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Na Venezuela, há um casal que salva preguiças feridas (e as ajuda a voltar à natureza)

Haydée e Juan Carlos Rodriguez são um casal venezuelano que começou a ajudar preguiças há cerca de um ano — e já salvou mais de 40.

Em 2020, Haydée e Juan Carlos Rodriguez encontraram uma preguiça numa estrada, em San Antonio de Los Altos, na Venezuela, que tinha subido a uma linha de eletricidade — e, aparentemente, sofrido um choque elétrico.

O animal tinha perdido as garras de três das suas patas devido às queimaduras e um especialista em vida selvagem avisou o casal que a preguiça provavelmente não sobreviveria e que a deviam deixar para morrer.

Embora o animal — a quem deram o nome de Chuwie, em homenagem a Chewbacca, do Star Wars — tenha perdido dois membros posteriores e as garras do seu braço esquerdo, não só sobreviveu como serviu de inspiração para o casal.

Agora, Haydée e Juan Carlos Rodriguez têm o primeiro centro de resgate e reabilitação de preguiças da Venezuela.

“O nosso objetivo é dar às preguiças feridas uma segunda oportunidade de vida na natureza”, disse Haydée, especialista em marketing, de 36 anos, em declarações ao jornal britânico The Guardian.

“Esperamos tornar as pessoas mais conscientes do que devem fazer se virem preguiças [feridas], e contribuir para a aprendizagem do nosso país sobre esta espécie, que é tão enigmática e pouco estudada”, acrescentou.

Apesar de nenhum deles ser veterinário, o casal aprendeu a prestar cuidados básicos e, desde que foi criado, o Chuwie the Gentleman Rescue Center já reabilitou mais de 40 preguiças e devolveu-as à natureza.

Os ferimentos de Chuwie fizeram com que não conseguisse voltar a viver na natureza, pelo que ainda vive com os Rodriguez, rodeado por uma floresta verdejante que serve de habitat natural para as preguiças.

As outras preguiças regressam à natureza assim que estiverem curadas e recebem números, em vez de nomes, porque o casal não quer que se habituem às pessoas.

A 30 de julho, Haydée e Juan Carlos viram a preguiça 43 — uma fêmea que uns vizinhos encontraram no parque de estacionamento de um prédio — a regressar ao seu habitat natural, depois de lhe tratarem um ferimento no olho e uma infeção respiratória.

  ZAP //

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