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Mais de 400 médicos deixaram os hospitais públicos desde o fim do estado de emergência

Giuseppe Lami / EPA

Desde o fim do estado de emergência a 1 de Maio, mais de 400 médicos rescindiram os contratos com os hospitais públicos.

Segundo avança a CNN Portugal, após o fim do estado de emergência a 1 de Maio e até Outubro, 404 médicos acabaram o contrato com os hospitais públicos, de acordo com dados da Administração Central do Sistema de Saúde.

Maio foi o mês com mais saídas, tendo sido registadas 104. Seguiu-se Julho (78), Setembro (77), Agosto (55), Junho (48) e Outubro (42). No total, saíram em média dois médicos por dia do serviço público.

A saída de clínicos do Serviço Nacional de Saúde não é um problema novo, mas tem-se intensificado nos últimos meses. Após a demissão em bloco de 87 médicos no Hospital de Setúbal, o caos com a falta de profissionais no Centro Hospitalar de Leiria também esteve nas notícias. Nos departamentos de oncologia, chegou-se mesmo a falar em tragédias pessoais.

Foi também noticiado que menos de metade dos novos médicos vão para o Serviço Nacional de Saúde. Dos 8824 médicos que se inscreveram na Ordem nos últimos seis anos, apenas 4231 foram para o SNS e esta tendência aumentou ainda mais nos últimos anos.

Relativamente aos médicos especialistas, também nunca houve tão poucos a trabalhar exclusivamente no SNS, sendo menos de 5000. Quase 60% dos radiologistas inscritos a Ordem dos Médicos estão a exercer no privado e também mais de metade dos ginecologistas e obstretas trabalham no sector privado.

Há também uma carência a nível dos médicos de família, com mais de 1 milhão de portugueses sem clínico.

  ZAP //

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