As 11 maiores surpresas de sempre nos Europeus de futebol

Miguel A. Lopes / Lusa

Após o arranque de mais uma edição do Campeonato da Europa de Futebol, adicionamos uma escolha à lista proveniente de Londres.

O Europeu 2020 de futebol começa nesta sexta-feira e vai ser disputado em 11 cidades, de 11 países. Assim, no dia do jogo de abertura (Itália-Turquia), deixamos aqui 11 momentos inesperados da história deste torneio.

O primeiro Europeu realizou-se em 1960 e, desde então, já se disputou 15 vezes. Alemanha e Espanha estão no topo do histórico, com três conquistas cada, numa lista que inclui Portugal, que venceu a última edição.

E é por aí que começamos: a conquista do Europeu 2016 por parte de Portugal. Pouca gente colocou a seleção portuguesa na lista de favoritos, especialmente depois de um Mundial 2014 em que Portugal se ficou apenas pela fase de grupos. E ainda menos gente apostaria no verde e vermelho, depois de três empates em três jogos já em solo francês. Mesmo assim, e com seis empates (nos 90 minutos) em sete jogos, e mesmo enfrentando a anfitriã e poderosa França na final, Portugal foi campeão europeu.

Depois, centramo-nos na lista de 10 surpresas elaborada pela BBC, em parceria com a Gracenote, empresa especialista em dados desportivos. Curiosamente, o artigo da BBC começa por destacar precisamente o Europeu 2016, no qual quase um terço (29%) dos jogos foi ganho pela seleção que não era favorita – e essa percentagem inclui a vitória de Portugal contra a França, na final.

A enumeração das surpresas foca-se nos números, nas probabilidades de vitória (pré-jogo) da seleção que ganhou o jogo em causa. A lista é inglesa e é encabeçada por um jogo…da Inglaterra. Precisamente no último Europeu: a Islândia só tinha 17,4% de probabilidade de vencer os ingleses mas ganhou mesmo por 2-1, nos oitavos de final. Foi uma das derrotas mais humilhantes de sempre para a seleção inglesa.

No segundo lugar, recordamos o Europeu realizado em Portugal, em 2004. Nos quartos de final, e na caminhada até ao título, a Grécia derrotou a França (campeã europeia, na altura) por 1-0, quando só tinha 19,1% de probabilidade de sucesso.

A fechar o pódio, novamente os quartos de final e novamente o Europeu 2016: o País de Gales venceu a forte Bélgica por 3-1, apresentando 19,6% de probabilidade de vitória, antes do jogo.

No Europeu 2000 a Turquia conseguiu, pela primeira vez, ultrapassar a fase de grupos de um grande torneio, quando venceu a Bélgica (19,7%) por 2-0. Tal como no exemplo anterior, do País de Gales, o percurso da Turquia terminou na partida seguinte, quando perdeu frente a Portugal.

Em 2012, no grupo de Portugal, a Dinamarca surpreendeu (19,9%) quando levou a melhor sobre a Holanda, vice-campeã mundial, por 1-0.

No Europeu 1992 a Escócia (21,2%) ganhou por 3-0 contra a seleção temporária da Comunidade dos Estados Independentes, que substituiu a União Soviética nesta edição.

Novamente o Europeu 2016, o torneio das surpresas: fase de grupos, triunfo da Irlanda do Norte (21,3%) sobre a Ucrânia por 2-0.

No oitavo posto encontramos Portugal e a derrota contra a Grécia no jogo de abertura do Europeu 2004. Os gregos ganharam por 2-1 e tinham apenas 21,4% de probabilidade de vitória antes desse duelo no Estádio do Dragão.

Em 1984 a Espanha derrotou a República Federal da Alemanha por 1-0, na fase de grupos, com 21,% de probabilidades.

A fechar a lista está o exemplo mais distante: a meia-final do Europeu 1968 ganha pela Jugoslávia, contra a campeã mundial Inglaterra, por 1-0 (com 21,9% antes do jogo).

Refira-se que a vitória da Grécia sobre Portugal na final do Europeu 2004 também era pouco provável (terá sido o resultado mais surpreendente de sempre numa final de um Europeu), mas os 24,5% de probabilidade para os gregos não chegaram para ficar neste top-10.

  Nuno Teixeira, ZAP //

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