Universidade Nova cancela conferência após ameaças de estudantes

O Presidente da República pede explicações ao reitor da Universidade Nova de Lisboa, após o cancelamento de uma conferência com o professor Jaime Nogueira Pinto, no seguimento da pressão da Associação de Estudantes.

O cancelamento de uma conferência do professor Jaime Nogueira Pinto em Lisboa está no centro da forte controvérsia que se levantou no início desta semana à volta do tema da liberdade de expressão e de reunião.

A conferência-debate, promovida pelo movimento nacionalista Nova Portugalidade, estava marcada para terça-feira, 7 de Março, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (FCSH) da Universidade Nova de Lisboa (UNL), mas foi cancelada, a pouco mais de 24 horas da hora marcada, após a contestação da Associação de Estudantes.

Estava previsto que Jaime Nogueira Pinto falasse em torno do tema “Populismo ou Democracia? O Brexit, Trump e Le Pen em debate“, mas o Director da FCSH telefonou-lhe a desmarcar a conferência, alegando questões de segurança, revelou o próprio Nogueira Pinto à comunicação social.

Conferencia Nova Portugalidade

Marcelo quer explicações e consequências

Marcelo Rebelo de Sousa já veio dizer que decisão é “incompreensível”, nomeadamente estando em causa uma “instituição pública”.

“O Presidente da República é o guardião dos direitos constitucionais, entre eles a liberdade de expressão”, diz ainda Marcelo, notando que espera um “esclarecimento, e também os efeitos decorrentes de uma decisão dessas”.

O Presidente diz que é preciso “tentar perceber a razão de ser de uma decisão tão absurda no quadro de uma democracia”.

O ministro do Ensino Superior, Manuel Heitor, também já pediu explicações ao reitor da UNL, garantiu no Parlamento, durante uma audição na Comissão de Educação e Ciência, depois de questionado pela deputada do PSD Nilza de Sena sobre o cancelamento da conferência.

“A primeira coisa que fiz foi hoje de manhã falar ao reitor da UNL [António Rendas]”, notou Manuel Heitor aos deputados, acrescentando que recebeu do reitor a garantia de que não está posto em causa o direito à liberdade de expressão.

PSD fala em “censura da esquerda radical”

Na interpelação ao ministro, Nilza de Sena manifestou-se “muito preocupada” por “num país livre” se impedir o “livre pensamento, livres ideias, não seguidistas, contrárias ao pensamento dominante” e por se colocarem “rótulos às pessoas”, apelidando-as de perigosas.

“A liberdade de expressão é só para as ideias conformes. Isto é uma clara manifestação de intolerância política e censura à voz de quem não é um ‘aparatchik‘ da esquerda radical, pelo contrário, e se torna inconveniente aos ditames de quem está. Mas não é um bom sinal, e é muito pior quando vem de gente jovem”, defendeu a deputada.

Manuel Heitor respondeu estar certo de que o Ensino Superior português “é hoje, um ensino digno, responsável, que se adequou ao estado democrático”.

“Intolerância esquerdista”, diz Nogueira Pinto

Jaime Nogueira Pinto já se manifestou sobre o cancelamento, lamentando que a conferência foi suspensa “perante as ameaças da direcção da Associação de Estudantes, de orientação maoísta”, conforme declarações ao Diário de Notícias.

O politólogo, cujas convicções se situam no patamar dos partidos de Direita e que escreveu vários livros sobre Salazar, fala ainda num “acto de intolerância esquerdista”.

A Associação de Estudantes da FCSH alegou que a conferência estava associada a “argumentos colonialistas, racistas, xenófobos que entram em colisão com o programa para o qual foi eleita, além de entrar em colisão com a mais básica democraticidade e inclusividade”, conforme cita o Diário de Notícias.

Assim, exigiu à Universidade o cancelamento do evento, deixando ainda uma nota de repúdio “ao cariz ideológico nacionalista e colonialista do núcleo que o promove e que se refere de forma indirecta à descolonização no seu manifesto como ‘trágico equívoco'”.

O Nova Portugalidade alegou que a conferência tem “um carácter exclusivamente académico”, manifestando ainda, a satisfação por “Portugal ser um Estado de direito democrático em que a nenhuma instituição, pública ou privada, é permitida a censura, a repressão ou a discriminação por razão de pensamento”.

Mas a direcção da FCSH decidiu mesmo cancelar a palestra, justificando a medida perante a “ausência das indispensáveis condições de normalidade“.

Promotor da conferência é admirador de Salazar

O promotor da conferência, Rafael Pinto Borges, que é um dos mentores do Nova Portugalidade, rejeita, em entrevista ao Sapo24, as acusações da Associação de Estudantes, relevando que o movimento “execra toda a forma de colonialismo e censura” e “qualquer ideologia que divida os homens”.

Rafael Pinto Borges, que integra a Juventude Popular depois de ter sido militante do CDS, afiança que o grupo, que tem um pendor nacionalista e patriótico, inclui militantes de PSD, PS e PCP.

Ele também reconhece que tem “estima pessoal, política e intelectual por Salazar”, mas vinca que não é “salazarista”. Para Rafael Pinto Borges o ditador foi “uma inteligência superior, um magnífico escritor e um patriota dedicado”, embora note que lamenta “os abusos praticados pelo seu regime”.

Associação 25 de Abril oferece-se para acolher conferência

Entretanto, a Associação 25 de Abril criticou o cancelamento e ofereceu as suas instalações para a conferência, conforme revelou o presidente da mesma, Vasco Lourenço, ao DN.

“Nós somos pela liberdade de expressão, aliás por todas as liberdades em Portugal, e não gostámos de ver que, por umas razões ou outras, o professor Nogueira Pinto tenha sido impedido de fazer uma conferência sobre um tema que é actual”, salienta o “Capitão de Abril”, isto apesar das “posições políticas estarem muito distantes”, conforme sublinha.

Nogueira Pinto, que recusou o convite de Vasco Lourenço, segundo este, revela na TSF que já foi contactado por “seis ou sete instituições que se ofereceram para albergar a conferência”.

“Falaram-me da bancada do PSD para fazer a conferência num espaço da Assembleia da República, também duas ou três instituições universitárias”, destaca o professor que coloca como única exigência, a quem acolher a palestra, que seja “exactamente a mesma entidade organizadora”, ou seja o movimento Nova Portugalidade.

SV, ZAP // Lusa

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14 COMENTÁRIOS

  1. E a liberdade de expressão?
    P*** que pariu a liberdade de expressão e a próxima vez que alguém utilizar isso como argumento.

  2. Provavelmente não estão a par:
    – Esta “tendência” já existe há algum tempo nas universidades dos USA, em que a unicidade de pensamento (esquerdista+moralismo-de-cordel+censura) foi instituída como a ÚNICA que tem acolhimento nas suas instalações. Curiosamente, bastantes delas são “estatais”. Tudo o que estes fazem agora é copiar… Provavelmente existirá uma estrutura trans-nacional montada para a propagação destas coisas.
    Basta ler a retórica empregue na “justificação”. É absolutamente Kassete, histérica e panfletária. Tudo isto já foi visto no pós-25. De resto, é este o tempo da grande mudança, tão grande que até é melhor nem olhar. Tudo o que era, vai abaixo, seja para que lado for.
    Não se pode esquecer que estamos a ver se vai ou não vai haver ditadura mundial pro-comunista via a onu… Já lá metemos um homem, à cautela. Resta saber se não foi para o nosso mal.

  3. Estupidez dessa área politico/partidária e especulação idiota de alguns dos comentadeiros deste “forum, em contraposição aos disparates da aludida área partidária,pródiga em dar tiros no pé.

  4. A esquerda, blá, blá, blá.. A direita, assado cosido e frito… Continuam a predominar os comentários sobre política ao estilo conversa de café “Sporting contra Benfica”. Vamos lá analisar as coisas sem preguiça mental nem sobre-simplificação das questões:

    Para mim, o facto de alguém defender clubísitcamente a Esquerda ou a Direita, como se essas coisas tivessem de ser consumidas em “pacote”, em que ou compras tudo, ou não compras nada, é logo o primeiro sintoma de preguiça mental. Eu por exemplo não tenho problemas nenhuns em dizer à boca cheia que concordo com algumas ideias consideradas de esquerda e com outras consideradas de direita… Mas parece que já estou a ouvir as mentes simples a gritar que isso não pode ser nada!.. Ou és de uma equipa, ou és de outra! É como as testemunhas de Jeová: Ou estás com eles ou estás contra eles.

    Ora para mim isso é tudo uma mentecaptice. Lá porque há quase 200 anos Karl Marx se lembrou de escrever umas teorias de organização da sociedade, e lá porque depois um Russo se lembrou de as implementar à maneira bruta dele… e lá porque durante 45 anos o mundo se dividiu entre os que organizavam as sociedades à maneira Soviética e os que o faziam à maneira Norte Americana… Isso lá significa que nós temos de continuar a pensar dessa maneira dicotómica???…

    Pois acontece que 3 anos depois de Marx morrer, nascia outro Karl: O Polanyi. As ideias dele (para mim geniais) mostram como o melhor da Esquerda e da Direita política se podem compatibilizar numa filosofia política coerente, muito mais justa e eficaz. Outros surgiram ainda mais tarde, com ideias novas sobretudo ao nível económico, como Milton Friedman or John Keynes… Mas nenhum a meu ver chega às calcanhetas de Polanyi em termos de visão política, económica e social. Faz falta a alguns destes comentadores de política (de café) ler um bocado alguns autores da história das ideias políticas… Desde os Gregos antigos até à actualidade, para os comentários serem um bocado menos à futebol. Política não é partidarismo. A primeira é boa o segundo só interessa a quem anda na política pra tratar da sua vida pessoal. Só a esses interessa defender às cegas um partido.

    Uma coisa é certa: Quem como eu for pelo humanismo, pelo pluralismo, pela liberdade, pela méritocracia, pela iniciativa individual, pela justiça social, pelo direito à propriedade privada mas só de produtos da actividade humana (não de recursos naturais) e acima de tudo, quem não puser os interesses pessoais sempre acima dos interesses do todo (da população em geral)… Não pode de maneira nenhuma dizer que é 100% da esquerda ou 100% da direita.

    Quem for pelo lema “todos por um e um por todos” nunca pode ser a favor de políticas que fomentem o ódio, a intolerância e a hipocrisia. Já quem for pelo lema “cada um por si e Deus por todos”… Então esse se calhar gosta de ouvir um político que lhe diga “Que se lixem os outros! Quem importa és tu!” – claro que por “outros” se entende os estrangeiros, os emigrantes, os de outra raça, os de outra religião ou mesmo… Os dos partidos políticos rivais. É assim que os grandes genocidas da História sempre conquistaram adeptos: Dividir para reinar!
    O que importa é apontar para um problema de que toda a gente sofre e inventar um culpado… Um animal sacrificial. Antigamente se não chovia nas colheitas, os líderes Astecas sacrificavam uns desgraçados à sorte (leia-se azar) como se eles tivessem culpa disso. Como as pessoas estavam à fome por não chover, estavam vulneráveis, desesperadas e receptivas para aceitar qualquer coisa como solução… e pronto: Lá se massacrava uns gajos. Depois se não chovesse era só continuar a massacrar até que por acaso acabasse por chover. quando finalmente chovia, eles diziam: “Estão a ver… Afinal o problema eram mesmo aqueles gajos que tinham de morrer. E o povo feito parvo em júbilo…. Contente com a chuva e certo de que se voltasse a seca, era só esquartejar uns quantos.

    Já no Século XX, quando a Europa estava a passar mal com graves crises e filas de gente pra comer um prato de sopa… Apareceram uns quantos desses lideres e disseram que o problema eram os Judeus ou alguém de fora. Surgiram os nacionalismos modernos e as xenofobias com os genocídios que todos conhecemos. Mas na altura o povo ajudava e rejubilava com estes massacres, ciente de que estavam a matar os culpados pela sua crise. O problema começa em casa e na escola… A culpa é sempre “do outro”… Nunca é nossa. E se estivermos a falar com um amigo dizemos ” a culpa é dos outros, menos tu e eu, claro…” E se for um grupo de 10 amigos, a culpa é à mesma “dos outros” que são diferentes de toda a gente nesse grupo. E assim por diante. Por isso Trump diz que o problema são os estrangeiros, os do Brexit dizem que são os emigrantes e que é a UE. MAs esquecem-se que em 1973 quem os tirou da lama em que eles se meteram sozinhos… Foi a UE.

    Enquanto as pessoas não fizerem duas coisas simples, nunca vão encontrar nem a causa nem a solução para os problemas da civilização:

    1) Altruismo. Eu não sou a coisa à volta da qual o mundo gira. Se pensarmos primeiro nos outros (no todo) e só depois em nós, cada um de nós vai ter biliões de pessoas a olhar por si. Se continuarmos a achar que o que importa sou eu… Cada um só vai ter uma pessoa a olhar por si – ela própria – com a desvantagem de ter biliões de pessoas a tentar tramá-la.

    2) Perceber que a única coisa que podemos e devemos mudar, somos nós próprios. A primeira responsabilidade de um ser humano é sempre consigo próprio. A batalha do certo contra o errado e do bem contra o mal, é uma batalha interior. Todos temos o bom e o mau dentro de nós. Se cada um vencer o mau e cultivar o virtuoso, o mundo não precisa de mais nada. Nós não temos nem o direito nem tão pouco a capacidade de acharmos que sabemos o que é melhor para os outros, nem como os outros devem ser. Se até morrermos, conseguirmos melhorar alguma coisa em nós próprios, já podemos dizer que valeu a pena vir ao mundo.

    O resto… Ideias políticas? Tudo funciona bem políticamente, se seguirmos os princípios 1 e 2, que devem ser os orientadores de qualquer política.

    • Caro amigo, estou totalmente de acordo contigo e cultivo exactamente as mesmas ideias de altruísmo, tolerância e equilíbrio. Mas o triste é que a maioria das pessoas não percebe nada disto. Os seres humanos são capazes de coisas horríveis e eu literalmente perdi a esperança na humanidade… parece-me que uma grande maioria é domimada por sintomas de psicopatia e narcisismo. Outros tantos são simplesmente brutinhos, não importa serem senhores dótôres. Há muita insensibilidade crónica por aí.

  5. Caro Miguel Queiroz

    Concordo consigo relativamente às partidarites ou clubites partidárias. Como prefira.

    Discordo relativamente à possibilidade pescar umas ideias de direita e de esquerda. Não há uma direita; há várias direitas; não há uma esquerda, há várias esquerdas. O conjunto de valores e orientações que norteia cada uma desta fações nunca é aceite na sua plenitude quando se alista num destes clubes. Ainda assim, há sempre algures um canto onde a maioria dos nossos valores e crenças está mais devidamente arrumado e representado, pelo menos em algum momento do tempo.

    Confesso que sou de uma direita. Direita esta, onde a igreja pouco ou nenhum peso tem. Uma direita liberal desprendida da conotação infeliz que os anos recentes lhe trouxeram. Não defendo um mercado selvagem. Defendo um estado regulador, que possa “ocupar” áreas onde o mercado claramente não funciona (ou não acrescente valor) e que não passe disso mesmo. Vejo o ser humano como um ser essencialmente egoísta em todas as suas ações, ainda que o não admita. Até o altruísmo é um ato egoísta pela simples satisfação dos outros e do prazer que esse ato encerra para mim. Se não tivesse prazer em ajudar o próximo, então não o ajudaria. Pratico este ato porque ele representa algo para mim e seguramente me faz sentir melhor.

    Posto isto, acredito que a mão invisível funciona em grande medida. Não na sua plenitude, nem aplicada a qualquer tipo de recurso e atividade. Mas acredito que é fonte de progresso e de inovação e que promove equilíbrios. Bem sei que há muitos que culpam a globalização por tudo o que acontece. Perguntem a povos africanos, asiáticos e da américa do sul qual é a sua opinião! Nunca se viveu tão bem em muitos destes países como atualmente. E isso é o resultado da busca incessante por lucros por parte do capital que no longo prazo tenderá a reduzir assimetrias, por exemplo no que diz respeito a salários e por consequência ao nível de preços de um grande conjunto de bens e serviços entre as diferentes economias. Veja por exemplo o quanto evoluiu o salário médio na China e Brasil nos últimos 20 anos.

    Assumindo tudo o que referi anteriormente e, sobretudo a dimensão liberal, reconheço que há setores onde o privado não funciona. Para além dos chamados bens públicos, há dimensões que escapam (ou pelo menos não beneficiam a sociedade) se prestadas em contexto de mercado. Esse será seguramente o campo de atuação dos estados.
    Se constatar o que ocorreu nos últimos anos em Portugal (ou se quiser décadas) constará que o estado sistematicamente incumpriu nas suas obrigações. Não fiscalizou, não soube gerir, não soube direcionar recursos. Começando pelo último ponto: durante décadas enterrámos dinheiro no setor da construção civil. A dada altura já todos os portugueses poderiam ter duas ou três casas. No entanto, investia-se continuamente. A indústria, em competição global e com a torneia do financiamento bancário meia fechada (a banca obviamente preferia o lucro fácil e menos arriscado do imobiliário) foi seriamente prejudicada. Tudo isto com o aval de ministros e governantes do banco de portugal que incentivavam quer em termos de garantias pedidas aos bancos neste tipo de operações (as reservas que tinham de constituir eram menores, pela existência de garantias reais, logo maior liquidez para muitas outras operações) quer em termos de benefícios fiscais no IRS.
    Quanto aos dois primeiros pontos que referi (não fiscalizou e não soube gerir) dispensam qualquer comentário.

    Relativamente aos vários casos empresariais / financeiros criminosos ocorridos no país, repare que o pecado não foi cometido apenas pelo privado. Como tudo aponta, só foi possível (pelo menos interessante para os privados) pelo peso que o próprio estado tem na economia. De igual modo, se o estado realmente cumprisse o seu papel de fiscalizador, então muitas das situações teriam tido um desfecho menos negro.

    Sinto que infelizmente o estado é a fonte dos problemas e nunca a sua solução. Quando me pedem para pagar impostos sinto sempre que me estão a roubar, porque não vejo qualquer contrapartida. Se quero justiça tenho de a pagar; para andar numa qualquer autoestrada tenho de pagar; se quero uma consulta de medicina, tenho de pagar (e muito provavelmente no privado para não esperar um ou dois anos); estaciono o carro, pago; para estudar, tenho de pagar; … Como caro Miguel Queiroz deverá concluir, a pergunta que eu coloco é: mas o que é feito do muito dinheiro que eu pago anualmente de impostos, quer em termos individuais quer empresariais? Mas o que esta gente faz com o dinheiro?
    Infelizmente conheço pessoalmente muitos que se empregam de quatro em quatro anos. E sei a dependência e submissão que esse processo acarreta. A prostituição intelectual é uma realidade. Tudo vale, em nome do dinheiro.

    Concluo com um economista cá do burgo. Não é um Keynes, um Friedman, mas é alguém que felizmente não é parvo. “O que leva o produtor agrícola a levar as uvas à adega cooperativa quando sabe que o gestor é um bêbado?” E acrescento eu: O maior problema de qualquer alcoólico é reconhecer o problema que tem. O nosso estado é um alcoólico crónico e o dinheiro roubado a particulares e empresas nunca chegará para sustentar o seu vício. Internem o estado!

    • Tudo certo, mas escapou-lhe a parte principal em que grande parte dos problema do estado acontecem quando este é capturado por interesses privados – os mesmos que, supostamente, se queixam do estado, mas que estão sempre pendurados nele!

  6. Desde o momento em que os senhores deputados do Bloco se recusam a receber o Rei de Espanha alegando que o mesmo não foi eleito e propõem um voto de louvor ao falecido ditador cubano, está tudo dito! Fidel Castro, esse sim, nunca foi eleito e resolvia as questões internas fuzilando quem se lhe opunha. O Rei de Espanha tem toda a legitimidade para o ser, já que a constituição monárquica foi referendada pelo povo e Felipe VI foi aclamado pelas cortes por mais de 90% dos deputados! Basicamente apenas os deputados comunistas votaram contra a aclamação do Rei. Até o PSOE (republicado, por definição) votou a favor! Haja vergonha meus senhores! Estamos em Portugal e quer a esquerda totalitária queira quer não, aqui há liberdade de expressão!

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