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Mais de um terço dos jovens de 30 países diz ter sofrido ciberbullying

Em mais de 170 mil jovens inquiridos, um em cada cinco, entre os 13 e 24 anos, declarou ter faltado à escola devido ao ‘ciberbullying’ e à violência.

Mais de um terço de jovens de 30 países disse ter sido vítima de ‘bullying online‘, revela uma sondagem divulgada esta quarta-feira pela UNICEF, Fundo das Nações Unidas para a Infância.

A organização recolheu os dados através da plataforma gratuita de mensagens U-Report  onde os jovens prestam testemunho de forma anónima. A UNICEF considera o fenómeno preocupante e apela à “ação urgente” na aplicação de “políticas para a proteção de crianças e jovens contra o ‘cyberbullying’ e o ‘bullying'”.

A sondagem revelou que, para quase três quartos dos jovens, as redes sociais são onde mais acontece o ‘bullying online’. “Melhorar a experiência educativa dos jovens significa ser responsável pelo ambiente que eles encontram ‘online’ e ‘offline'”, disse Henrietta Forre, diretora executiva da UNICEF, citada num comunicado da organização.

“Independentemente da sua origem geográfica e do seu nível de rendimento, os jovens de todo o mundo denunciaram que estão a ser vítimas de ‘bullying online’, que está a afetar a sua educação, e que querem que isso pare“, disse Henrietta Fore.

Cerca de 32% consideram que “os governos devem ser responsáveis por acabar com o ‘cyberbullying‘”, enquanto 31% disseram que a responsabilidade cabia aos jovens e 29% que competia às empresas de Internet.

Portugal não foi um dos países envolvidos, mas o Expresso cita um estudo da UNICEF divulgado em 2018, segundo o qual 46% dos jovens portugueses, entre os 13 e os 15 anos, afirmaram ter sofrido ou ter estado em situações de ‘bullying’ no ano anterior.

“Ao assinalarmos o 30º aniversário da Convenção sobre os Direitos da Criança (em novembro) temos que garantir que os direitos das crianças estão na vanguarda das políticas de segurança e proteção digital”, salientou a diretora executiva da UNICEF.

A organização aconselha a “criação de linhas de apoio de âmbito nacional para apoiar crianças e jovens” e defende também a formação de professores e pais para prevenir e dar resposta ao fenómeno.

A UNICEF adverte ainda para a “melhoria dos padrões éticos e das práticas, por parte das entidades que disponibilizam serviços de redes sociais, especificamente no que diz respeito à recolha, informação e gestão de dados”.

  DR, ZAP //

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