Santa Sé detetou 147 transacções suspeitas em 2014 no Vaticano

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Federico Lombardi, porta-voz do Vaticano

Federico Lombardi, porta-voz do Vaticano

A Autoridade de Informação Financeira (AIF) da Santa Sé informou hoje que em 2014 foram detectadas 147 transacções financeiras suspeitas nas instituições do Vaticano, menos do que no ano anterior, quando foram identificadas 202.

No relatório anual publicado esta sexta-feira, a entidade frisou que as finanças do Vaticano têm sido alvo de “um contínuo reforço do quadro normativo e institucional”.

Esse esforço, segundo a AIF, pretendeu reforçar a regulamentação das instituições supervisionadas, aumentar a cooperação internacional e consolidar a prevenção e a luta contra actividades ilícitas.

Como tal, a diminuição do número de casos é “resultado do desempenho do quadro normativo das instituições e de uma substancial melhoria do desempenho operacional das entidades monitoradas em relação à prevenção do crime financeiro”, refere a AIF no documento.

Entre os casos suspeitos detectados em 2014, sete foram transferidos para o Promotor de Justiça do Vaticano “para mais averiguações”.

O relatório informou igualmente que o número de colaborações bilaterais entre a AIF e as autoridades estrangeiras homólogas têm vindo aumentar: quatro em 2012, 81 em 2013 e 113 em 2014.

“Este contínuo crescimento é resultado de um esforço sistemático por parte da AIF e de um forte compromisso da Santa Sé para cooperar activamente com outras jurisdições e prevenir as potenciais atividades financeiras ilícitas à escala global”, afirmou o director do organismo, Tommaso di Ruzza.

Durante o primeiro trimestre de 2014, a AIF realizou a primeira inspecção ao Instituto para as Obras de Religião (IOR), mais conhecido como o Banco do Vaticano, com o objectivo de “verificar a eficácia das medidas adoptadas para prevenir e lidar com o branqueamento de capitais e o financiamento do terrorismo”.

“A primeira inspecção ao Banco do Vaticano é uma importante consequência e um sinal concreto da eficácia do sistema contra a lavagem de capitais e da luta contra o financiamento do terrorismo que foi adoptado pela Santa Sé”, reforçou Tommaso di Ruzza.

A inspecção “não revelou a existência de qualquer falta no IOR”, indicou o documento.

A Autoridade de Informação Financeira é o organismo que tem a responsabilidade de vigiar as movimentações financeiras da Santa Sé para prevenir eventuais actividades ilícitas.

A AIF foi instituída pelo papa Bento XVI em Dezembro de 2010 e os seus estatutos foram aprovados pelo papa Francisco em Novembro de 2013 com o objectivo de “estabelecer normas em matéria de transparência, vigilância e informação financeira”.

Durante 2014, o organismo subscreveu acordos com a Argentina, Peru, Liechtenstein, Luxemburgo e França. No ano anterior, a AIF já tinha estabelecido protocolos com outros países, como Espanha e Estados Unidos.

/Lusa

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