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Tratamento abrandou a progressão do Alzheimer em macacos

Um novo estudo usou o sistema imunitário de macacos idosos para interromper a progressão da doença de Alzheimer.

Não só o tratamento travou o avanço da doença como também mostrou um aumento do nível cognitivo destes macacos em comparação com os que receberam o placebo.

“As nossas descobertas ilustram que esta terapia é uma forma eficaz de manipular o sistema imunitário para retardar a neurodegeneração”, disse Akash Patel, coautor do estudo publicado recentemente na revista científica Brain.

A equipa de investigadores da New York University acredita que o nosso próprio sistema imunitário desempenha um papel crucial no desenvolvimento da doença.

As células que fazem parte do sistema imunitário nato têm a tarefa de limpar as proteínas e toxinas do cérebro. Quando estas células perdem fulgor com a idade, as proteínas e toxinas (como a amiloide) acumulam-se, explica o portal Free Think.

Os autores aproveitaram estas células, dando-lhes medicamentos chamados oligodesoxinucleótidos CpG, que lhes permitem desempenhar o papel de limpar o cérebro.

A doença de Alzheimer é um tipo de demência que provoca uma deterioração global, progressiva e irreversível de diversas funções cognitivas (memória, atenção, concentração, linguagem, pensamento, entre outras).

A Organização Mundial de Saúde estima que em todo o mundo existam 47,5 milhões de pessoas com demência, número que pode atingir os 75,6 milhões em 2030 e quase triplicar em 2050 para os 135,5 milhões.

Em Portugal, não existindo até à data um estudo epidemiológico que retrate a real situação do problema, podemos ter como referência os dados de 2019 da Alzheimer Europe que apontam para mais de 193 mil pessoas com demência.

Os macacos-esquilo desenvolvem uma forma de neurodegeneração à medida que envelhecem, muito semelhante à doença de Alzheimer. Foram usados 15 espécimes nesta experiência, todos eles do sexo feminino e com idades entre os 17 e os 19 anos. O medicamento foi administrado uma vez por mês durante dois anos.

Oos macacos que receberam os medicamentos tiveram 59% menos depósitos de placas no cérebro do que os macacos que receberam placebo.

“O nosso novo tratamento evita as lacunas das tentativas anteriores porque é administrado em ciclos, dando ao sistema imunitário a chance de descansar entre as doses”, disse o coautor Thomas M. Wisniewski.

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