Portimonense 1 – 2 FC Porto | Dois autogolos embalam “dragão”

O FC Porto venceu com sofrimento um jogo quente em Portimão, com muitos incidentes, expulsões, desaguisados e dois deles autogolos.

Os “azuis-e-brancos” foram sempre superiores, mandaram no jogo, mas raramente conseguiram ser ofensivamente muito mais perigosos que os homens da casa, que apostaram claramente nas transições rápidas, mas nem sempre decidiram bem.

Os azarados Lucas Possignolo e Samuel Portugal ficaram com os nomes associados aos dois golos do Porto, enquanto Fali Candé fez o tento anfitrião – também ele num lance confuso.

O jogo explicado em números

  • Em equipa que ganha não se mexe. Este o lema de Sérgio Conceição, que apostou novamente no mesmo “onze” que passou em Turim e que ganhou ao Paços de Ferreira no “dragão”. O treinador do Portimonense, Paulo Sérgio, optou por reforçar a defesa, com três centrais, e também as alas, com Koki Anzai a jogar a extremo, à frente de Fahd Moufi.
  • E logo aos quatro minutos o primeiro lance de perigo, e para os homens da casa. Precisamente Anzai fugiu pela direita, isolado, lançado por… Moufi e, à saída de Marchesín, tentou o chapéu. Contudo, a bola saiu ao lado. Os algarvios tentavam explorar as subidas dos laterais portistas, Zaidu e Manafá, através precisamente dos velozes Anzi e Aylton Boa Morte, mas o Porto era a equipa mais dominadora nestes primeiros minutos
  • Ao quarto-de-hora, os “dragões” registavam 70% de posse de bola, alguns lances de envolvimento bastante interessantes, mas só dois remates, tantos quanto o Portimonense. E não havia disparos enquadrados no jogo. Os anfitriões não conseguiam aplicar a sua estratégia de transições rápidas, muito por culpa da má qualidade do passe (55% de eficácia). Os portistas tinham 107 entregas nesta fase e 20 apenas falhadas (81% de acerto), enquanto os homens de Portimão acumulavam 14 passes errados em somente 31 tentados.
  • Contrariedade para Sérgio Conceição – e potencialmente para Fernando Santos, aos 23 minutos, com Pepe a lesionar-se e a ser substituído de imediato por Diogo Leite.
  • O jogo pouco mudou até à meia-hora. O Porto continuou a mandar, agora com mais posse ainda (72%), mas fez só mais um remate, e também sem a melhor direcção. Neste período os “azuis-e-brancos” somavam um canto apenas – o único do encontro – e sete acções com bola na área contrária, contra apenas uma dos homens da casa. Os algarvios superiorizavam-se nos duelos aéreos ofensivos, com sete ganhos em oito, muito por culpa de Beto Betuncal, que ganhara três de quatro.
  • Até que, nos descontos da primeira parte, o golo do Porto. Jesús Corona desequilibrou pela direita, cruzou, Sérgio Oliveira falhou o remate, Moussa Marega não fez melhor, e na confusão, Lucas Possignolo fez autogolo. Na resposta, Beto, isolado, permitiu a defesa de Marchesín. Mais emoção num só minuto dos descontos que em toda a primeira parte.
  • Ao intervalo, jogo de muita luta no Algarve, poucos momentos de bom futebol, superioridade total dos “dragões”, mas uma vantagem que surge de um golo “caído do céu”.
  • O Porto teve muito mais bola, mas não conseguiu mais do que os mesmos cinco remates dos homens da casa, e nem enquadrou nenhum. Os anfitriões erravam muitos passes nas transições, mas estiveram melhor nos duelos aéreos.
  • O golo dos visitantes, nos descontos da primeira parte, foi da autoria de Lucas Possignolo, que colocou a bola na própria baliza, após lance confuso na sua grande área.
  • Sérgio Oliveira, com um GoalPoint Rating de 6.0, liderava as notas individuais, fruto de um passe para finalização, quatro passes ofensivos valiosos, dois dribles completos em três e o máximo de acções com bola (51).
  • Mais do mesmo no arranque do segundo tempo. Muito mais Porto, Portimonense a lançar rápidos contra-ataques, com Beto e Boa Morte a surgirem em boas posições, mas a definirem mal. A história da primeira parte reflectia-se fielmente nos números do segundo tempo, quando atingida a hora de jogo. E aos 61 minutos, Mehdi Taremi, em boa posição para marcar, permitiu que Samuel Portugal lhe negasse o golo.
  • As ameaças algarvias acabaram por dar frutos aos 64 minutos. Mais uma vez, o Portimonense apostou nos passes para as costas dos visitantes, desta vez com êxito. Dener fez um passe a rasgar que isolou Fali Candé, este deixou para Beto, à saída de Marchesín, mas o ponta-de-lança apenas conseguiu rematar contra Zaidu. A bola, contudo, sobrou para Candé, que empurrou de cabeça para o fundo das redes, ao oitavo remate da sua equipa, terceiro enquadrado.
  • Mas a resposta portista foi imediata. Livre directo em zona frontal e Sérgio Oliveira, sempre ele, converteu o lance com categoria para o 2-1 – também ao oitavo remate, terceiro com boa direcção. Contudo, a bola bateu no poste e nas costas de Samuel Portugal, pelo que foi… mais um autogolo dos algarvios. Na sequência, os dois treinadores foram expulsos e assistiu-se a um grande “sururu”.
  • O Portimonense assumiu o jogo a partir deste novo revés, ainda e sempre tentando passes a rasgar a defesa portista, para que os seus rápidos jogadores fugissem ao fora-de-jogo e ficassem frente a Marchesín, mas a pressão dos “azuis-e-brancos”, logo na perda da posse, complicou sobremaneira a qualidade das entregas dos homens da casa, que nunca mais conseguiram colocar jogadores em posição de finalização.

O melhor em campo GoalPoint

O mexicano é uma fonte de fantasia inesgotável. Num jogo de mais luta e transpiração do que de inspiração, Jesús Corona foi uma luz de criatividade, técnica, intensidade, virtuosismo, terminando o encontro como o melhor em campo, com um GoalPoint Rating de 7.4. Tecatito criou uma ocasião flagrante em quatro passes para finalização, somou seis passes ofensivos valiosos, teve sucesso em dois de seis cruzamentos e completou cinco de seis tentativas de drible, máximo do jogo.

Portimonense vs FC Porto

Jogadores em foco

  • Sérgio Oliveira 7.0 – Decisivo como de costume. Desta feita não marcou, mas foi ele quem converteu o livre directo que acabou no 2-1 e autogolo de Samuel Portugal. O médio foi o mais rematador da partida, com quatro disparos, três deles de fora da área, fez cinco passes ofensivos valiosos e completou três de cinco tentativas de drible.
  • Fali Candé 6.8 – O ala dos algarvios foi o melhor da sua equipa. Foi ele que conduziu o lance do 1-1, pela esquerda, no qual deu a Beto a possibilidade de marcar, antes de o próprio acorrer e finalizar de cabeça. Também nos duelos aéreos esteve imparável, tendo ganho os cinco em que participou, quatro deles ofensivos.
  • Matheus Uribe 6.0 – Discreto, mas extremamente eficiente. O colombiano é o “pêndulo” da formação portista, tendo concluído 88% dos passes e registado impressionantes 12 recuperações de posse, mais quatro que qualquer outro jogador.
  • Moussa Marega 5.9 – O maliano luta imenso, por isso acaba sempre por ter uma importância relevante. Foi o jogador com mais acções com bola na área algarvia, nada menos que nove, completou três de quatro dribles, ganhou três de sete duelos aéreos ofensivos e desviou a bola que Lucas Possignolo acabou por colocar na própria baliza. Marega, contudo, falhou uma ocasião flagrante.
  • Maurício 5.9 – Sólido, o central brasileiro esteve fortíssimo nos duelos aéreos defensivos, tendo ganho quatro de cinco, somou oito alívios e impressionantes sete intercepções, o máximo do jogo nesta última variável.
  • Otávio 5.6 – Fundamental na luta de meio-campo. O brasileiro registou quatro acções defensivas no meio-campo adversário, bem como quatro desarmes, ambos máximos da contenda.

Resumo

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