Venceu o Euromilhões e o seu vício é dar dinheiro

Frances Connolly e marido voltam a aparecer nas notícias porque continuam a ajudar os outros, com os seus 129 milhões de euros.

Janeiro de 2019. Frances e Patrick Connolly apostaram e ganharam: foram os vencedores do primeiro jackpot do Euromilhões daquele ano.

Cerca de 129 milhões de euros ganhos pelo casal da Irlanda do Norte, que nem festejou muito na altura.

“Não ficámos muito excitados. Dei um pequeno grito quando descobri que tínhamos a chave vencedora e depois celebramos com uma chávena de chá e com um abraço”, relatou Frances.

O casal na fase dos 50 anos, que está junto há mais de 30, já tinha dito logo em 2019 que a prioridade seria ajudar os seus amigos e a sua família.

Até já havia uma lista que Frances tinha, com cerca de 50 nomes de pessoas que a premiada sabia que queria ajudar com o seu dinheiro.

Disseram e cumpriram.

Em Dezembro do ano seguinte, o casal já havia surgido nas notícias locais porque já tinha cedido mais de metade do dinheiro que ganhou naquele dia.

As ofertas, as ajudas, continuam. Em entrevista à BBC, Frances Connolly explicou que continua a dar dinheiro porque é “viciada” em ajudar os outros.

“Ajudar as outras pessoas dá-te pica e é um vício. Estou viciada nisso agora”, revelou a vencedora do grande prémio.

Frances, que começou a ser voluntária quando ainda era criança, criou entretanto duas fundações de caridade. Além disso, ajuda pessoas em comunidades locais a conseguir emprego, e apoia refugiados e jovens.

Assim, o dinheiro ajudou-a na sua missão e não alterou a sua personalidade: “Se és estúpida antes de ganhares tanto dinheiro, vais continuar a ser estúpida depois. O dinheiro pode é libertar-te, permitir tu seres quem queres ser”.

Frances e Patrick tinham estabelecido um orçamento anual que seria gasto em gestos de altruísmo – mas em 2022 já gastaram o que seria suposto gastar até 2032.

A antiga professora acha que já gastou mais de 70 milhões de euros até agora, em doações ou ofertas.

Acha. Não faz as contas ao pormenor porque o marido poderia ficar preocupado com os números, se os visse.

Tem dinheiro e tem humor. E não tem carros de luxo ou iates.

  Nuno Teixeira da Silva, ZAP //

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