Tem medo de ratazanas e vive numa cidade? Temos más notícias para si

As ratazanas urbanas são significativamente mais compridas e mais gordas do que outros roedores e continuam a crescer, o que desafia a regra de Bergmann, que define que animais de climas mais quentes tendem a ser mais pequenos.

Se já alguma vez teve de fazer um desvio a caminho de casa por dar de caras com uma enorme ratazana, não temos boas notícias para si. Apesar de muitas vezes não as vermos, ou preferirmos não ver, esse panorama pode mudar, já que estas nossas companheiras da vida urbana estão a crescer — literalmente.

Os investigadores do Museu de História Natural da Flórida estão a ser surpreendidos pelos resultados de um novo estudo que mostra que estes mamíferos estão a crescer, explica o Fast Company.

Quatro cientistas analisaram a evolução de 140 mil medidas de mais de 100 mamíferos da América do Norte durante mais de 80 anos. A conclusão é de que as ratazanas urbanas são significativamente mais compridas e mais gordas do que os seus primos que não vivem nas cidades.

A regra de Bergmann diz que animais em climas mais quentes tendem a ser mais pequenos, e cientistas já tinham apurado antes que as temperaturas mais altas causadas pelas alterações climáticas estão a fazer os animais tornarem-se mais pequenos.

“Isto não era aquilo que esperávamos de todo”, afirmou o co-autor Robert Guralnick, curador do Museu de História Natural da Flórida, num comunicado.

Maggie Hantak, principal autora do estudo e investigadora pós-doutorada no mesmo museu, acredita que este é “um bom argumento porque não devemos assumir que só a regra de Bergmann ou o clima são importantes para determinar o tamanho dos animais”.

O fenómeno das ilhas de calor urbano — aumento das temperaturas nas cidades devido aos materiais usados nas suas construções, como o asfalto e o cimento — também levaram os cientistas a acreditar que as ratazanas urbanas seriam mais pequenas.

Mas a pesquisa revelou antes que a urbanização está a remodelar os corpos destes animais a partir de dentro. Os investigadores acreditam na hipótese de que as ratazanas estão a crescer porque as cidades aumentam o sedentarismo — com o acesso fácil a comida alta em calorias, menos necessidade de procurar por alimentos e menos predadores.

  AP, ZAP //

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1 COMENTÁRIO

  1. Ao contrário do que anuncia o título da notícia, até poderá ser uma boa notícia, o ser humano caminha a passos largos para a destruição do planeta ao teimar em não controlar o aumento da natalidade, as cidades muitas delas suportam largos milhões de habitantes, portanto o dia da catástrofe final parece ser cada vez mais provável; na 2ª Grande Guerra em Paris os habitantes com falta de mantimentos procuravam nos túneis e esgotos da cidade ratazanas que lhe serviam de alimento possivelmente e por este caminhar a história corre o risco de se repetir a um nível ainda mais abrangente.

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