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Publicidade a iogurtes, cereais e chocolates vai ser (quase) extinta

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A guerra ao açúcar em Portugal vai provocar uma grande redução na publicidade dirigida a menores de muitos iogurtes, cereais de pequeno almoço e chocolate.

Entre os produtos que vão deixar de ser publicitados junto a escolas, parques infantis, redes sociais, e em programas de televisão e de rádio encontram-se sumos com mais do que 2,5 gramas de açúcar por 100 gramas de produto, incluindo néctares, concentrados ou sumos a 100%; bolos, bolachas e pães doces com mais de 5 gramas; produtos de confeitaria, barras energéticas, cremes para barrar e sobremesas doces; gelados; refrigerantes; fiambre; queijo; ou refeições pré-preparadas.

A lei que altera o código da publicidade para alimentos e bebidas com alto teor de sal, açúcar e ácidos gordos saturados foi aprovada a 15 de março, publicada em Diário da República a 23 de abril e devia arrancar em junho, mas, de acordo com o jornal Público, que avança a notícia esta terça-feira, a Direção-Geral de Saúde (DGS) ainda precisa de publicar o despacho com o perfil nutricional destes alimentos.

Graça Freitas, diretora-geral da Saúde, alega que ainda está a consultar “parceiros, como peritos e a indústria agro-alimentar, considerando que 60 dias é um “período manifestamente curto”.

Esta lista deve ter em conta, não só o modelo da Organização Mundial de Saúde, mas também a legislação da União Europeia. A tarefa é difícil, de acordo com a DGS, tendo em conta que as recomendações são diferentes.

Um especialista consultado pelo Público, que pediu o anonimato, disse que “não haverá um chocolate à venda no país que consiga escapar à proibição de publicidade”.

Esta legislação tem como objetivo reduzir o consumo dos produtos listados e, assim, contribuir para reduzir a taxa de crianças obesas ou com excesso de peso.

Um estudo de 2016 do European Childhood Obesity Surveillance Initiative (COSI) revelava que 20,7% das crianças, entre os seis e os oito anos, consumiam biscoitos e bolos quatro ou mais vezes por semana e que três quartos das crianças nestas idades os consumiam até três vezes por semana. 86,8% das crianças, entre os seis e os oito anos, consumiam rebuçados, gomas ou chocolates três vezes por semana. Dois terços das crianças bebiam refrigerantes açucarados.

Os últimos dados do COSI revelaram que, em Portugal, 29,6% das crianças dos seis aos oito anos tem excesso de peso e 12% é obesa. A evolução é positiva quando comparados com o estudo de 2008. Na altura, 37,9% tinham excesso de peso e 15,3% eram obesas.

  ZAP //

4 Comments

  1. acho piada a estas medidas
    publicidade dos chocolates na tv deixa de passar
    ha uns anos deixaram de passar publicidade ao tabaco por ele fazia mal e ate começaram a colocar fotos nos maços.
    agora querem acabar com a publicidade de todos os produtos que têm alusao ao açucar, mas vao continuar a serem vendido porque está na pessoa o uso ou nao
    mas acho piada que ainda se continue a fazer publicidade às bebidas alcoolicas, e todos sabemos que uma grande parte dos acidentes rodoviarios sao provocados pelo excesso de consumo de alcool. mas aimda nao vi os rotulos das garrafas com fotos de mortos nem de acidentes de automoveis
    combate à obesidade nas escolas, mas depois nos intervalos vêm à rua comprar gomas, doces, etc
    os pais reclamam melhor comida, mas depois para o carro à pota das lojas de doces para os filhos irem comprar doces

    • Ó Zé… tu devias comer menos açúcar para ver se não deterioras mais a tua vista! Assim sempre podias tentar ler a prosa que aqui deixaste.

      • e tu devias comer mais broa para ver aprenderes a ler
        acho que nao percebes nada do que escrevi. entao tens que uir de novo para a escola

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