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O tempo passa mais devagar quando vemos pessoas em movimento

Movimentos biológicos versus não biológicos: um novo estudo indica que o tempo passa mais devagar quando os seres humanos observam pessoas em movimento.

Uma nova investigação, levada a cabo pela Universidade Federal do ABC, no Brasil, concluiu que os seres humanos percebem o tempo de forma diferente quando observam o movimento biológico em oposição ao movimento não biológico.

Segundo o PsyPost, a equipa responsável pela pesquisa avaliou como é que 32 voluntários perceberam o tempo decorrido ao ver um vídeo de uma pessoa a correr (movimento biológico) e outro de uma forma geométrica não biológica a mover-se para a frente e para trás.

Os vídeos tinham a mesma duração – 15 segundos -, mas o tempo passou mais rápido num caso do que no outro: os participantes acreditaram que o estímulo biológico durou mais do que o não biológico.

Giuliana Giorjiani, responsável pelo estudo, explicou que, “como o movimento humano é mais complexo, a maneira como entendemos e processamos o estímulo visual é diferente e provavelmente mais complexa do que quando processamos movimentos não biológicos de objetos”.

De acordo com a investigadora, é por esse motivo que os participantes acham que a duração do estímulo biológico é maior. O artigo científico foi recentemente publicado na Experimental Brain Research.

A equipa também variaram a velocidade dos vídeos, aumentando ou diminuindo o número de frames por segundo. O objetivo do teste era encontrar a velocidade que tornava o movimento biológico mais natural.

Depois, avaliaram o que acontecia no Sulco Temporal Superior (STS), a região do cérebro responsável por processar informações relacionadas com o movimento e com a forma humana.

Usando a técnica de espectroscopia funcional de luz próxima ao infravermelho (fNIRS), os cientistas mediram a presença de oxigénio no sangue e concluíram que havia uma maior atividade no STS quando os participantes observaram o movimento biológico em relação ao movimento da forma geométrica.

Liliana Malainho, ZAP //

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