Subida do mar força habitantes do famoso atol de Bikini a pedir refúgio nos EUA

USDoD / Wikimedia

A onda de choque das explosões atómicas no atol de Bikini inspiraram em 1946 o engenheiro francês Louis Réard a chamar bikini à sua invenção, o fato de banho feminino de duas peças que chocou o mundo.

A onda de choque das explosões atómicas no atol de Bikini inspiraram em 1946 o engenheiro francês Louis Réard a chamar bikini à sua invenção, o fato de banho feminino de duas peças que chocou o mundo.

Cerca de mil habitantes do conhecido atol de Bikini, na Oceania, pediram asilo aos Estados Unidos devido ao aumento no nível dos mares, que ameaça as suas habitações na ilha onde vivem.

Os habitantes do atol de Bikini, no arquipélago das Marshall, já tinham sido evacuados pelos EUA nos anos 1940, para a realização dos testes do programa de bombas atómicas americanas no local.

Na altura inédita, a “onda de choque” provocada pelas explosões atómicas no atol foi a razão pela qual o engenheiro francês Louis Réard chamou bikini à sua invenção, o fato de banho feminino de duas peças que em 1946 chocou o mundo.

Na década de 40, os habitantes foram levados para Kili, outra ilha do arquipélago das Marshall, ao abrigo de um acordo com os Estados Unidos, que estabelecia um fundo para ajudar os moradores do atol instalarem-se nas suas novas casas.

Agora, porém, os habitantes do atol pretendem que o governo americano altere as regras do fundo, e que possam usá-lo para se instalar nos Estados Unidos.

Os moradores afirmam que as marés, as mais altas já registadas no local, estão a invadir as suas casas estão a ser invadidas pelas águas.

Conhecidas como king tides, as marés ameaçam também a agricultura local e o abastecimento de água potável.

No início do ano, a pista do aeroporto local foi totalmente inundada, deixando a ilha isolada.

“Os habitantes de Bikini vieram até nós e pediram-nos para levar esta proposta aos Estados Unidos”, diz Tony de Brum, ministro dos Negócios Estrangeiros das Ilhas Marshall.

“Pedem que o fundo de realojamento seja usado para enviar as pessoas para os Estados Unidos e não apenas para outros locais das Ilhas Marshall”, adianta o governante local, citado pela BBC.

“O pedido que chegou foi feito com base no facto de que a ilha Kili está também inabitável devido às mudanças climáticas”, acrescentou.

Um acordo entre as Ilhas Marshall e os Estados Unidos prevê que os antigos moradores do atol de Bikini tenham direito a viver, trabalhar e estudar nos Estados Unidos, sem restrições quanto à duração de sua estadia.

O Departamento do Interior norte-americano tem apoiado as pretensões dos bikinianos, e apresentou ao Congresso americano uma proposta de lei para alterar os termos do fundo de realojamento.

O governo das Ilhas Marshall diz que a experiência dos habitantes de Bikini mostra a necessidade de um acordo global contra as mudanças climáticas – antes que o atol tenha o destino vaticinado para Kiribati, uma nação que vai ser engolida pelo Pacífico.

A expectativa recai sobre a conferência internacional COP 21, que tem lugar no final de novembro, em Paris, com o objetivo de que se alcance o maior acordo climático do mundo, em substituição do Protocolo de Kyoto.

ZAP

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