UE retalia e declara chefe da missão venezuelana “persona non grata”

Álvaro Millán / Flickr

A União Europeia (UE) decidiu, esta quinta-feira, declarar a chefe da missão venezuelana em Bruxelas persona non grata, respondendo ao anúncio feito por Caracas de dar 72 horas à embaixadora comunitária para abandonar o país.

“Por iniciativa do Alto Representante da União para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança [Josep Borell], o Conselho acordou hoje que a chefe da missão da República Bolivariana da Venezuela junto da União Europeia [Claudia Salerno Caldera] seja declarada persona non grata“, anunciou a UE em nota de imprensa.

O Conselho vinca que esta “é uma resposta à decisão do Governo venezuelano de declarar a chefe da delegação da UE na Venezuela como persona non grata“.

“A UE considera esta declaração como totalmente injustificada e contrária ao objetivo da UE de desenvolver relações e construir parcerias em países terceiros”, adianta no comunicado a estrutura onde estão representados os Estados-membros.

O Governo venezuelano notificou, na quarta-feira, a chefe da delegação da UE em Caracas, a portuguesa Isabel Brilhante Pedrosa, de que tinha sido declarada persona non grata e que tinha 72 horas para abandonar o país.

Esta foi uma reação à decisão tomada na segunda-feira pelos chefes de diplomacia europeus de alargarem a lista de personalidades ligadas ao regime venezuelano alvo de sanções, acrescentando 19 indivíduos.

Esta é já a segunda vez que a Venezuela declara Isabel Brilhante Pedrosa persona non grata. Em maio de 2020, o Presidente Nicolás Maduro ordenou a sua expulsão, dando-lhe também 72 horas para abandonar o país, poucas horas depois de Bruxelas ter sancionado 11 funcionários de Caracas.

A 2 de julho, Maduro saudou um acordo entre Bruxelas e Caracas para suspender a expulsão da diplomata e instou a UE a mudar a relação com o Estado sul-americano.

Com o acrescento destes 19 indivíduos, o pacote de sanções contra a Venezuela visa agora um total de 55 personalidades, que estão proibidas de viajar para a Europa e têm os seus bens congelados no espaço europeu.

  // Lusa

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