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“Rei dos cogumelos” está a negociar perdão de 70% das dívidas para se salvar

A maior empresa de cogumelos da Península Ibérica, a Sousacamp, está novamente com salários em atraso, enquanto os credores do grupo não viabilizam o plano de recuperação delineado pelo fundo de capital de risco CoReEquity. A recuperação implica a reestruturação da dívida bancária com um perdão de 70% do valor que é da ordem dos 60 milhões de euros.

Os maiores credores da Sousacamp são o Novo Banco, a Caixa Agrícola e o IFAP- Instituto de Financiamento Agrícola e Pescas.

A proposta de viabilização que está em análise é da gestora de capital de risco CoReEquity que já obteve autorização da Autoridade da Concorrência para entrar no capital do grupo Sousacamp. Até ao final da semana, o administrador de insolvência, Bruno Costa Pereira, espera que o plano de recuperação seja aprovado, como refere ao Dinheiro Vivo.

A recuperação do maior produtor de cogumelos da Península Ibérica prevê uma redução de 70 dos 430 trabalhadores, bem como o perdão de 40 dos 60 milhões de euros das dívidas acumuladas, como aponta a mesma publicação.

A reestruturação da dívida bancária deverá obter o aval de Novo Banco e Caixa Agrícola, cientes de que a empresa vale mais se estiver aberta do que encerrada. “Quer material quer socialmente, a empresa vale muito mais a funcionar do que insolvente”, destaca no Dinheiro Vivo o administrador de insolvência.

Nesta altura, a Sousacamp está novamente com salários em atraso, dada a falta de liquidez da empresa. O administrador de insolvência espera que o plano de recuperação seja rapidamente aprovado para que o CoReEquity adiante os cerca de 320 mil euros necessários para pagar os ordenados.

“A minha expectativa é que a CoRe volte a intervir na resolução do problema”, refere Bruno Costa Pereira, frisando que o fundo já tinha adiantado “1,5 milhões [de euros] à massa insolvente para garantir a continuidade da actividade da empresa e a manutenção dos trabalhadores”.

O CoReEquity deverá ter que investir 13 milhões de euros para promover a reestruturação da empresa e garantir a manutenção da actividade em Vila Flor, no distrito de Bragança.

  ZAP //

 

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