Qual é o prazo ideal para garantir que as coisas aparecem feitas? Estudo dá a resposta

No que toca a prazos de entrega (e em garantir que as coisas aparecem feitas), é melhor definir um prazo mais apertado, um mais distante, ou até mesmo não definir nenhum? Foi a esta questão que um novo estudo tentou responder.

De acordo com o site Science Alert, os responsáveis pelo estudo, da Universidade de Otago, na Nova Zelândia, selecionaram os participantes de forma aleatória através dos cadernos eleitorais do país. Cada uma destas pessoas recebeu uma carta, na qual se pedia que respondessem a um inquérito online sobre doações de caridade.

O inquérito demoraria cerca de cinco minutos a ser preenchido e, em troca, os participantes recebiam uma pequena recompensa monetária, que poderiam doar às instituições Visão Mundial Internacional ou Exército de Salvação.

Foram enviadas três cartas diferentes, que abrangeram 1092 pessoas em cada caso: uma dava um prazo de 10 dias após o envio da missiva, uma dava ainda mais três semanas e uma não dava prazo nenhum.

Curiosamente, a taxa de resposta foi mais alta quando não foi dado nenhum prazo de entrega: 8,32%. Com o prazo de uma semana, 6,59% das pessoas responderam e, quando foi dado o prazo de um mês, apenas 5,53% dos participantes enviaram o seu inquérito preenchido.

O prazo de um mês também foi o que obteve as respostas mais lentas, com o envio dos questionários preenchidos a ser mais rápido vindo de participantes que tinham o prazo de uma semana ou nenhum prazo (muitos dos quais preencheram-no logo nos primeiros dias depois de terem recebido a carta).

“Prazos adequadamente selecionados podem sinalizar a urgência e a importância da tarefa, o que aumenta a probabilidade da sua conclusão, já que as pessoas provavelmente farão as coisas logo no início”, disse o economista Maroš Servátka, da Macquarie Business School, na Austrália, e um dos autores da investigação, citado pelo site EurekAlert!.

“Isto é particularmente importante em situações que não apresentam lembretes naturais porque, uma vez que as pessoas adiam a tarefa, podem acabar por se esquecer dela”, acrescentou.

O estudo foi publicado, na semana passada, na revista científica Economic Inquiry.

  ZAP //

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