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Voos na Ryanair a 10 euros? Esse tempo acabou, diz diretor executivo

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O presidente executivo da Ryanair, Michael O’Leary, avisou esta quinta-feira que o tempo dos voos a 10 euros acabou, devido à subida dos preços da energia, que se acelerou com a guerra na Ucrânia.

Nos próximos anos, continuou o responsável, não haverá voos a menos de dez libras (cerca de 12 euros). “Acho que não haverá voos a 10 euros, porque os preços do petróleo estão muito mais altos, desde que a Rússia invadiu a Ucrânia. […] Acho que não vamos ver esses preços nos próximos anos”, disse à BBC Radio 4.

As transportadoras aéreas de baixo custo, como a Ryanair e a Easyjet, revolucionaram a aviação, reduzindo os preços e levando a um crescimento das viagens curtas.

Segundo O’Leary, as tarifas médias dos bilhetes na Ryanair deverão aumentar cerca de 10 euros, para 50 euros por trajeto, nos próximos cinco anos. Acredita, no entanto, que a procura por viagens aéreas vai continuar e que, mesmo com as restrições orçamentais, as transportadoras de baixo custo vão “sair-se bem”.

Os voos comerciais respondem a cerca de 2,4% das emissões globais de CO2, e o setor tem sofrido pressão para reduzir o seu impacto no clima. O’Leary argumentou que os transportes rodoviário e marítimo foram os maiores ‘culpados’ de emissões globais de CO2.

Adiantou ainda que a Ryanair está a investir em aeronaves mais eficientes em termos de combustível, mas frisou que as maiores reduções no uso de combustíveis fósseis virão da mudança de gasolina e diesel para veículos rodoviários elétricos.

Na mesma entrevista, protestou contra o ‘Brexit’, que reduziu o acesso de trabalhadores europeus ao Reino Unido, onde anteriormente mantinham centenas de milhares de empregos.

  ZAP //

4 Comments

  1. Alguma vez houve?
    compra-se o voo por 10€ mas depois paga-se pelo lugar que se escolhe, paga-se pela mala, paga-se tudo dentro do avião (ainda não cobram idas ao WC ou o papel higiénico), paga-se….
    e nunca são responsáveis por nada…

    A isto chama-se publicidade enganosa…

    • Só paga pelo lugar que escolhe, se escolher o lugar. Ora essa! E sim, a RyanAir tinha muitos voos sobretudo no norte da Europa dentro dessa gama de preços. Obviamente que não devia ser possível praticar esse tipo de preços. A indústria da aviação nunca foi obrigada a internalizar os custos ambientais da sua atividade. Se o fizessem, os preços teriam de ser necessariamente outros. Mas os Estados sempre preferiram olhar para o lado, não obrigando a que estas empresas assumissem os custos ambientais provocados. Ao não serem internalizados pelas empresas, não se traduzem nos preços de venda dos bilhetes.

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