Marta Temido quer mais testes, gratuitos e sem prescrição médica

Rodrigo Antunes / Lusa

A ministra da Saúde, Marta Temido, foi esta quarta-feira ouvida na comissão parlamentar, na Assembleia da República, onde defendeu a “necessidade de utilizar massivamente testes” no combate à covid-19.

A governante quer alargar a quantidade de testes realizados, a qualquer pessoa que seja contacto de um caso positivo e não apenas a contacto de alto risco.

“Acompanhamos inteiramente a necessidade de utilizar massivamente testes, desde testes PCR, a testes rápidos de antigénio, até aos testes de saliva que já se encontram também disponíveis, independentemente das recomendações que recebemos recentemente”, disse Marta Temido.

A ministra da Saúde quer que deixe de ser necessária prescrição médica de forma a facilitar a testagem massiva. O objetivo passa por realizar o teste “em locais simples” e “gratuitos”. O pagamento dos testes é custeado pelo Estado.

Desta forma, Temido acredita que será possível rastrear mais rapidamente os possíveis casos positivos, quebrando cadeias de contágio.

António Lacerda Sales e Diogo Serras Lopes também estiveram ao lado de Marta Temido na audição desta quarta-feira. O secretário de Estado Adjunto e da Saúde falou sobre o atraso nos inquéritos epidemiológicos, salientando que há atualmente “4 mil inquéritos em atraso”, um número bem inferior aos 56 mil que havia até há poucos dias.

De acordo com o Observador, Temido disse ainda que em 2020 se realizaram menos 1,2 milhões de consultas de especialidade hospitalar e 126 mil cirurgias que no ano anterior.

A ministra da Saúde disse também que seria má ideia que Portugal tentasse ir comprar vacinas diretamente às farmacêuticas. “Compras autónomas seria o pior que nos pode acontecer”, disse a governante, relembrando o episódio dos ventiladores no início da pandemia.

O secretário de Estado da Saúde Diogo Serras Lopes informou que Portugal já fez “415 mil inoculações desde 27 de dezembro”, prometendo “uma campanha de comunicação mais intensiva” para breve.

Foi precisamente a forma de contacto dos mais velhos para a vacinação que levantou dúvidas da comissão parlamentar. Em resposta, Marta Temido garantiu que os portugueses “podem ficar perfeitamente tranquilos”.

“Se não for por SMS é por carta, se não for por carta é por chamada telefónica. As pessoas podem ficar perfeitamente tranquilas, o SNS tem um esquema de contacto com cada um para que as pessoas sejam de facto contactadas”, disse a responsável pela Saúde.

Daniel Costa, ZAP //

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