Startup norte-americana quer lançar internet de alta velocidade na Lua até 2024

Addy Graham / University of Arizona

Impressão artística do asteróide Kamo'oalewa, perto do sistema Terra-Lua

Sistema iria permitir a identificação de potenciais ameaças à integridade da Terra, nomeadamente asteroides em rota de colisão.

A startup Aquarian Space anunciou um financiamento na ordem dos 650 mil dólares para trabalhar no desenvolvimento de uma ligação à Internet de banda larga que ligaria a Terra, a Lua, e talvez Marte. O dinheiro proveio da Draper Associates, que pretende ajudar a empresa a implementar o seu primeiro sistema lunar em 2024, de acordo com um relatório da Space.

No seu site oficial, a Aquarian Space explica que embora os humanos gastem milhares de milhões para lançar missões espaciais para fins científicos, há “capacidades limitadas de comunicação no espaço interplanetário” que fazem com que “só seja possível transferir uma fração desses dados científicos vitais que recolhemos dos satélites existentes”. Como tal, apontam, podemos fazer melhor do que isto”.

A Aquarian pretende criar um sistema chamado Solnet, através de redes de satélite de alta velocidade com 100 megabits por segundo. São poucas as informações adiantadas, mas a empresa disse que está atualmente a realizar revisões técnicas com parceiros norte-americanos, alguns dos quais pertencentes a programas da NASA.

“Em 2021 havia 13 objetos em torno da lua“, apontou Kelly Larson, CEO do Aquarian Space, numa declaração. “Até 2030, teremos cerca de 200, o que pressupõe a criação de uma economia lunar multibilionária. No entanto, isto não pode acontecer sem comunicações sólidas e fiáveis Terra-Lua”, continuou.

No entanto, a Aquarian não é a única empresa atualmente focada em construir infraestruturas de comunicação para o espaço. A gigante SpaceX recebeu recentemente críticas muito positivas pela disponibilização dos seus satélities de internet Starlink às tropas ucranianas a propósito da invasão do país pelas forças russas. Essa mesma rede de satélites será brevemente testada ao nível da comunicação espacial pelos civis que integrarão a missão Polaris Dawn, prevista para o final do ano.

No entanto, a NASA já alertou para o facto de a mega constelação Starlink ter tornado mais difícil para os astrónomos a deteção de asteroides potencialmente catastróficos por estarem em rota de colisão com a Terra. Contrariamente, a Aquarian Space especifica no seu site que os satélites por ela produzidos serão capazes de fornecer dados de defesa planetária, nomeadamente a identificação de asteroides.

De acordo com o Interesting Engineering, a Aquarian Space terá que se esforçar para se diferenciar da Starlink e da SpaceX, a principal parceira da NASA nos últimos anos. Ajudar a prevenir a destruição da civilização da Terra parece ser uma boa maneira de começar.

  ZAP //

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