Sánchez disposto a ir ao senado explicar “erro numa passagem” do seu livro

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Primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez

O primeiro-ministro espanhol disse, esta quinta-feira, que está disposto a ir ao senado explicar o “erro numa passagem” de um livro que escreveu e que “vai ser corrigido”, avisando a oposição que vai continuar a governar.

Se a oposição quer fazer ruído, que faça ruído, nós vamos governar”, disse o chefe do executivo na conferência de imprensa no final do Conselho Europeu em Salzburgo, Áustria.

O El País noticiou que Pedro Sánchez e o economista Carlos Ocana tinham copiado no livro “A Nova Diplomacia da Economia Espanhola” parágrafos de uma conferência que o diplomata Manuel Cacho fez na Universidade Camilo José Cela. Fontes do gabinete do chefe do Governo espanhol já tinham dito que se tratava de um “erro involuntário”.

O jornal afirma que Sánchez e Ocana reproduzem no seu livro de 2013, sem aspas nem citar a fonte original, parágrafos de cinco das sete páginas de uma conferência que Cacho tinha feito em 25 de fevereiro de 2013.

O livro foi redigido a partir da tese de doutoramento de Pedro Sánchez, sobre a qual também houve suspeitas de plágio que foram esclarecidas depois de ser submetido a análises anti-cópia feitas em dois portais especializados na deteção deste tipo de anomalias.

Neste caso, o Executivo de Madrid publicou no fim da semana passada os resultados de dois programas informáticos que assegura estarem entre os mais reconhecidos para detetar a possibilidade de plágio de um texto: o Turnitin, utilizado na Universidade de Oxford, e o PlagScan, que é uma referência na Europa.

Antes, Pedro Sánchez negara veementemente ter plagiado a sua tese de doutoramento, garantindo que eram “rotundamente falsas” as dúvidas lançadas pelo líder político de um partido da oposição que depois foram desenvolvidas pela imprensa.

Toda a oposição pediu para o chefe do Executivo ir ao Parlamento dar explicações, incluindo agora a coligação de extrema-esquerda Podemos, que dá apoio parlamentar ao Governo do PSOE (Partido Socialista Operário Espanhol).

Até agora, o primeiro-ministro recusou ir ao Congresso dos Deputados (câmara baixa), mas não pode evitar uma ida ao senado (câmara alta), onde o Partido Popular (direita) tem maioria absoluta.

  // Lusa

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