Cientistas avisam que “O dia depois de amanhã” pode tornar-se real

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(dr) 20th Century Fox

“O dia depois de amanhã” (“The day after tomorrow”)

O filme “O dia depois de amanhã, de 2004, tem como história o colapso das correntes dos oceanos, devido ao aquecimento global, que gera tsunamis e tempestades cataclísmicas que varrem as grandes cidades mundiais, mudando a face do clima do nosso planeta.

A trama de Hollywood – “The Day After Tomorrow”, em inglês -, que tem Dennis Quaid e Jake Gyllenhaal nos papéis principais, parece pura ficção, mas um novo estudo científico vem relevar que pode mesmo, virar realidade.

Este alerta vem de cientistas norte-americanos do Departamento de Geologia e Geofísica da Universidade de Yale e do Instituto de Oceanografia Scripps da Universidade de San Diego, na Califórnia, nos EUA.

Na investigação publicada no Science Advances, sugere-se que os padrões de circulação dos oceanos podem entrar em colapso, num futuro próximo, o que levaria o hemisfério Norte da Terra a entrar numa Idade do Gelo.

DR Scripps Institution of Oceanography

Cenário de Idade do Gelo no Atlântico Norte após colapso da Circulação de Revolvimento Meridional do Atlântico Norte.

Cenário de Idade do Gelo no Altântico Norte após colapso da Circulação de Revolvimento Meridional do Atlântico Norte

Erro de cálculo nos modelos de projecção climática

A equipa liderada por Wei Liu, do Departamento de Geologia e Geofísica da Universidade de Yale, detectou um viés na maioria dos modelos de projecção climática que exagera a estabilidade do padrão da chamada Circulação de Revolvimento Meridional do Atlântico Norte (AMOC), que leva as águas quentes do Atlântico Sul para o Atlântico Norte.

“Um modelo corrigido em termos de viés coloca a AMOC num regime de estabilidade realística e prevê um futuro colapso da AMOC, com proeminente arrefecimento no norte do Atlântico Norte e áreas vizinhas”, destaca Liu num comunicado divulgado pelo Instituto de Oceanografia Scripps.

Este dado acarreta “enormes implicações para as mudanças climáticas regionais e globais” do planeta, acrescenta o investigador.

A AMOC é um sistema essencial para o equilíbrio do clima da Terra, verificando-se fruto da diferença de temperaturas e de salinidade entre as massas de água dos oceanos, e promove a circulação das correntes entre a superfície e as diferentes profundidades e entre o Pólo Norte e o Equador.

Pode espreitar, no vídeo que se segue, como ocorre a AMOC ou Circulação Termoalina ou Termossalina, como é também conhecida.

Dióxido de carbono pode provocar colapso da Circulação Termoalina

As simulações deste novo estudo alarmante, efectuadas em laboratório, mostraram que as alterações climáticas, como “aumentos dramáticos no dióxido de carbono na atmosfera“, podem provocar o colapso da AMOC, num período de 300 anos.

O elevado nível de dióxido de carbono levaria o Árctico a derreter, o que aumentaria a quantidade de água gelada nos oceanos. Isto levaria à ruptura da AMOC, o que, por seu turno, motivaria o arrefecimento de larga escala no Atlântico Norte, promovendo uma descida de 7 graus centígrados nas temperaturas do ar na superfície no noroeste da Europa, onde se inclui Portugal.

E, mesmo que este cenário possa nunca ocorrer ou venha só a afectar a Terra daqui a umas centenas de anos, é uma possibilidade real e um exemplo de como a ficção pode saltar da tela para as nossas vidas.

SV, ZAP //

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23 COMENTÁRIOS

  1. Agora já vai diminuir a temperatura.. E ainda por cima, remetem logo para o medo!
    Agora querem fazer ver que o foi um “erro de cálculo nos modelos de projecção climática”. Deixem-me rir!… Parece que já todos se esqueceram do “Climategate”, onde era claro que estes pseudocientistas aldrabaram os dados, para que desse um aumento de temperatura e assim levar àvante a mentira do “aquecimento global” provocado pelo homem.
    Que vamos entrar numa época de mini-ice age já é conhecido há muito tempo nos media alternativos. E depois esses é que levaram com a etiqueta de fake news.

    • Jules…
      Algo lhe deve ter escapado na notícia… não leu por lá que esse brutal arrefecimento era consequência deste mesmo aquecimento global???!!!… então leia a notícia de novo…
      É bom procurar melhores fontes… porque essa “estória” do “Climategate” já foi desmascarada e o Aquecimento Global mais acelerado do que seria normal para o período em que vivemos é um facto…
      Também toda a gente informada sabe, até por dados paleoclimáticos, que após um período de aquecimento na Terra se segue um período glaciar…
      “Mas não… o clima não tem ficado mais quente… não… não tem ficado rapidamente mais quente do que o normal… que ideia…”

      • Cimate deniers – the comic relievers of the internet. Adoro ler estes comentários de iluminados sobredotados, mais inteligentes que toda a comunidade científica, a mostrar como estas notícias são todas uma alarvice.

        • Caro Rui Alexandre, desafio-o a demonstrar-me que o CO2 é um gás de efeito de estufa que provoca aquecimento global.

          Se aceitar o desafio, e apesar de aqui o Simplório estar muito, muito longe de ser um iluminado sobredotado, também eu aceitarei o desafio de lhe demonstrar a falsidade dos argumentos utilizados por essa dita “comunidade científica” que refere.

          Aceita o desafio?

      • Caro Paulo, não sei se o Jules leu mas eu li e posso dizer-lhe que o estudo efectuado por estes cientistas é absolutamente redundante, não tem nada de novo e apenas serviu para esbanjar dinheiro pois a conclusão a que chegaram é, na verdade, algo que se sabe já há muitos anos.

        De facto, um eventual aquecimento global que derreta o gelo do Árctico pode fazer deslocar a dita corrente para sul ou até mesmo pará-la com graves consequências nomeadamente para a Europa mas esta é a única verdade da notícia e é apenas teórica já que na prática… a história é actualmente bem diferente. Aliás, como já é habitual nestes casos até atiraram com os acontecimentos para daqui a 300 anos quando já cá não estarão para lhes puxarem as orelhas quando se revelar ser mais um acto de futurologia à semelhança de todos os outros estudos a favor do “aquecimento global”.

        Devo admitir que o Paulo, pelo modo como escreve, parece ser alguém de fortes convicções e aparentemente sabedor daquilo que afirma já que o afirma com tanta certeza pelo que talvez queira explicar, se fizer o favor, o que quer dizer com: “o Aquecimento Global mais acelerado do que seria normal para o período em que vivemos é um facto…”
        O quê que o período em que vivemos tem a ver com o caso, no seu entender?
        E, mais acelerado do que seria normal?! Como sabe se é mais acelerado do que o normal? E Já agora, o que seria então normal?

        Se não pelo factos inegáveis ao menos que seja pela lógica e já que o Paulo afirma e muito bem que “após um período de aquecimento na Terra se segue um período glaciar” então compreenderá que o inverso também é verdade, ou seja, também após um período glaciar se segue um período de aquecimento. Lógico, nao é verdade?

        Resta então saber se o caro Paulo tem conhecimento de, imediatamente antes da era industrial ter o seu início, o Emisfério Norte ter estado sob a influência da Pequena Idade do Gelo. Pois, a tão esquecida Pequena Idade do Gelo que terminou em… 1850.
        Terminou a Pequena Idade do Gelo e logo de seguida iniciou-se a era industrial, factos históricos incontestáveis.

        Ora então, o que acontece quando termina uma era glaciar ou, neste caso, uma Pequena Idade do Gelo? Exacto, as temperaturas médias globais aumentam!

        Se, dita a lógica (e os factos), as temperaturas médias globais aumentam quando se sai de uma Idade do Gelo (seja ela Grande ou Pequena) por que carga de água acusam o CO2 de tal aquecimento? Talvez queira explicar-me, ficaria imensamente agradecido.

        • Simplório…
          Desculpe lá mas não lhe vou estar aqui a explicar todos estes ciclos de mudanças climáticas no nosso planeta… aliás porque pela maneira como escreve, também me parece ser capaz de procurar essa informação… posso quanto muito fazer algumas abordagens a alguns assuntos que por aqui levantou…
          Felizmente a história do nosso planeta deixa-nos algumas pistas… especialmente através paleontologia e do paleoclima… é uma questão de “ler” essa informação direita e de fazer alguns estudos (mais algumas contas)…
          Mas vamos lá ver alguns pontos…
          Por acaso o Aquecimento Global não é futurologia… é um facto… está a acontecer agora… os estudos estão aí para quem os quiser ver… pior… podem-se sentir… embora haja sempre gente que queira fazer de conta que não o sente… e não é um Inverno mais frio ou um Verão menos quente que param esse aquecimento (por isso, naturalmente, este Janeiro as suas galinhas e nós todos vamos sentir mais frio que o do ano passado, devido a questões meteorológicas)… nem uma alteração da actividade solar que possa geram uma pequena era glaciar durante este período do ciclo terrestre… porque logo que se normalizem volta tudo ao ponto em que estava ou ainda pior… e não… não estou a falar da pequena “Idade do Gelo” que refere no seu texto… essa “Idade do Gelo” que ocorreu no Hemisfério Norte teve a ver com uma atividade vulcânica razoável que ao “ejetar” para a atmosfera grandes quantidades de poeiras levou a que a radiação solar fosse filtrada e em consequência a temperatura descesse no Hemisfério Norte… mas essa “Idade o Gelo” não parou o período natural de aquecimento em que o planeta já se encontrava desde a última Glaciação (essa “Idade do Gelo” não é uma Glaciação)… apenas lhe provocou uma “pausa” e no referido hemisfério, não de forma tão global como uma Glaciação… logo que as poeiras assentaram, tudo voltou ao seu percurso…
          Outro facto histórico e científico é que esse aquecimento se acelerou após revolução industrial… o que é este aquecimento ser mais acelerado que o normal???… é o facto de o aumento de temperatura que se está a dar em poucos anos ser mais acentuado do que se verifica no estudo do paleoclima da Terra… em que esse aumento de temperatura levaria bem mais tempo… é o facto de a rapidez com que se está a dar o aquecimento, no natural processo evolutivo não permitir que se dê a adaptação das espécies às novas condições…
          E claro que após um período de aquecimento se segue uma glaciação e vice-versa…
          Embora se morra, e muito, com o calor todos os Verões, morre-se muito com o frio nos Invernos… particularmente quando se tem um corpo de clima tropical e se está a viver em regiões temperadas ou frias… muitas das vezes nem com a “batota” da roupa e outras nos safamos… então se as condições forem miseráveis nem se fala…
          Quanto ao Dióxido de Carbono, não lhe vou estar aqui a explicar porque é que ele é um gaz com efeito de estufa… uma Boa pesquisa permite-lhe isso… Claro que há outros gazes com efeito de estufa… desde logo o vapor de água, o ainda pior metano, etc.…
          Nada contra o Efeito de Estufa do nosso planeta… aliás é ele que permite a vida como a conhecemos na Terra… o problema é esse efeito de estufa ir para valores insuportáveis…
          Mas recorrendo à paleontologia e ao paleoclima da Terra vou só falar-lhe de uma coisa… A Extinção do Pérmico-Triássico…
          Não sei se tem conhecimento de qual teria sido a causa mais provável para esta extinção em massa… só a maior que ocorreu no nosso planeta…
          Mas vou só fazer-lhe uma pequena abordagem… no território que hoje conhecemos como Sibéria, terá ocorrido um vulcanismo em larga escala (as provas estão lá para quem as quiser ver)… esta enorme actividade vulcânica teria libertado enormes quantidades de Dióxido de Carbono para a atmosfera (associado a outras particularidades do terreno)… dirá você… mas também libertou poeira que ao taparem a entrada de radiação solar levaram ao arrefecimento da Terra… o que também é verdade… apesar de uma grande parte desta actividade ser efusiva, também houve a emissão de piroclastos para a atmosfera… mas… o pior ainda estava para vir… esta quebra na entrada de radiação solar não leva só à descida da temperatura… leva ao desaparecimento de grande parte dos seres fotossintéticos, que também fica associada a chuvas ácidas globais (comprovada pena enorme quantidade de depósitos de carvão datados desta altura)… imagino que saiba o que ocorre durante a fotossintese… Como é obvio as poeiras não ficam para sempre na atmosfera… acabam por assentar… Também imagino que deduza o que se tenha passado a seguir… alta concentração de Dióxido de Carbono (que goste ou não, é gaz com efeito de estufa… pesquise… não interessa se é o que é mais ou não… é), quer resultante da enorme atividade vulcânica, quer da gigantesca redução de seres fotossintéticos… agora com a radiação a entra à vontade e um efeito de estufa aumentado, a temperatura sobe vertiginosamente… de seguida o golpe de misericórdia… este aumento de temperatura acima do normal leva a um aquecimento do oceano e este a uma libertação em larga escala do Metano que se encontra armazenado nos sedimentos do fundo do oceano diretamente para a atmosfera… gaz com um efeito de estufa muito superior ao do dióxido de carbono… as consequências são deveras conhecidas… extinção de mais de 90% das espécies da altura… e um “golpe de sorte” para os dinossauros (mas isto já é outra história)…
          Já agora… um bocadinho de ironia… a libertação de Metano que estava aprisionado no permafrost, que se tem verificado nos últimos tempos … também deve ser um mito!!!???… teoria da conspiração!!!???… não???!!!…

          • Ops… peço desculpa… mas onde se lê gaz, deve ler-se gás… 🙂
            (É pena não se poder fazer a correção no comentário como a ZAP pode fazer no texto das notícias… mas são as regras do “jogo” :-))

          • Tem razão, aquecimentos globais não são ficção pois, de facto, acontecem nem mesmo são futurologia pois ainda hão-de haver muitos mais no futuro da Terra mas também eu não disse que o eram… o que eu disse é que este estudo da notícia se revelará ser mais um acto de futurologia à semelhança de todos os outros estudos a favor do “aquecimento global”.
            Até agora todos os estudos e respectivas conclusões e previsões acerca de um alegado aquecimento global causado total ou parcialmente pela Humanidade têm sido invariavelmente actos de futurologia que apenas têm servido para manipular a consciência popular.

            Tantas foram as catástrofes previstas há 15 ou 20 anos para estes últimos anos… o derretimento das calotas polares e consequente aumento do nível dos oceanos o que inundaria vastas regiões litorais incluindo aquelas onde se encontram grandes cidades ou importantes terrenos agrícolas e ainda que centenas de ilhas habitadas iriam desaparecer submersas pelas implacáveis águas, não esquecendo os desertos que iriam conquistar vastas regiões do sul da Europa ou os trópicos que se expandiriam para norte e com eles viriam as doenças tropicais que passariam a ser um flagelo entre nós europeus ou ainda, uma das mais famosas, que os ursos polares iriam desaparecer! Pois bem, quantas destas catástrofes se realizaram? Ou outras…

            Quanto ao Aquecimento Global estar a fazer-se sentir (ou a “acontecer agora”)… só depende da escala de tempo considerada. Se considerarmos os últimos 10 ou 15 mil anos então estamos definitivamente a viver um período de aquecimento global, isso é mais do que óbvio. Se considerarmos todo o período desde 1850 também podemos considerar estarmos agora num período de aquecimento mas se considerarmos apenas os últimos 20 anos então estamos num período de relativa estabilização. Quanto ao futuro… a ver vamos.

            É interessante ver que do seu ponto de vista nada irá parar o aquecimento global que diz estar a acontecer agora… nem mesmo que a actual diminuição da actividade solar provoque “uma pequena era glaciar durante este período do ciclo terrestre”!
            “Era glaciar”, disse o Paulo! Não posso deixar de me sentir curioso sobre o que será preciso para parar definitivamente este seu muito especial aquecimento global que até resiste a uma era glaciar!
            É como se o Paulo admitisse que o Sol tem um impacto severo no clima terrestre ao poder ser responsável por “uma pequena era glaciar durante este período do ciclo terrestre” mas, ao mesmo tempo, não lhe reconhecesse grande importância já que do seu aparente ponto de vista nem a diminuição da actividade solar seria capaz de parar este seu aquecimento global que insinua assim estar completamente desgovernado. Um bocadinho contraditório, parece-me.

            Relativamente à Pequena Idade do Gelo realmente há quem defenda com unhas e dentes
            (como é o caso, por exemplo, destes cientistas
            http://www.livescience.com/18205-ice-age-volcanoes-sea-ice.html )
            …as conclusões dos seus próprios estudos que vêem nos vulcões os únicos responsáveis por tal resfriamento desvalorizando ainda e completamente a influência do Sol mesmo quando a contagem de manchas solares que mostra uma diminuição da actividade solar, coincide com esse pequeno retrocesso das temperaturas desse período.
            Retrocesso e não “pausa” como o Paulo disse, não houve estabilização mas sim diminuição das temperaturas sentidas.

            Quanto a mim, eu sei perfeitamente que os vulcões têm influência no clima mas também não sou assim tão tolo para descartar tão levianamente (como certos cientistas) a óbvia influência do Sol.

            A extinção em massa que refere… sim, já tinha conhecimento. Também vi o documentário!

            E ainda bem que me lembra a questão do aquecimento dos oceanos, agradeço.
            Além do metano que lá está, sabe o que também por lá está em enormes quantidades?
            Dióxido de carbono.
            Sabe de onde vem o CO2 que em todas as eras interglaciais se encontra na atmosfera?
            Dos oceanos, na sua esmagadora maioria.
            E o que aparece primeiro nestas eras interglaciares? O aumento da temperatura ou o aumento da concentração de CO2 na atmosfera? Veja o gráfico seguinte
            http://www.geocraft.com/WVFossils/PageMill_Images/image277.gif

            Eu vejo, por exemplo, que há uns 390 milhões de anos, a concentração de CO2 que estava nas 4000 ppm caiu vertiginosamente (em termos geológicos) mas a temperatura não sofreu grande queda e, apesar da muito mais baixa concentração de CO2, manteve-se alta ainda durante muito mais tempo. Algo não muito diferente voltou a acontecer a partir de há 150 milhões de anos.

            Vejo também que há cerca de 280 milhões de anos o que começou a subir primeiro foi a temperatura e só depois a concentração de CO2 na atmosfera.

            E não é que, afinal, o que o estudo do paleoclima mostra é que a concentração de CO2 na atmosfera não é uma causa mas sim uma consequência do aquecimento global! Extraordinário, não é verdade?

            E finalmente, só por curiosidade… o que eu vejo também é que a temperatura do ano zero do gráfico é muitíssimo mais baixa que em outros períodos anteriores. Muitíssimo mais baixa!

            Relativamente ao metano, não se esqueça de adicionar as albufeiras das barragens hidroeléctricas à lista de locais de onde ele se liberta ou que este é também um subproduto da alimentação (ou será digestão?) de incontáveis animais.

            Para não nos perdermos no contexto, desta vez tenho de copiar para aqui uma pequena parte do seu texto:
            “Outro facto histórico e científico é que esse aquecimento se acelerou após revolução industrial… o que é este aquecimento ser mais acelerado que o normal???… é o facto de o aumento de temperatura que se está a dar em poucos anos ser mais acentuado do que se verifica no estudo do paleoclima da Terra… em que esse aumento de temperatura levaria bem mais tempo”

            Analise bem o seguinte gráfico
            https://kaiserscience.files.wordpress.com/2015/05/climate-swings-of-the-past-12000-years.jpg
            …e veja se é mesmo, mesmo assim como disse.

            Quando comparado com os restantes períodos quentes dos últimos 10.000 anos, não vejo que haja actualmente um aquecimento “mais acelerado que o normal” ou “mais acentuado”… como diz. Parece-me tudo perfeitamente dentro do normal.

            Se ainda está com dúvidas veja então este numa escala de tempo maior
            https://kaiserscience.files.wordpress.com/2015/05/minor-ice-ages-during-past-450000-years.gif
            Quando comparado com os períodos interglaciais dos últimos 450.000 anos o actual período quente nem sequer é o mais quente!

            A pergunta mais importante que lhe fiz está no último parágrafo do meu comentário anterior e é esta:
            «(…) por que carga de água acusam o CO2 de tal aquecimento? »

            …mas aqui o Paulo simplesmente mandou-me ‘passear’, não faz mal… ou pesquisar por mim (que vai dar ao mesmo), preferindo dar-me a lista dos habituais suspeitos.
            Ora, listar os tais gases toda a gente sabe fazer… explicar por que razão estes cientistas da notícia (e outros) consideram o CO2 um gás de efeito de estufa é que é mais difícil. E aqui está um dos problemas, as pessoas simplesmente aceitam essa informação como verdadeira sem fazerem ideia de qual é a explicação disso e, claro, sem fazerem ideia se tal explicação seria razoável ou sequer se faria algum sentido e esclareço já que me sinto perfeitamente confortável para dizer isto porque até há algum tempo, também eu não fazia ideia. Também passei anos e anos a ouvir tal alegação e a aceitá-la como verdadeira tal como a maioria das pessoas… mas isso obviamente acabou.

            AH! E, a não ser que me seja pedido, também eu não vou dar essa explicação. Não me cabe a mim. Afinal, como disse o “Rui Alexandre” ali mais para cima no seu comentário, eu até sou um “negador climático”, não é verdade? Como se eu andasse aqui a negar o clima…

            Ao invés dessa explicação que não me cabe propriamente a mim prefiro outras explicações, outras afirmações que não faço exactamente de ânimo leve pois já sei as reacções que levo daqui mas ao fazê-las sei que as posso fundamentar. Sei que posso prová-las recorrendo às leis da Física, mais propriamente às leis da Mecânica dos Fluídos.

            Ora então:

            O grande vilão que dizem ser o CO2 não é, na verdade, vilão nenhum pois não tem qualquer propriedade especial que lhe confira um efeito de estufa. Os restantes gases da lista… idem. Nenhum gás em particular que exista na atmosfera tem qualquer propriedade que lhe confira um efeito de estufa.

            Já deve ter reparado onde quero chegar: se nenhum gás tem qualquer propriedade que lhe confira um efeito de estufa então… não existe efeito de estufa. O tal “Efeito de estufa” que há tantos anos nos andam a vender…

            E, mais uma vez, sim, posso provar aquilo que afirmo.

            Para grande alívio do ZAP que tem de ler isto tudo e porque já estou há demasiado tempo a escrever comentários (deixei este para o fim) e também porque aqui ao fim-de-semana também se trabalha deixo apenas mais umas afirmações mas menos polémicas que as anteriores e o resto terá de ficar para outro dia.

            O aquecimento do nosso planeta ou de qualquer outro planeta ou objecto do sistema solar depende apenas de uns quantos factores primordiais:

            – da quantidade de energia recebida do Sol;
            – da sua própria energia interna;
            – da pressão da sua eventual atmosfera;
            – e da eventual presença de nuvens ou outros elementos que bloqueiem a passagem da radiação solar ou a reflictam de volta para o espaço;

            Tudo o resto que aconteça, no que ao clima diz respeito, depende, em última análise, apenas destes factores. Se há alterações no clima é apenas porque um ou mais destes factores sofreu algum tipo de alteração. Qualquer outro agente em acção que não esteja incluído num destes factores não tem qualquer influência sobre o clima.

  2. O que eu noto é de ano para ano as temperaturas a aumentar e parece-me estar-mos mais próximos de uma desertificação do que de outra coisa, no entanto os políticos vão apostando no fabrico de armas e em guerras porque é muito mais lucrativo, o futuro e não estará muito distante se encarregará de dar a resposta quando já não houver recurso a inversão de marcha!.

    • Pois, caro Vasco, aqui o Simplório apenas nota um mês de Janeiro bastante frio. Eu e, claro, as galinhas que ali tenho no quintal que este Inverno até preferem passar os dias dentro do galinheiro.

      Já agora, sabe quais são as consequências deste frio? Infelizmente, muitos milhares de mortes por essa Europa fora e ainda mais este ano do que em alguns dos anos anteriores.

      Não, não são apenas umas dezenas como tem vindo nas notícias. Todos os anos morrem muitos milhares de pessoas não apenas de frio mas também das inúmeras doenças relacionadas com o frio ou ainda dos mais variados tipos de acidentes que têm como causa original o frio.

      Morrem incomparavelmente mais pessoas por causa do frio do Inverno do que do calor do Verão e, no entanto, haver tanta gente a mostrar-se preocupada com uma ligeiríssima subida da temperatura média global ao longo dos últimos 150 anos em vez de se preocuparem com a descida de temperatura que ocorre todos os Invernos na ordem dos 10, 15, 20 ou 30 graus centígrados ou, dependendo do país, até mais… é de bradar aos céus e perguntar “Onde é que esta gente tem a cabeça?!”

      Quanto aos políticos, nesta história, no que eles vão apostando é na cobrança dos muitos impostos que inventaram nos últimos anos à custa do CO2 o que, obviamente, é uma das razões por que lhes dá tanto jeito mostrarem-se preocupados com o alegado “aquecimento global” agora convenientemente mais conhecido por “alterações climáticas” que sempre é mais abrangente e pode incluir todos os fenómenos naturais que entenderem na sua livre imaginação.

  3. Ó homem você está como as galinhas que tem no galinheiro a ficar alérgico ao frio, as temperaturas que refere é normal descerem todos os invernos sempre mais ou menos dentro desses parâmetros o mal está que e se verificar bem os invernos a ficarem também eles cada vez mais curtos com menos dias de chuva e frio, já este mês de Janeiro tivemos dias bastante quentes anormais para a época.

      • Paulo SR a sua resposta pela parte que me toca, foi extensa mas muito elucidativa e por isso valiosa.
        Sem me cansar li-a com muito gosto e agradeço.
        E já agora, para quem não saiba, os Invernos começavam por volta de meados do mês de Novembro e iam quase até Março. Mas eram invernos a sério. Lagos e laguinhos criavam camadas de gelo que se podia andar por cima sem quebrar.
        Era o frio e, as chuvas, tantas e por tanto tempo, faziam que as abas dos chapéus dos pastores criassem lismos.
        Estes invernos agora, ano após ano, progressivamente, cada vez mais, não têm nada a ver com o que eram, progressivamente, desde há 60, 50, e mesmo 40 anos atrás.

        • Obrigado pela parte que me toca… 🙂 … só lamento, quando agora passei rapidamente os olhos pelo texto, ter cometido o erro de em vez de gás, ter escrito gaz por diversas vezes… :-/
          Sim é verdade o que diz… e se se recorrer à memória dos nossos pais e mais ainda dos nossos avós… as coisas ficam ainda mais claras…
          Há gente que se recorda em Bragança, por exemplo, de os rios congelarem ao ponto de se poder passar de uma margem para a outra com os carros de bois por cima do gelo em vez de se ter que ir à volta pela ponte…
          Mas não… não há aquecimento global… que ideia… (modo irónico ligado)

          • Caro Paulo, se essa ironia da sua última frase se destina a mim então deixe-me dizer-lhe que ou está a fazer confusão ou esteve um pouquinho desatento quando leu os meus comentários pois eu nunca neguei ter havido um recente aquecimento global. O que eu digo é que actualmente e desde há cerca de 20 anos as temperaturas médias globais estão relativamente estabilizadas. Quanto ao que eu realmente nego é que a humanidade tenha algum tipo de envolvimento ou responsabilidade perante o aquecimento que se verificou após 1850.

        • Resposta ao “Sou eu”:
          Sim, também eu me lembro de ver a água na rua a congelar e não apenas em zonas interiores onde isso continua a ser perfeitamente comum mas em zonas do litoral e claro, quem não viu já fotos antigas nomeadamente de Lisboa “coberta” de neve ou até mesmo do Algarve… mas por outro lado, também tivemos muito recentemente esta notícia
          http://zap.aeiou.pt/37-anos-voltou-nevar-no-deserto-do-sahara-142470

          Nevou agora nesse deserto assim já tinha nevado há 37 anos sendo pelos vistos também um fenómeno recorrente até mesmo nestes tempos que dizem ser de progressivo aquecimento global.

          Claro que não devemos confundir o tempo que faz localmente com clima que são coisas diferentes mas por isso mesmo devemos também lembrar-nos que até finais da década de 70 o mundo passou por um ciclo de arrefecimento global pelo que não é então de admirar que nessa altura e até pela década de 80 a dentro os Invernos fossem mais rigorosos e duradouros.

    • Resposta ao “Vasco”:
      Hmmm… dias bastante quentes anormais para a época, este mês de Janeiro? Talvez na sua zona mas infelizmente não na minha! Seja como for, nesse caso, então e os dias bastante mais frios também anormais para a época, não contam? Deveriam… penso eu.

      São variações perfeitamente normais que ocorrem todos os anos (tem toda a razão nisso) mas, por alguma estranhíssima razão, só o tempo demasiado quente é lembrado enquanto o tempo demasiado frio é completamente desvalorizado como se vê agora com quase todos os meios de comunicação a noticiarem apenas umas meras dezenas de mortes causadas pelo frio em toda a Europa quando o problema é muitíssimo mais grave com o excesso de mortes nesta altura do ano a ser muito superior ao de qualquer outra altura.
      Parece-me ser este um problema muito mais preocupante do que qualquer eventual aquecimento global que venha a acontecer algures no futuro e para o qual tanto somos prevenidos em relação às suas “mais que certas” catástrofes, contra o qual absolutamente nada se pode fazer e para o qual tanto dinheirinho é canalizado quando todo esse financiamento faz muito mais falta para resolver os reais problemas de saúde pública e de segurança do presente causados pelo frio.

      Invernos a ficar mais curtos e com menos chuva? Sim, se tivermos como termo de comparação o que se passava até finais dos dos anos 70 e inícios dos anos 80… mas, mesmo agora, então e aquelas ocasionais semanas de Junho a Setembro de temperaturas mais baixas e até mesmo com períodos de chuva que apanha muita gente desprevenida (chegando até a expulsar as pessoas das praias), significa o quê? Que os Verões estão a ficar maiores?
      O tempo que faz em determinado local nunca é muito certinho mas também não pende apenas só para o lado do calor.

      Talvez o Vasco escreva o seu comentário tendo ainda em mente aquelas notícias que a partir de Maio ou Junho de 2015 passaram a ser quase mensais em antecipação à COP21… notícias a darem-nos conta que todos os meses eram batidos novos recordes de temperatura desde que havia registos. Pura ficção, ou mentira (se preferir uma linguagem mais directa) como poderá mais uma vez verificar no gráfico da seguinte página, feito a partir das temperaturas medidas por satélite até Dezembro último:
      http://www.drroyspencer.com/wp-content/uploads/UAH_LT_1979_thru_December_2016_v6.jpg
      (se não viu o que lhe forneci há 2 meses talvez queira aproveitar e ver agora este)

  4. Mas estão correctos! Quando os polos descongelarem-se ira existir uma serie de cataquismos que ira provocar novamente e idade do gelo. Mas isso é normal é o ciclo da terra. O que provocou a idade do gelo, foi o ciclo das correntes maritimas quentes e frias. com um culminar de erupçoes vulcanicas, em parte devido ao ultimo aquecimento em era. Pois aqui ninguem fala da Era do Aqecimento, mas falam da Era do Gelo. As Eras do Gelo vem sempre seguidas das Eras dos Aqueciementos! é um ciclo! Puramente normal isso vir acontecer. So esqeremos é que o aquecimento Global, não desperte os grandes super vulcoes adormecidos, pois tambem ninguem na ciencia gosta de puxar por esse assunto. As eras do Gelo fazem adormecer as actividades sismicas tanbe! E adivinhem o que vai acontecer quando quase terminar os degelos? 🙂

  5. Fico espantado com a quantidade de cientistas que por aí andam à solta. Sabem de tudo: vulcões, correntes, água doce e salgada, quente ou gelada, galinhas, patos e outras aves de capoeira, vejam bem, até de ovos eles sabem.
    Só da língua de Camões é que estão um pouco curtos!
    Serão crianças? Serão adultos?
    Não sei, mas divertem-me de tal maneira,
    ao dizerem tanta trampa ao dizerem tanta asneira,
    que ainda os espero ver
    a debitarem saber
    seja bom ou seja imundo
    ao novo dono, deste tão pobre mundo.

    • “JP”, até parece um trovador! E agradeço o seu especial contributo para a discussão. Aqui no sítio onde vivo também temos pessoas como o JP. Geralmente ou são as comadres ou então os velhotes que nunca fizeram nada de jeito na vida mas que agora todos os dias se sentam ou na esplanada do café ou no jardim a jogar à sueca e a dizer mal de toda a gente e então quando se intrometem em conversa alheia… ó caro JP, são carroceiros até dizer basta pois nunca é para dizerem algo de construtivo mas apenas para deitarem abaixo. Personagens absolutamente adoráveis!!!

  6. Bem, uma coisa é certa é que, DEPOIS DE AMANHÃ, VEM OUTRO DIA, LOGO, “O DIA DEPOIS DE AMANHÔ CHEGARÁ CERTAMENTE.
    LOOOOOOOOOOOOOLLLLLL
    😛 😛 :-P. :-P. 😛

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