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Proença continua na liderança da Liga, mas vêm aí novas eleições

José Coelho / Lusa

O presidente da Liga Portuguesa de Futebol, Pedro Proença.

O presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), Pedro Proença, apresentou uma proposta para alterar o modelo de governação do organismo, que vai precipitar eleições para uma nova direção.

A proposta, que foi esta segunda-feira apresentada na Assembleia Geral da LPFP, que decorreu no Porto, prevê que a direção, atualmente representada por clubes, deixe de existir e passe a haver um novo modelo com um presidente e uma direção executiva com poderes reforçados, e um Conselho de Presidentes com funções de supervisão.

A atual direção da LPFP conta com representantes de FC Porto, Sporting, Tondela, Gil Vicente, Mafra e Leixões, depois da saída de Benfica e Cova da Piedade.

Na Assembleia Geral Extraordinária da Liga, os clubes aprovaram este novo modelo de governação, que será trabalhado entre clubes e, posteriormente, haverá eleições no órgão.

“O Presidente da Liga, Pedro Proença, apresentou às 34 Sociedades Desportivas presentes, na sua maioria representadas pelos respetivos Presidentes, o novo Modelo de Governação que este defende para a Liga Portugal e que foi já apresentado aos clubes há mais de dois anos”, comunicou a Liga. “O novo Modelo de Governação prevê que a Direção, representada por clubes, deixe de existir e passe a haver um novo modelo com um Presidente e Direção Executiva, com poderes reforçados, e também pelo Conselho de Presidentes, que terá, quando necessário, uma Comissão de Supervisão”, lê-se ainda.

“Com a apresentação do Modelo de Governação, será, agora, criado um Grupo de Trabalho que será constituído por clubes da Liga NOS e da LigaPro, e que vai trabalhar na alteração estatutária, a ser apresentada”, acrescentou a Liga, citada pela Tribuna Expresso.

Cinco substituições e subidas aprovadas

A possibilidade de serem feitas cinco substituições na I Liga foi aprovada por maioria dos clubes na Assembleia-Geral da LPFP, que validou também a promoção de Nacional e Farense ao principal escalão.

Fonte oficial de um dos clubes presentes na reunião magna confirmou à Lusa a aprovação da alteração temporária do Regulamento de Competições da LPFP para permitir a inscrição de nove suplentes e a realização de cinco substituições por equipa nos remanescentes jogos da I Liga.

A medida aprovada por larga maioria, de acordo com a mesma fonte, vai entrar em vigor a partir da 26.ª jornada, cujo primeiro jogo está marcado terça-feira e vai opor Gil Vicente a Famalicão, em Barcelos.

Segundo a mesma fonte, a AG também aprovou a decisão tomada pela direção da LPFP em 5 de maio último de indicar como promovidos os dois primeiros classificados da II Liga, Nacional e Farense, e os dois últimos, Cova da Piedade e Casa Pia, como despromovidos ao Campeonato de Portugal, na sequência do cancelamento do segundo escalão devido à pandemia de covid-19.

Esta decisão marca o regresso do Nacional à I Liga, após um ano de ausência, naquela que será a sua 20.ª presença entre os grandes. Os ‘alvinegros’ estrearam-se em 1988/89 na primeira divisão e têm como melhores classificações os quartos lugares em 2003/04, sob o comando de Casemiro Mior, e 2008/09, com Manuel Machado.

Já o Farense conta 23 participações no principal escalão, entre 1970/71 e 2001/02, voltando ao escalão maior 18 anos depois. O catalão Paco Fortes foi o ‘timoneiro’ dos algarvios no seu melhor resultado no campeonato, o quinto lugar em 1994/95.

O plano de apoio aos clubes do segundo escalão, através de um fundo de tesouraria da LPFP no valor de 1,52 milhões de euros, complementar ao de um milhão criado pela Federação Portuguesa de Futebol (FPF), foi igualmente aprovado.

Os dois fundos ascendem a 2,52 milhões de euros, o que pode representar individualmente para cada clube cerca de 170 mil euros, 108.500 euros através do mecanismo criado pela LPFP e 62.500 euros pelo da FPF.

  ZAP // Lusa

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