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Polícia Marítima investigada em expulsão ilegal de migrantes

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Barcos da Polícia Marinha portuguesa terão sido testemunhas em episódios de expulsões ilegais de migrantes da Grécia para a Turquia no verão de 2020.

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A Frontex (Agência Europeia de Gestão da Cooperação Operacional nas Fronteiras Externas da União Europeia) terá tido conhecimento e até estado envolvida diretamente em episódios de expulsão ilegal de migrantes da Grécia para a Turquia no verão de 2020, revela uma investigação internacional por parte de um consórcio de jornalistas especializados em migrações.

A própria Polícia Marítima portuguesa é referida na investigação, mais precisamente duas embarcações que terão estado próximas de alguns reenvios ilegais sem que os tenham denunciado, escreve o Expresso.

Os dados de geolocalização mostram que o “Nortada” e o “Molivos”, as duas embarcações que Portugal tem ao serviço no norte da ilha grega de Lesbos, estiveram perto do local onde ocorreram algumas expulsões ilegais por parta da Guarda Costeira da Grécia.

“Os elementos das equipas da Polícia Marítima que se encontram em missão na ilha de Lesbos não testemunharam qualquer situa­ção de natureza ilegal que possa ser caracterizada como pushback”, garante, por sua vez, a Autoridade Marítima Nacional.

Qualquer elemento que esteja a patrulhar o Egeu é obrigado a reportar à Frontex os ataques aos direitos humanos de que seja testemunha, dita o código interno que rege a missão Poseidon.

Até ao momento, apenas havia suspeitas do reenvio ilegal de migrantes, mas a investigação deste consórcio de jornalistas vem revelar um envolvimento mais estreito da Frontex nestas práticas.

O envolvimento da Polícia Marítima portuguesa é apenas passivo. Embora não tenham participado diretamente na expulsão, terão sido testemunhas. No primeiro caso em que a Polícia Marítima é mencionada, o “Nortada” terá estado a 15 quilómetros de um dos botes e apenas a um quilómetro de outro.

No segundo incidente, o “Nortada” terá estado a dois ou três quilómetros. O “Molivos” é visto, num outro episódio, a apenas cinco quilómetros de um barco a ser devolvido à Turquia.

“As patrulhas da Polícia Marítima nos três casos indicados, segundo o plano de operações, ocorreram no arco noturno, exceto no dia 4 de junho, em que a patrulha terminou às 9h”, salientou a Autoridade Marítima.

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  ZAP //

5 Comments

  1. Se a Polícia Marítima fez isso, então fez muito bem.
    A Europa não é nem pode ser o albergue dos desafortunados do mundo.
    A França foi palco de 3 atentados terroristas nos últimos dois meses. O que é que os três tinham em comum? Foram praticados por refugiados muçulmanos…

  2. E este tipo de emigração não é ilegal? Já agora vamos todos emigrar para outros países sem vistos e obriga-los a aceitar querem ver?

  3. voltem para os paises deles, a cultura deles não se encaixa com a nossa em nada, lutem pela paz deles nos paises deles que foi o que nós fizemos.

  4. Há países no norte de África e Médio Oriente, alguns deles a viverem com fanfarronice à custa do petróleo e gás que os poderão receber onde poderão ficar mais integrados visto ser a sua cultura, por cá temos muitos maus exemplos acerca dessa gente e nós precisamos e desejamos viver em paz.

  5. LOLOL.
    George Orwell nos alertava da NEOLENGUA. Aqui está utilizada mais do que uma vez!
    O título correcto deveria ser : “Polícia Marítima investigada em expulsão de migrantes ilegais” e não o contrário.

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