Seul poderá vir a ter uma “cidade 10 minutos”

(dr) WAX & Virgin Lemon

Uma ilustração de como será a “cidade 10 minutos” em Seul, na Coreia do Sul

Um escritório de arquitetura holandês quer construir na capital sul-coreana, Seul, uma “cidade 10 minutos”, um lugar onde todas as conveniências estarão a 10 minutos de distância das casas dos que lá viverão.

A chegada da pandemia deu ainda mais força à chamada “cidade 15 minutos”, ou seja, um lugar onde os seus moradores conseguem chegar ao trabalho ou a outros locais de lazer num quarto de hora, a pé ou de bicicleta, desde as suas casas.

Mas agora, conta a cadeia televisiva CNN, o escritório de arquitetura holandês UNStudio tem em mente uma ideia ainda mais ambiciosa para Seul, na Coreia do Sul: uma “cidade 10 minutos”.

Chamado “Projeto H1”, o objetivo é transformar uma antiga zona industrial numa “cidade inteligente”, que combina oito prédios residenciais com espaços co-working e áreas de estudo, locais de entretenimento, ginásios, piscinas e até hortas urbanas hidropónicas.

O complexo também terá uma componente amiga do ambiente. Além de não poderem circular carros, os arquitetos estão a projetar que seja produzida energia renovável no local e que existam sistemas de captação e armazenamento da água da chuva.

Segundo a estação norte-americana, o projeto está a ser apoiado pela Hyundai Development Company e já recebeu a luz verde necessária, mas ainda não se sabe quando irá efetivamente sair do papel e começar a ser construído.

Tal como recorda a CNN, este conceito de “cidade 15 minutos” foi proposto pela primeira vez, em 2016, pelo académico franco-colombiano Carlos Moreno e mais recentemente popularizado pela autarca parisiense Anne Hidalgo que, durante a campanha para ser reeleita, propôs fazer da cidade das luzes uma “cidade quarto de hora”.

No entanto, há quem não goste da ideia. Os seus críticos chamaram a atenção para o facto de poder causar ainda mais gentrificação, ao concentrar ainda mais a riqueza nas zonas mais acessíveis, o que pode, por sua vez, resultar em preços de casas que excluem comunidades mais pobres e marginalizadas.

  ZAP //

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