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Cientistas “encontraram” a válvula de Nikola Tesla nos intestinos de tubarões

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Cientistas descobriram que os intestinos de tubarões funcionam de forma semelhante à famosa válvula unidirecional de Nikola Tesla, criada há mais de 100 anos.

Pela primeira vez, cientistas fizeram exames 3D aos intestinos de tubarão para aprender como é que digerem aquilo que comem. Embora anteriormente os cientistas tenham feito esboços 2D dos sistemas digestivos destes animais, há um limite para o que pode ser aprendido desta forma.

“Os intestinos são tão complexos, com tantas camadas sobrepostas, que a dissecação destrói o contexto e a conectividade do tecido”, explica o coautor do estudo Adam Summers, num comunicado divulgado pela Universidade de Washington, nos Estados Unidos.

Summers e a sua equipa descobriram que os intestinos dos tubarões têm uma estranha estrutura em saca-rolhas, que chega mesmo a assemelhar-se à famosa válvula de água inventada por Nikola Tesla há mais de 100 anos.

A válvula de Tesla, patenteada em 1920, é essencialmente um tubo com um design interno intrincado que força o movimento do fluido numa direção para voltar a si mesmo em vários pontos ao longo do seu comprimento.

Recentemente, uma equipa de investigadores descobriu um potencial novo uso para esta válvula. Pode ser adaptada para bombear fluidos ao redor de motores usando energia que, de outra forma, seria desperdiçada.

Neste novo estudo, publicado recentemente na revista Proceedings of the Royal Society B, os cientistas desenvolveram um novo método para analisar digitalmente os tecidos dos intestinos.

Agora, é possível olhar para os tecidos moles com muito detalhe sem ter que cortá-los, diz a autora principal, Samantha Leigh, citada pelo Big Think.

Para uma melhor compreensão do órgão, os investigadores analisaram os intestinos de quase três dúzias de espécies diferentes de tubarão. “O TAC é uma das únicas maneiras de entender a forma do intestino do tubarão em três dimensões”, sublinha Summers.

Acredita-se que os tubarões estejam dias — ou até semanas — sem comer. As análises revelam que os alimentos passam lentamente pelo intestino, permitindo ao sistema digestivo extrair totalmente o seu valor nutritivo.

Pode ser que essa digestão lenta seja mais suscetível ao refluxo, visto que o impulso do alimento digerido deve ser mínimo. Talvez seja por isso, acreditam os investigadores, que os tubarões desenvolveram algo tão semelhante a uma válvula de Tesla.

Agora, os investigadores planeiam usar a impressão 3D para produzir modelos através dos quais possam observar o comportamento de diferentes substâncias que passam pelo estômago dos tubarões.

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  Daniel Costa, ZAP //

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