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Ator Carloto Cotta passou pelas novelas da SIC e TVI. Foi acusado de 9 crimes pelo Ministério Público.
Terror em Sintra: ator Carloto Cotta prendeu mulher na sua casa mais de 24 horas, onde a violou, agrediu, e roubou para pagar dívida de droga, segundo acusação. Também a terá forçado a citar e ouvir poesia e a lavar a loiça.
O ator Carloto Cotta foi acusado de nove crimes pelo Ministério Público (MP), entre os quais violação, sequestro, agressões físicas, ameaças e injúrias à integridade física de uma mulher, que garante ter sido “sequestrada e violada” durante mais de 24 horas na casa do ator, protagonista das telenovelas da TVI “Ilha dos Amores” e “Prisioneira”.
Segundo a notícia avançada pelo Expresso, o MP acusa o ator de 41 anos por factos ocorridos em maio de 2023 na residência do próprio em Colares, Sintra. A vítima, identificada como “Maria”, na casa dos 40 anos, relata pormenores aterrorizantes sobre o sucedido.
Como tudo aconteceu, segundo a vítima
Tudo terá começado quando os dois se encontraram numa livraria do CascaiShopping. Inicialmente, a relação parecia amigável, mas tudo mudou no dia 3 de maio de 2023, quando Cotta convidou “Maria” para ir a sua casa.
A meio de uma conversa o ator “mostrou um preservativo XL” e “exibiu os órgãos genitais” à vítima, relata o semanário. A vítima terá fugido e dito que queria ir embora, mas ainda terá aceitado beber um gin.
Duas horas mais tarde, quis ir embora, mas a porta estava trancada e a chave na posse de Cotta. O ator disse, segundo a acusação, que a mulher “não podia ir embora, que estava com uma tensão sexual e que ela tinha de o servir de qualquer maneira”.
“Com o uso de força física, agarrou-a por um braço, deitou-a num sofá da sala e colocou o seu corpo por cima do dela, com o que a imobilizou” e masturbou-se para cima da vítima obrigando-a a praticar sexo oral, diz o MP.
As perícias provaram a presença de sémen do ator no tecido da roupa de “Maria”, segundo o Expresso.
A situação, no entanto, não terá ficado por aqui. O Ministério Público descreve uma série de comportamentos violentos e humilhantes que se prolongaram nas horas seguintes.
Poesia, dívida de droga e ameaça de morte
Carloto Cotta terá obrigado a vítima a ficar “ao pé de si a ouvi-lo citar poesia até de manhã”, ter-lhe-á tirado o telemóvel para aceder à sua conta bancária porque tinha uma “dívida a traficantes de droga”, e ameaçou-a de morte.
“Tu não me enerves, porque se tu me tocas eu mato-te em legítima defesa”, terá dito, batendo-lhe na cabeça com um livro. Cotta forçou ainda a vítima a lavar a loiça enquanto “lhe batia e cuspia” e ameaçou chamar dois amigos para a violarem.
Depois decidiu ir tomar banho, mas não sozinho. Arrastou a vítima consigo para a casa de banho, porque queria que esta “declamasse poesia” enquanto ele se lavava. Ela recusou, então ele ameaçou que “a cortava em pedaços e a dava de comer aos cães, como já fizera com outras”, relata o MP.
Vítima conseguiu escapar
Após conseguir escapar da casa de Cotta, ao saltar da janela do primeiro andar, Maria procurou ajuda na rua e dois homens socorreram-na e contactaram a GNR.
Cotta era conhecido dos dois homens e saiu “calmo” de casa. Disse que a mulher tinha tomado “uns ácidos”.
No hospital e à PJ, a vítima confirmou ter sido violada, o que não tinha dito inicialmente à GNR. O relatório clínico revelou que “Maria” apresentou sinais claros de violência física, hematomas e arranhões.
Cotta nega as acusações
Durante o seu interrogatório à Polícia Judiciária (PJ), o ator alegou que as relações sexuais entre ambos tinham sido consensuais, e que Maria ficou frustrada após este recusar um envolvimento mais sério com ela, nomeadamente por não querer reconhecer os seus filhos ou levá-la a eventos sociais.
A defesa de Cotta, que ainda não se pronunciou publicamente sobre o caso, rejeita as acusações, considerando-as “exacerbadas e fantasiosas”. Cotta diz que fechou a casa à chave, mas só para os cães não conseguirem entrar.
PJ quis arquivar queixa, mas MP é que decide
Embora a investigação da PJ não tenha inicialmente reunido provas suficientes para sustentar a acusação de crime contra a liberdade sexual, a procuradora Marleen Cooreman, responsável pelo caso, considera que existem indícios suficientes para levar o ator a julgamento e acusa o ator, com base nos depoimentos da vítima e das testemunhas, na perícia feita ao vestuário de “Maria” e nos golpes confirmados no hospital.
Já o agente da PJ a quem o caso foi entregue considerou que as diligências feitas durante a fase de inquérito não permitiram carrear para os autos informação ou (…) verificação de crime contra a liberdade sexual” da queixosa, relata o Expresso.
Além da acusação pública, o ator responde também a uma acusação particular de cinco crimes de injúria, interposta pela advogada de “Maria”, Cristina Borges de Pinho.
A vítima pede uma indemnização de 43.500 euros por danos não patrimoniais e 1.500 euros por danos patrimoniais. A advogada justifica o pedido com o sofrimento contínuo da vítima, que tem dificuldades em dormir e sofre de insónias, crises de pânico e ansiedade, condições que persistem desde o ocorrido.
Carloto Cotta foi presença assídua na televisão portuguesa desde pelo menos 2006, tendo começado na RTP1, como “João” em “A Minha Família”. Já na TVI, foi protagonista ao lado de Joana Solnado na novela “Ilha dos Amores” (2007). Depois de uma curta passagem pela SIC e um regresso à RTP, participou nas novelas da TVI “A Impostora, “A Teia” e voltou aos papéis principais em “Prisioneira”.
Cotta entrou já nesta década na primeira série portuguesa da Netflix, “Glória”, e em “Elite”.
Esse tipo com a sua carinha laroca tem pinta de psicopata. Parece o Ted Bundy. Quanto à PJ, o melhor é nem comentar…
Agora um advogado bem pago vai provar que ele está “inocente”.
Como diz o slogan de um advogado:”mesmo que tenhas cometido o crime não quer dizer que sejas culpado.”