O último alfarrabista de Faro oferece os seus 500 mil livros no próximo sábado

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A antiga Livraria Simões, que era o último alfarrabista de Faro até fechar portas em 2015, vai reabrir a 4 de fevereiro para oferecer quase 500 mil livros.

De acordo com o jornal regional Barlavento, a Associação de Valorização do Património Cultural e Ambiental de Olhão (APOS) irá abrir as portas do espaço no próximo sábado, entre as 10h e as 12h30, “para qualquer pessoa que queira lá escolher e levar os livros que quiser de forma totalmente gratuita“.

O único alfarrabista de Faro, Carlos Simões, de 72 anos, viu-se forçado a encerrar a sua livraria em julho de 2015, face a uma ordem de despejo. A livraria da rua do Alportel esteve mais de 20 anos disponível para os clientes que procurassem livros raros, fora de impressão ou fossem apenas curiosos.

“Recomendamos que levem uma lanterna porque este espaço não tem atualmente eletricidade e existem locais com livros mas sem luz”, recomenda a APOS, numa publicação no Facebook.

  ZAP // Lusa

10 Comments

  1. E assim vai o país…espero bem que alguém pegue nisto e salve este valor cultural….se morasse perto, certamente iria lá…porque adoro livros…

    • Pois é Pedro. Este é o estado a que o país chegou. Quem se preocupa com isto ??? Mas repare nesta mesma coluna das noticias ZAP logo a seguir. SIC alvo de críticas por censurar ‘Kingsman’ cortes geraram uma onda de indignação por parte dos espectadores.

  2. Então e o Município não dispõe de meios para poder salvar todo essa património?
    Não sou contra a oferta dos mesmos só que dessa forma acaba por se perder uma grande riqueza, pois cada um vai para o seu lado e porventura até haverá livros que documentam a história da região…

    • AAT SR ROGÉRIO BACALHAU PRESIDENTE DA CMF

      sem querer ofender: infelizmente a cultura de alguns dos políticos do nosso país passa por concertos de musica (também faz parte da cultura) mas ao que parece o numero de aderentes a estes eventos é muito maior tal como a sua exposição, simultaneamente a promoção e o potencial numero de votos também)em comparação com um espolio de livros e seus apreciadores. será?
      é de todo impossível ceder um espaço camarário ( de todos nós) mesmo que temporário para o Sr Simões se estabelecer mesmo com as contrapartidas devidas (ou fazer o favor de reconhecer o que ele fez e contnua a fazer pela cultura)?
      espero que o Sr. Presidente tenha a possibilidade de reverter esta situaçao porque ainda vai a tempo.
      Valter Miguel cidadão português e de Faro

    • Também estou completamente de acordo. Porque é que a nossa Biblioteca Municipal não fica com este património cultural ou mesmo que seja distribuído pelas Bibliotecas Municipais da nossa Região.
      Fica a nossa sugestão.

  3. Também corroboro a ideia de salvar esse património cultural. Será uma pena deixar perdê-lo! Senhor Presidente da Câmara, veja o que está ao sue alcance fazer!

  4. ja fui cliente do referido espaço e deixei de o ser,pois na minha opiniao o referido senhor ,carregava muito nos preços,acho que isso ao longo do tempo o fez perder os clentes ,que levou a situaçao atual, considero que o gesto de oferecer o espolio uma atitude altruista e benevolente da parte do dito senhor .

  5. Que pena que não vivo no Algarve (quantos livros eu não trazia para casa)… Concordo com os demais quando afirmam que a Câmara se devia responsabilizar por esse legado cultural, colocando essa grande quantidade de livros ao dispor de todos os leitores. Janeka tem razão, as pessoas preocupam-se mais assuntos fúteis do que com assuntos relevantes, por ex.: o povo unido quando é por motivos de futebol e nunca quando é por motivos sociais..

  6. Dr Bacalhau
    Nem acredito que é o senhor o Presidente da Câmara Municipal de Faro na hora em que o espólio do sr. Simões vai ser desagregado e distribuído sem critério. Nem apoio logístico a CMF foi capaz de organizar para benefício de tantas associações da cidade e outras instituições que poderiam usufruir dum património com a dimensão deste?
    Esta indiferença, já que não resulta de ignorância, nem deriva de assumida incultura, é ainda mais incompreensível. É que nem tem a justficação de estar a salvaguardar os recursos da câmara…
    Que pena!

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