Portugueses sorriem cada vez menos

zen Sutherland / Flickr

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Os portugueses sorriem muito pouco segundo um estudo revelado esta quinta-feira no Porto que aponta para uma “drástica e preocupante diminuição na frequência e intensidade do sorriso sobretudo nos últimos dois anos”.

O estudo “Uma década de sorriso em Portugal” analisou desde 2003 e até ao final de 2013 quase 400 mil fotografias publicadas na imprensa e concluiu que “os portugueses sorriem muito, muito pouco e tal comportamento acentuou-se assustadoramente nos últimos dois anos”, segundo o autor, Freitas Magalhães, director do Laboratório de Expressão Facial da Emoção da Faculdade de Ciências da Saúde, da Universidade Fernando Pessoa.

“Os resultados da análise ao sorriso dos portugueses durante o segundo semestre de 2013, revelam uma expressiva diminuição na frequência e intensidade, a maior desde o início do estudo em 2003, o que é “muitíssimo preocupante em termos de saúde dos portugueses”, indicou.

O autor do estudo apresentado esta quinta-feira no Porto como “pioneiro em Portugal” ressalvou que “não se pode dizer que os portugueses perderam o sorriso, porque tal não se perde”.

Porém, continuou, “há uma drástica e preocupante diminuição na frequência e intensidade do sorriso, que é um dos principais organizadores do psiquismo humano”.

fb/afreitasmagalhaes

Professor Armindo Freitas-Magalhães

Professor Armindo Freitas-Magalhães

De acordo com os resultados deste trabalho, as mulheres continuarem a sorrir mais do que os homens, apesar do “registo descendente acentuadíssimo” em relação a 2012, independentemente da idade.

Já os homens apresentaram mais o sorriso fechado a partir dos 60 anos e as crianças são as que continuam a apresentar mais e frequentemente o sorriso largo.

Os resultados finais deste estudo apontam para “uma diminuição significativa na exibição de qualquer tipo de sorriso e o aumento da expressão neutra em mulheres e homens”.

“No universo das fotografias analisadas, verificou-se, também, que a expressão facial de emoções negativas é mais frequente e intensa do que a de emoções positivas”, adianta o autor, salientando que “este padrão se acentuou expressivamente durante o segundo semestre de 2013”.

Freitas Magalhães indicou ainda que “ao longo dos 10 anos de estudo ficou comprovado que um dos moderadores da frequência e intensidade da exibição do sorriso é o contexto social, o que se verificou no caso português, pois a situação económico-social potenciou a inibição da expressão, sendo que o género e a idade são os outros dois moderadores”.

Segundo o autor, “o sorriso é uma reacção neuropsicofisiológica que se desenvolve em situações que envolvam o bem-estar e a felicidade e quando tal não se verifica, por motivos externos, o sorriso é inibido e recalcado”.

O autor alertou ainda para as consequências na saúde desta realidade, sublinhando que a inibição do sorriso “potencia sentimentos, emoções e condutas negativas levando a um quadro psicopatológico preocupante”.

A análise de todos os dados recolhidos ao longo de uma década será apresentada no livro “Portugal Emocional – Uma Década de Sorriso em Portugal”.

O Laboratório de Expressão Facial da Emoção iniciou hoje um novo estudo intitulado “A Neuropsicofisiologia da Felicidade – Estudo Longitudinal com Portugueses”, o qual irá prolongar-se também por uma década.

/Lusa

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