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Robô ultrarrealista pode vir a substituir os golfinhos em cativeiro em parques temáticos

A empresa de engenharia Edge Innovations, com sede em São Francisco, Estados Unidos, projetou e construiu um golfinho-robô que se parece e age quase exatamente como um.

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Nadando ao redor da piscina enquanto um grupo de nadadores fica parado na parte rasa, o golfinho assemelha-se àqueles que saltam aros e fazem acrobacias em parques temáticos. Porém, a criatura marinha é um robô.

A Edge Innovations, uma empresa de engenharia dos Estados Unidos, projetou o golfinho-robô, que custa entre três milhões e cinco milhões de dólares.

O golfinho animatrónico de 250 quilogramas e 2,5 metros com pele feita de silicone de grau médico encabeçou um programa para escolas em parceria com a TeachKind, parte da People for the Ethical Treatment of Animals (PETA).

Ao projetar este robô, a empresa tinha como objetivo, um dia, substituir os golfinhos reais que entretêm multidões nos parques temáticos para acabar com os animais selvagens que são mantidos em cativeiro.

“Existem cerca de 3.000 golfinhos atualmente em cativeiro, sendo usados para gerar vários milhares de milhões de dólares apenas para experiências com golfinhos. Obviamente, há um apetite para amar e aprender sobre os golfinhos”, disse Walt Conti, fundador da Edge Innovations, de acordo com a agência Reuters. “Queremos usar esse apetite e oferecer diferentes formas de se apaixonar pelo golfinho.”

O uso de animatrónicos pode trazer o público que não gosta de parque com animais vivos, segundo Conti.

“A versão 2.0 do golfinho tem IA suficiente para ser capaz de fazer um mergulho raso, permanecer com flutuação adequada, regressar à superfície, levantar o respiradouro para simular uma respiração e também completar voltas de forma realista”, disse Roger Holzberg, ex-diretor de criação da Walt Disney que fez parceria com a Edge Innovations para trabalhar no golfinho, em declarações à Syfy Wire.

A versão 3.0, que está em desenvolvimento, terá bateria suficiente para nadar durante 10 horas sem recarga.

Cerca de 20 países europeus já proibiram ou limitaram a presença de animais selvagens em circos.

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  ZAP //

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