Saladas prontas a comer: um paraíso para os patógenos

O setor de saladas prontas para consumo é um excelente exemplo de inovação, mas também um grande veículo de novas doenças.

As saladas prontas a comer ganharam popularidade desde a sua introdução na Europa, no início dos anos 80, e ainda hoje são uma presença assídua nas nossas cozinhas. Aliás, segundo o EurekAlert, espera-se que a popularidade destas saladas aumente.

À medida que esta indústria cresce, aumenta também o número de novas doenças. Há muitas razões que explicam este aumento, de acordo com um novo artigo científico publicado recentemente na Plant Disease.

O primeiro fator relaciona-se com o facto de estes produtos sazonais serem cultivados sob alta densidade de culturas, em cinco ou seis ciclos por ano nas mesmas quintas especializadas, com falta de rotação adequada das culturas e carência de fungicidas.

Além disso, o comércio internacional afastou as culturas dos seus ambientes originais para solos estrangeiros, onde podem encontrar novas doenças.

Em alguns casos, níveis muito baixos de contaminação de sementes podem levar ao rápido surgimento de novas doenças em novas áreas geográficas, resultando em graves perdas, rompendo o equilíbrio biológico do ambiente e, por vezes, provocando uma epidemia devastadora.

As alterações climáticas são – e sem surpresa – um fator preocupante. As mudanças do clima interagem com a globalização e influenciam o desenvolvimento e a disseminação de patógenos vegetais.

O aumento da temperatura também reduz a resistência da planta aos patógenos. Isto significa que as estratégias de controlo de doenças devem ser reavaliadas para lidar com novas temperaturas mais quentes. Os cientistas adiantam ainda que estes novos patógenos são frequentemente caracterizados por uma preferência por altas temperaturas.

ZAP //

PARTILHAR

5 COMENTÁRIOS

  1. “As alterações climáticas são – e sem surpresa – um fator preocupante. As mudanças do clima interagem com a globalização e influenciam o desenvolvimento e a disseminação de patógenos vegetais.” – lol

  2. Esperem lá um pouco.
    Admitindo que as “saladas prontas para consumo” são preparadas com cuidados de higiene e limpeza adequados ao consumo humano, que diferença há em comprar os produtos vegetais base numa superfície comercial usual e depois prepará-los em casa?
    A fonte não será a mesma -produção intensiva em zonas afastadas- para aqueles que não adquirem em mercados locais ou fazem o seu próprio cultivo?
    E o nível de lavagem/limpeza na casa de cada um não é um factor deteminante para a sobrevivência desses patogénicos?
    No caso da compra desses elelemntos já embalados o que também não é desprezável são as próprias embalagens, todas descartáveis.

RESPONDER

"Ministra da Insensibilidade Social". CDS pede a demissão de Ana Mendes Godinho

O CDS criticou este sábado a reação da ministra a Solidariedade Social à morte de 18 idosos num lar em Reguengos de Monsaraz e considerou que Ana Mendes Godinho desvaloriza o impacto da pandemia nos …

Esgotos de dois milhões de portugueses monitorizados para prever segunda vaga de covid-19

Os esgotos de dois milhões de portugueses estão a ser monitorizados para detetar a eventual presença do vírus da covid-19 e prever uma nova vaga. O Jornal de Notícias avança este sábado que a análise está …

Covid-19. Mais 198 infetados e 3 mortes em Portugal

Portugal registou nas últimas 24 horas mais 198 casos de infeção por covid-19 e três óbitos, de acordo com o boletim epidemiológico publicado pela Direção-Geral da Saúde (DGS). O boletim epidemiológico Direção-Geral da Saúde (DGS) desde …

Média já divulgaram publicidade institucional (mas Estado ainda não lhes pagou)

O Sindicato dos Jornalistas lamentou esta sexta-feira que o Governo não tenha disponibilizado os 15 milhões de euros relativos à compra antecipada de publicidade institucional, vincando que o executivo está em dívida com as empresas …

Autoridades admitem que extrema-direita vá vigiar manifestações antifascistas de domingo

A Frente Unitária Antifascista anunciou que vai organizar no próximo domingo duas manifestações - uma Lisboa (Praça Luís de Camões) e outra no Porto (Avenida dos Aliados). O mote é a luta contra o fascismo. Estas manifestações …

Marcelo não entende por que Portugal continua na "lista negra" do Reino Unido (e leu os relatórios de Reguengos)

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, disse, em declarações transmitidas pela RTP3, que não entende porque é que Portugal continua na "lista negra" do Reino Unido. Em declarações transmitidas pela RTP3 a partir de …

Estado só recuperou 21% dos créditos tóxicos do BPN

O Estado apenas recuperou 21% dos créditos tóxicos do Banco Português de Negócios, que derivaram da nacionalização da instituição bancária em 2008. Até final de 2019, o Estado só conseguiu recuperar 21% da carteira de créditos …

Novas matrículas "só" vão durar 45 anos (por causa das palavras obscenas)

O novo formato de matrículas entrou em vigor a 2 de março. As novas matrículas vão durar menos tempo do que poderiam porque não serão usadas combinações “que possam formar palavras ou siglas que se …

Novo lay-off conta apenas com 1% das adesões do simplificado

O sucedâneo do lay-off simplificado conta apenas com 1.268 adesões nas primeiras duas semanas. Este valor é apenas 1% do número de empresas que acederam ao primeiro apoio. Nas primeiras duas semanas desde a sua implementação, …

Trump promove falsa teoria de que Kamala Harris não nasceu nos EUA (e que não será elegível para vice)

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que ouviu que Kamala Harris, candidata democrata à vice-presidência da Casa Branca, não era elegível para o cargo, com base num boato que sugeria que pode não …