já o político democrata Seth Moulton, um veterano do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA e representante do Massachusetts na Câmara dos Representantes, salientou que, neste momento, o debate político em torno da segurança nacional é sobre “se o Secretário [da Defesa] foi apenas incompetente ou se estava bêbado”.
A referência visa diretamente Pete Hegseth, o antigo comentador político e ex-veterano que foi escolhido por Trump para supervisionar as Forças Armadas e orientar a política militar do país, desempenhando, assim, um papel crítico na defesa dos EUA.
.@RepMoulton on Defense Secretary Pete Hegseth: “Now the debate among national security professionals is over whether the secretary was just incompetent or whether he was drunk.” pic.twitter.com/9NtorHooRB
— CSPAN (@cspan) March 25, 2025
No passado, Hegseth foi acusado de ter problemas com o consumo excessivo de álcool, com relatos de alegados comportamentos inadequados em ambientes de trabalho e em eventos sociais.
Mas o actual Secretário da Defesa sempre negou essas alegações, embora tenha reconhecido que após deixar o serviço militar, consumia bebidas alcoólicas, de forma ocasional, para lidar com as dificuldades emocionais.
Hegseth “deveria ser imediatamente demitido”
Há quem defenda que Pete Hegseth devia demitir-se, até depois de ter sido tão veemente, quando era comentador, a sugerir que Hillary Clinton devia ser “despedida” e acusada criminalmente por ter enviado informações confidenciais em emails.
Agora é o governador do estado de Illinois, JB Pritzker, eleito pelos democratas, que defende que Hegseth “deveria ser imediatamente demitido por colocar os militares e a segurança nacional em risco”, considerando ainda que “não está qualificado para ser Secretário da Defesa“.
Donald Trump minimizou a situação e considerou que foi “uma pequena falha”.
O Presidente dos EUA reforçou ainda que foi “a única falha em dois meses” da sua administração.
ZAP // Lusa
Não houve por aqui uns tipos que usavam o WhatsApp para tratar assuntos do Estado?
Qualquer falha, mesmo que assumida e sem prejuízo, passa a ser arma de arremesso para os democratas, que tentam por tudo ganhar alguma credibilidade, mesmo que seja apontando o dedo aos outros, depois de ANOS de bacoradas! O erro não foi do Hegseth, mas de quem não confirmou o contacto que tinha. Deveriam preferir ter uma autopen como presidente, assim poderiam continuar a “chular” os americanos com a fachada da US AID, do wokismo ou da agenda alfabética e trans!!!
GO TRUMP!
O laranjão está cercado de bêbados e drogados!!!
Ainda aparecem aqui tipos que defendem essa corja.
Deve compactuar do mesmo vício.
Marcos, só porque não concorda comigo acha que me pode rotular e insultar? Infantilidade! E continue a consumir Now e CMTV… Não faz ideia do que fala, nem sequer por que razão odeia o Trump. Eu não gosto dele, mas apoio a 100% as suas ações! E as do Musk na liderança do DOGE a expor TUDO o que os democratas andam há anos a armar!