Trump pagou 2,5 milhões de euros para recontar votos no Wisconsin

David Maxwell / EPA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump

A candidatura do candidato republicano, Donald Trump, pagou três milhões de dólares (cerca de 2,5 milhões de euros) para a recontagem de votos das eleições presidenciais em dois condados no estado de Wisconsin.

A candidatura de Trump considera que foram cometidas “graves irregularidades” nesses dois condados, de tendência democrata, embora não tenha apresentado nenhuma prova de delito e apesar das garantias de normalidade por parte das autoridades estaduais.

Os republicanos pagaram pela recontagem nos condados de Milwaukee e de Dane, devendo apresentar os devidos requisitos burocráticos nas próximas horas, para que o processo seja iniciado na quinta-feira.

Nos dois condados selecionados para recontagem, o democrata Joe Biden venceu com 577.455 votos contra 213.157 de Trump, tendo vencido em todo o estado por 20.608 votos de vantagem, com base nos resultados coligidos.

“A população de Wisconsin merece saber se os seus processos eleitorais funcionaram de maneira legal e transparente”, disse o advogado da candidatura de Trump no Wisconsin, Jim Troupis.

“Lamentavelmente, não se pode confiar na integridade dos resultados eleitorais sem uma recontagem nesses dois condados e sem a aplicação uniforme dos requisitos de votação, ausente no Wisconsin. Não saberemos os verdadeiros resultados da eleição até que apenas os votos legais sejam contados”, acrescentou Troupis.

A recontagem, uma vez aprovada formalmente pelo presidente da comissão eleitoral estadual, pode começar na quinta-feira ou, o mais tardar, no sábado, devendo ficar concluída até ao dia 01 de dezembro.

As recontagens de votos no Wisconsin e em todo o país resultam, por historial de estatística, em muito poucas mudanças no resultado final.

Uma recontagem pedida nas eleições de 2016 pela candidata do Partido Verde, Jill Stein, rendeu a Trump apenas 131 votos adicionais.

Trump e outros republicanos acusam os democratas de tentarem “roubar as eleições”, com alegações de fraude e irregularidades nas votações de vários estados, incluindo Wisconsin, embora não apresentem provas indiciadoras dessa acusação.

Mesmo que Trump consiga reverter a vitória de Biden no Wisconsin, o Presidente eleito continuará a ter o número suficiente de votos eleitorais para poder tomar posse no dia 20 de janeiro.

// Lusa

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